Piratas do Caribe 4: salvo por Sparrow

Em matéria de clichês e previsibilidade, “Piratas do Caribe: Navegando em águas misteriosas” é apenas uma versão mais intensificada dos outros três da série.

O filme começa com a já esperada “aparição-surpresa” de Jack Sparrow (Johnny Depp). Após isso, tudo o que acompanhamos é um conjunto de cenas clichês – incluindo a luta sobre retângulos de madeira e a tentativa de equilíbrio entre duas carroças – e fatores escolhidos a dedo para chamar atenção do maior número de público: comédia constante, um ou dois homens bonitos, uma mulher bonita (e essa vem acompanhada com o sotaque – encantador – já conhecido de Penelope Cruz), ação e uma anomalia genética que eles classificam como uma sereia, mas eu ainda não cheguei a um consenso se é isso mesmo, um vampiro, uma baleia – elas pulam por cima dos barcos ao bom estilo Willy – ou mulheres-aranhas – elas soltam teias, ou algo parecido, dos pulsos. Só faltou o homem gostoso negro e o melhor amigo gay para completar o balaio.

Não adianta fugir do fato de que Piratas do Caribe é um filme comercial, feito para vender. Portanto, pessoas com gostos excêntricos e preconceituosos com esse estilo de filme que não tenham se interessado pelos três primeiros filmes do pirata Sparrow, definitivamente não se interessarão pelo quarto (duvido que seja o último).

Contudo, Johnny Depp, a meu ver, tem o dom de levar algum respeito mesmo às piores produções – o que não é o caso de Piratas do Caribe.

Confesso que estava saudosa da corridinha característica dele, do humor peculiar, da indiscutível facilidade para fugas e da forma de falar, como se sempre estivesse bêbado.

A trilha sonora (embora também seja clichê) me cativou, assim como o humor e o estilo “Disney” do filme. Assisti e não me arrependo. Mas não assistiria novamente. A não ser que fizessem uma nova versão em que Will e Elizabeth estivessem de volta.

Compartilhe

Andressa Carvalho
Jornalista, cinéfila incurável e escritora em formação. Típica escorpiana. Cearense natural e potiguar adotada. Apaixonada por cinema, literatura, música, arte e pessoas. Especialista em Cinema (UFRN) e Literatura, Artes e Filosofia (PUCRS).
Picture of Andressa Carvalho

Andressa Carvalho

Jornalista, cinéfila incurável e escritora em formação. Típica escorpiana. Cearense natural e potiguar adotada. Apaixonada por cinema, literatura, música, arte e pessoas. Especialista em Cinema (UFRN) e Literatura, Artes e Filosofia (PUCRS).

Postagens Relacionadas

f4819caa3eebf26f8534e1f4d7e196bc-scaled
"Imperdoável" tem atuações marcantes e impacta com plot twist
Se um dia Sandra Bullock já ganhou o Framboesa de Ouro, após “Imperdoável” (Netflix, 2021),...
1_4XtOpvPpxcMjIoKGkUsOIA
Cobra Kai: nostalgia ao cinema dos anos 80
A saga Karatê Kid se tornou um marco memorável aos cinemas durante os anos 80. A série de filmes conta...

Deixe uma resposta

Respostas de 2

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Revista Pagu
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.