Com a chegada do final do ano, vou tendo mais tempo para ouvir os vários álbuns lançados que, por motivos de falta de tempo, ainda não pude apreciar com a devida atenção, mas por fim estou me atualizando. Notei que muitas bandas que há tempos não lançavam nada ressurgiram este ano, com ótimos discos, e também artistas de meu agrado saíram do limbo e reapareceram com uma nova roupagem, como KT Tunstall e Arcade Fire. A Playlist de hoje é um apanhado de várias músicas lançadas este ano que andei ouvindo esses dias, tem muita coisa bacana!

Arcade Fire – Reflektor

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O Arcade Fire, pra variar, se supera e lança um dos melhores discos, senão o melhor disco do ano, “Reflektor”. Em seu 4º álbum, a banda canadense, se permite soar mais pop, dançante e acessível, sem perder a qualidade musical dos arranjos e letras. Sou suspeita pra falar, já que o Arcade é uma das minhas bandas favoritas, mas vamos dar a César o que é de César, eles são incríveis! A música em questão, além do clipe criativo,  é também viciante, te pega desprevenido e numa crescente vai te contagiando, e quando você se dá conta já está dançando pela casa.

Arctic Monkeys – One For the Road

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O quarteto britânico liderado por Alex Turner segue num amadurecimento musical extremamente interessante, em “AM”. A música em questão é a balada pra estrada “One For the Road”. Crescidos, com ares de bad boys conquistadores, os ingleses fazem um rock sedutor pra se curtir nas baladas. O disco é um desses repletos de hits. É provável que em outras Playlists, outras faixas do Arctic surjam.

Laura Marling – Master Hunter

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A garota de outrora, que falava sobre suas paixonites de adolescência, agora é uma mulher destemida, determinada e madura. Laura Marling é uma das pérolas da música folk dos últimos anos. “Master Hunter”, quinta faixa do excelente “Once I was an Eagle”, quarto álbum da cantora, é uma das minhas favoritas. Com seu violão em punho, letras fortes e um ar frágil, Laura Marling é talvez a mais autêntica cantora dessa nova safra britânica.

Buke and Gase – Houdini Crush

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Arone Dyer and Aron Sanchez, após ótimos EPs no final do ano passado,  lançaram seu segundo álbum, “General Dome”. A dupla, que faz um som experimental e criativo, aos desavisados pode soar deveras estranha. A dupla fabrica seus próprios instrumentos: Arone com seu “buke” (ukulele baritono modificado) e Aron com seu “gase” (instrumento híbrido de guitarra e baixo). O duo mudou a grafia do nome da banda, que antes chamava-se “Buke and Gass”. As mudanças também são perceptíveis em sua música. Neste segundo trabalho, a banda soa um tanto quanto mais palatável, embora eu prefira o excelente “Riposte” (2010). Escolhi a faixa abre alas do disco, “Houdini Crush”, com efeitos de pedais, o som marcante do bumbo de Aron e a voz a la Tori Amos de Arone, aspectos que fundem muito bem na canção.

Foals – Out Of Woods

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O rock dançante do Foals ganha mais um disco, “Holy Fire”, terceiro da banda de Oxford. Yannis Philippakis empresta sua voz gripada aos vocais de “Out Of Woods”, música com a batidinha rápida característica do Foals, porém sem tanto peso, mais suave e tranquila. Seguindo a linha do “Total Life Forever” (2010), o sexteto inglês mantém-se com a mesma qualidade.

Yeah Yeah Yeahs – Sacrilege

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Karen O e companhia voltaram! Sim, o Yeah Yeah Yeahs, após um hiato de quatro anos, reaparece com “Mosquito”. Confesso que não sabia muito o que esperar deste novo trabalho, após as incursões de Karen pelo teatro experimental e sons um tanto quanto inusitados. Sem fazer a Regina Duarte com o seu “Eu tenho medo”, fui atrás do disco e a resposta aos meus anseios veio com “Sacrilege”. Em ótima forma, Karen O, Nicolas Zinner e Brian Chase, ao lado de um coral de igreja, gritaram os pecados da promíscua mulher que se envolveu com o padre (e também com metade da cidade).

KT Tunstall – Feel it All

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A cantora escocesa ganhou notoriedade com o hit “Sunddenly I See”, trilha do filme “O Diabo Veste Prada”, KT reaparece em seu quinto álbum mais suave, melódica e folk. Em “Invisible Empire // Crescent Moon” a cantora e compositora parece ter chegado a um nível mais tranquilo e reflexivo de seu trabalho, menos comercial, eu diria. “Feel it All” é uma balada de melodia gostosa e delicada, ótima para se ouvir em uma manhã.

Yo La TengoI’ll Be Around

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Banda norte-americana, formada no início dos anos oitenta, continua agradando. O Yo La Tengo é banda queridinha dos cults mundo afora, bem como o Sonic Youth. Embora conheça pouco do trabalho dos caras, confesso que adorei “Fade”, seu disco deste ano. Destaco “I’ll Be Around”, uma balada gostosa pra se ouvir numa manhã preguiçosa.

Birdy – Light Me Up

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Jasmine van den Bogaerde venceu a ganhou a competição de música Open Mic UK em 2008, com 12 anos de idade. Três anos depois do feito, sob o nome artístico de Birdy, o jovem prodígio lançou seu primeiro álbum, homônimo, que foi muitíssimo bem recebido por crítica e público. Na vibe Sandy “eu cresci agora, sou mulher”, Birdy mandou o estigma do segundo disco pra bem longe e se afirmou de vez com o “Fire Within”. O novo trabalho traz canções autorais da moça e ela conseguiu soar ainda melhor que no primeiro trabalho. Light Me Up é a mais agitadinha, talvez, e também é minha preferida.

The Weeknd – Devil May Cry

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Abel Tesfaye, o homem à frente do The Weeknd, ao lado do lendário produtor musical Rick Rubin, fez uma das melhores músicas deste ano, a balada R&B “Devil May Cry”, trilha de “Jogos Vorazes – Em Chamas”. A voz de Tesfaye é daquelas que toca o coração e é impossível ficar indiferente. O blockbuster juvenil da vez, assim como a Saga Crepúsculo, capricha nas trilhas sonoras, tanto que eu saí do cinema com a música na cabeça e desde então não paro de cantarolar.

One Response

  1. Avatar
    Matheus Geres

    Muito boa a playlist! Agora haja tempo para curtir os álbuns completos! 😛
    Valeu, Leila! 😀

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