Do Rio Grande do Sul para o Rio Grande do Norte: Natal recebe apresentações típicas gaúchas

Chimarrão. Churrasco. Felipão. Grenal. Fandango. Gaúchada residente em Natal ou mesmo apreciadores de dança, eis uma oportunidade interessante de conferir a dança típica gaúcha, o fandango. Entre os dias 17 e 21 de julho, o grupo tradicionalista Beira D’estrada realizará o Projeto Cultural Fandango Tradicional Gaúcho com cinco espetáculos no Teatro de Cultura Popular (TCP), começando hoje (17) às 21h.

A ideia do projeto é apresentar as tradições gaúchas ao público local e aos turistas que estarão na cidade, para mostrar que o povo brasileiro é multicultural. Uma iniciativa interessante pra quem tem curiosidade de conhecer mais sobre a cultura brasileira. O show tem duração média de uma hora e trinta minutos, apresenta músicas tradicionalistas, danças e vestimentas típicas, além de breves intervenções com curiosidades e “causos” gaúchos, bah!

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O Grupo Beira D’estrada é gabaritado lá pelos pampas, tche! Participa de festivais e anima bailes pelo Rio Grande do Sul, se apresentou no evento “Intercâmbio Fandangueiro”, em 2010, quando realizou apresentações nas cidades de Newark, New York e Chester, nos Estados Unidos. As apresentações serão realizadas no Teatro de Cultura Popular José Augusto, na Rua Jundiaí 641, dias 17, 19, 20 e 21, às 19h30, e dia 18, às 16h, todas com entrada gratuita. Fica a dica pra quem busca programas diferentes na cidade em tempos de Copa do Mundo!

Fandango

Pra quem não faz a menor ideia do que seja fandango eis um pequeno resumo: trata-se de uma dança em pares tradicionalmente conhecida na Espanha e em Portugal. A dança é conhecida por seus movimentos vivos, agitados e teatrais, em ritmo de 3/4, geralmente acompanhada de sapateado ou castanholas.

Diferentemente do que todo mundo acha, o fandango não se restringe só ao Rio Grande do Sul, há cultura de fandango no litoral Paulista, no Paraná e em Santa Catarina. No litoral do Paraná e de São Paulo, ele está fortemente associado ao modo de vida da população caiçara. Narra a lenda que sua prática está vinculada à organização de trabalhos coletivos nos roçados, nas colheitas, nas puxadas de rede ou na construção de benfeitorias, onde o organizador oferecia, como pagamento aos ajudantes voluntários, um fandango – espécie de baile com comida farta.