São 21h e eu decido assistir àqueles capítulos iniciais do spin-off de uma série que acompanho, e que estavam menosprezados em alguma pasta perdida no meu computador. Terrível erro. Que eu sou mesmo frouxa e medrosa, nunca escondi. E por esse motivo nunca assisto a séries “pesadas” à noite. Sou meio mística e acredito que dormir com as cenas na cabeça não vai me fazer muito bem. Mas, convenhamos, que mal um spin-off de Pretty Little Liars (série adolescente que já vai na sua quarta temporada) poderia fazer? Bem, ao menos para mim, o efeito foi amedrontante.

Miranda (Nicole Gale Anderson) e Caleb (Tyler Blackburn) são os protagonistas da nova série

Miranda (Nicole Gale Anderson) e Caleb (Tyler Blackburn) são os protagonistas da nova série

A história de “Ravenswood”, série lançada em 22 de Outubro desse ano (logo após ir ao ar o clássico episódio especial de Halloween de Pretty Little Liars) e exibida também pela ABC, se passa na cidade de mesmo nome, uma clara referência a “The Raven” (O Corvo), conto do mestre do suspense literário Edgar Allan Poe. A relação se torna inegável com as constantes aparições de corvos na série, começando pela abertura, em que uma mancha preta na tela produz o formato da ave.

Os protagonistas: Olivia (Merritt Patterson), Caleb, Miranda, Luke (Brett Dier) e Remy ( Britne Oldford)

O elenco principal: Olivia (Merritt Patterson), Caleb, Miranda, Luke (Brett Dier) e Remy ( Britne Oldford)

E, olha, se tem algo que assusta é a mistura de cemitério, casa antiga assombrada, e espírito de gente velha. Ravenswood tem tudo isso no seu enredo, e a cereja do bolo é uma maldição que insiste em matar cinco adolescentes em momentos específicos da história da cidade.

Cartaz da série

Cartaz da série

Tudo começa quando Hanna (de Pretty Little Liars), ainda no episódio de Halloween, sugere que o namorado, Caleb (também já velho conhecido por quem acompanha a história das garotas de Rosewood), permaneça em Ravenswood cuidando de uma adolescente órfã à procura de seu tio, Miranda Collins (Nicole Gale Anderson). Esse é o gancho para os estranhos e assustadores acontecimentos que têm como locação a misteriosa cidade.

“Ravenswood” aposta no constante suspense psicológico. A série é densa, pesada e nos faz ficar com medo a cada segundo, sempre procurando algo nas paredes, ao lado dos personagens, buscando pistas em cada canto da tela, imaginando que a qualquer momento algo poderá acontecer. A trilha sonora e a fotografia ocupam um lugar de destaque nesse conjunto. A primeira é sempre dramática, embora não seja exagerada, e é a principal responsável pelo aumento da tensão a cada cena. Já a fotografia é acinzentada, mesmo nas cenas externas gravadas de dia. Parece que a cidade está sempre na iminência de um temporal, mesmo quando há sol. O ritmo da vida das pessoas em Ravenswood é lento, há muitos ornamentos antigos em cena, e isso nos remete a um lugar recheado de segredos e preso ao passado.

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A série pode ser um ótimo passatempo para quem busca matar a saudade dos mistérios de Pretty Little Liars. Embora a história seja outra, várias referências são feitas à produção da qual derivou “Ravenswood”. O elenco principal é pequeno, mas há personagens secundários e igualmente importantes para a narrativa. Para este ano, estão previstos seis episódios da série, três dos quais já foram veiculados. Vale à pena assustar-se, mas apenas se, como eu, você não tiver muito nível para o horror.

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