Os Imortais: um grande filme com péssimas intenções

O meu terceiro filme do ano foi Os Imortais (Immortals, 2011). Assisti no cinema e em 3D. Nem tem muito o que falar desse. Foi bem o que eu esperava. É 300 (aquele com o Rodrigo Santoro, lembra?), só muda o enredo. A estética do filme é bem parecida, as cenas, trilha sonora, tudo. Bem, se a receita deu certo, podem esperar mais uns dois ou três do mesmo tipo.

Pessoalmente, o filme não me agrada, por mais que seja bem feito (é indiscutível a qualidade da produção). Achei o roteiro bem feito também, não há como negar. E também bem dirigido (Tarsem Singh). O problema é que não tem santo milagreiro que salve uma proposta ruim. O que Os Imortais é, ao meu ver: um grande filme com  péssimas intenções. Sangrento e sádico, apelativo para cenas desnecessariamente angustiantes.

Contudo, há boas atuações (boas, apenas, nada espantoso) e eu gostei do fato de trazer à tona a mitologia e a história grega. Pena que foi tudo distorcido. O núcleo histórico (se é que existe) fez um trabalho pior que em 300. Mas algo me diz que a intenção não era mesmo ter nenhuma parcela de veracidade.

Luke Evans como Zeus
A talentosa Freida Pinto como a sacerdotisa Fedra

De toda forma, vale a pena ver Immortals a nível técnico (“nossa, que tecnologia massa! como eles fizeram isso?”). Mas se sua intenção é assistir a um bom filme com uma proposta narrativa inteligente, corra para bem longe do meu queridíssimo Henry Cavill (o protagonista do filme), por mais doloroso que me seja admitir isso, e vá vê-lo na série histórica The Tudors. Tá a coisa mais linda.

… o que não significa que ele não esteja lindo aqui também, sim?

Direção: Tarsem Singh

Produção: Mark Canton, Ryan Kavanaugh e Gianni Nunnari

Roteiro: Vlas Parlapanides e Charley Parlapanides

Com: Freida Pinto, Henry Cavill e Luke Evans

País: Estados Unidos

Duração: 110 min

Imdb: http://www.imdb.com/title/tt1253864/

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Andressa Carvalho
Jornalista, cinéfila incurável e escritora em formação. Típica escorpiana. Cearense natural e potiguar adotada. Apaixonada por cinema, literatura, música, arte e pessoas. Especialista em Cinema (UFRN) e Literatura, Artes e Filosofia (PUCRS).
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Andressa Carvalho

Jornalista, cinéfila incurável e escritora em formação. Típica escorpiana. Cearense natural e potiguar adotada. Apaixonada por cinema, literatura, música, arte e pessoas. Especialista em Cinema (UFRN) e Literatura, Artes e Filosofia (PUCRS).

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