Piratas do Caribe 4: salvo por Sparrow

Em matéria de clichês e previsibilidade, “Piratas do Caribe: Navegando em águas misteriosas” é apenas uma versão mais intensificada dos outros três da série.

O filme começa com a já esperada “aparição-surpresa” de Jack Sparrow (Johnny Depp). Após isso, tudo o que acompanhamos é um conjunto de cenas clichês – incluindo a luta sobre retângulos de madeira e a tentativa de equilíbrio entre duas carroças – e fatores escolhidos a dedo para chamar atenção do maior número de público: comédia constante, um ou dois homens bonitos, uma mulher bonita (e essa vem acompanhada com o sotaque – encantador – já conhecido de Penelope Cruz), ação e uma anomalia genética que eles classificam como uma sereia, mas eu ainda não cheguei a um consenso se é isso mesmo, um vampiro, uma baleia – elas pulam por cima dos barcos ao bom estilo Willy – ou mulheres-aranhas – elas soltam teias, ou algo parecido, dos pulsos. Só faltou o homem gostoso negro e o melhor amigo gay para completar o balaio.

Não adianta fugir do fato de que Piratas do Caribe é um filme comercial, feito para vender. Portanto, pessoas com gostos excêntricos e preconceituosos com esse estilo de filme que não tenham se interessado pelos três primeiros filmes do pirata Sparrow, definitivamente não se interessarão pelo quarto (duvido que seja o último).

Contudo, Johnny Depp, a meu ver, tem o dom de levar algum respeito mesmo às piores produções – o que não é o caso de Piratas do Caribe.

Confesso que estava saudosa da corridinha característica dele, do humor peculiar, da indiscutível facilidade para fugas e da forma de falar, como se sempre estivesse bêbado.

A trilha sonora (embora também seja clichê) me cativou, assim como o humor e o estilo “Disney” do filme. Assisti e não me arrependo. Mas não assistiria novamente. A não ser que fizessem uma nova versão em que Will e Elizabeth estivessem de volta.