A épica história chinesa em Kung Fu Panda 3

Drama, comédia e kung fu estão totalmente equilibrados na nova sequência da franquia Kung Fu Panda. O filme traz a apresentação de novas técnicas como, por exemplo, o Chi, além de explorar outros mundos abrindo o leque dos mitos que circundam a luta marcial chinesa. Diferentemente do seu antecessor, Kung Fu Panda 3 vem em um tom equilibrado, com o mesmo bom humor do primeiro filme e provavelmente bem melhor do que o segundo.

O dragão guerreiro, Po, volta em mais uma aventura com os cinco furiosos (Tigresa, Macaco, Louva-Deus, Víbora, Garça) e seu mestre, Shiffu. Dessa vez a trama tem início no reino espiritual, onde o mestre Oogway descansa em paz e busca a famosa paz interior até que um antigo inimigo do mestre reaparece em busca de vingança querendo roubar o seu Chi.

Tendo, em parte, sucesso em sua vingança, Kai ruma para o mundo dos mortais para roubar o Chi de Shifu e seus aprendizes. Em paralelo, Po ganha uma promoção, passando de aprendiz para mestre, e é incumbido de treinar os cinco furiosos, além de ter finalmente reencontrado o seu pai, sumido há muito tempo.

Kai-attacks

Há a apresentação de novos personagens, como os outros mestres de diversas partes da China (Mestre Urso e Mestre Galo são exemplos), além da grande ameaça da obra, o perigoso Kai. Contudo, são os pandas que ditam o filme inteiro. É muito emocionante quando a famoso Vale dos Pandas é apresentado, finalmente revelando a espécie que em outra era fora a mais forte no uso do Chi.

O filme, dessa vez, traz algo diferente em sua animação, testada anteriormente em pequenos trechos do segundo filme, principalmente nos flashbacks de Po, usados frequentemente nas cenas de luta. O colorido da película é quente e agradável e as cores como roxo, vermelho, branco e tons de laranja tornam a fotografia impressionante.

A épica aventura chinesa sustenta-se principalmente pelo mix de drama, luta e filosofias, remetendo às grandes batalhas que envolveram a arte marcial, contadas diversas vezes no cinema, trazendo a magia da cultura oriental e o uso dos poderes de suas artes para as telonas.

É justo dizer que o filme não peca em quase nada, e para os de coração mais mole, cenas emocionantes não faltam na obra, característica já marcante nos filmes da franquia. Um filme daqueles que nos fazem rir e chorar ao mesmo tempo!

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Vinícius Cerqueira
Jornalista em formação, fluente em baianês e musicalmente conduzido no dia a dia
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Vinícius Cerqueira

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