A nova geração de jovens atrizes americanas

Em tempos em que a Disney dita quem são os novos jovens talentos que permearão os novos filmes, é deveras raro encontrar uma atriz (ou ator) da nova geração norte-americana que me agrade sinceramente. Conto nos dedos de uma mão aquelas que se destacam e provocam admiração nos filmes dos quais participam. Por esse motivo, resolvi fazer essa postagem falando um pouco sobre os percursos das minhas três jovens atrizes norte-americanas favoritas. Alguns, já longínquos, outros ainda engatinhando, mas já bastante promissores. São elas: Chloë Moretz, Elle Fanning e Hailee Steinfeld.

Privilegiada pela ordem alfabética, a loirinha de 16 anos nascida em Atlanta, na Geórgia, Chloë Grace Moretz, é a nossa primeira agraciada. Chloë só me chamou atenção, verdadeiramente, no belíssimo Hugo (2011), em que foi dirigida por ninguém menos que Martin Scorsese, interpretando a curiosa Isabelle, uma das protagonistas do longa-metragem que concorreu ao Oscar daquele ano em várias categorias, inclusive Melhor Filme (perdendo para o francês O Artista). Miss Moretz se faz notar principalmente por sua personalidade em cena. A garota, apesar de jovem, aparenta uma maturidade e conforto diante da câmera que poucas vezes vemos, mesmo em atores de mais idade. Um dos motivos pelos quais isso acontece, imagino, é que desde os oito anos a garota trabalha como atriz de cinema e TV. Ela ainda é engraçadíssima e suas caras e bocas ajudam-na a se firmar em personagens de filmes de comédia (Kick-Ass, Sombras da Noite, etc.). A cada papel de Chloë que acompanho, me encanto mais pelo talento precoce da garota e alimento minhas expectativas para a Chloë madura que, certamente, se continuar nesse ritmo, encantará ainda mais. Esse ano, será lançado o remake de Carrie, a Estranha, com Chloë no papel principal. Confesso que minha ansiedade para esse filme é muito mais pela curiosidade de conferir o desempenho da jovem atriz que pelo filme, em si. Esperemos.

Chloe Moretz em Quarto 6 (2006)
500 dias com ela (2009)
Diário de Um Banana (2010)
Kick-Ass (2010)
Deixe-me entrar (2010)
Hugo (2011)
Sombras da Noite (2012, Tim Burton), em que contracenou com Johnny Depp
Em Carrie, A Estranha, a ser lançado esse ano
No set de filmagem de Kick-Ass 2, previsto também para esse ano

Mary Elle Fanning por muito tempo esteve à sombra da irmã mais velha, Dakota Fanning, e demorou um tempo até provar para o público e crítica a que veio, independente das suas relações sanguíneas. Eu mesma, por muito tempo, chamava Elle de Dakota em seus primeiro filmes, sem qualquer pudor. Como as duas se parecem (e pareciam muito mais na infância), demorei um bom tempo para perceber que Elle era diferente e, na minha opinião, ainda mais talentosa que a irmã. Aos 15 anos, Elle já trabalhou com Steve Spielberg, J. J. Abrams, Sofia Coppola (“a filha do homem”, como diria Jonathan de Assis, nosso colaborador), Brad Pitt, Cate Blanchett, Gael García Bernal, Tonny Scott e outros grandes nomes do cinema. O currículo de Elle ainda não é tão nutrido quanto o da irmã ou de Chloë Moretz, mas podemos dizer que a garota desde cedo escolhe bem aonde vai assinar seu nome. Das três atrizes sobre as quais falo nesse post, Elle é a que demonstra mais sensibilidade em cena e tem uma característica imensamente válida em uma intérprete de cinema: conseguir demonstrar sentimentos pelo olhar, sem precisar de muita explicação através de diálogos ou gestos em cena. Isso é o que me faz classificá-la como uma das melhores de sua geração.

À direita, em A Creche do Papai (2003)
Babel (2006)
Com Paula Patton, em Déjà Vu (2006)
Em Curioso Caso de Benjamim Button (2008)
A Menina no País das Maravilhas (2008)
Somewhere (2010), dirigido por Sofia Coppola
Super 8 (2011), dirigido por J. J. Abrams e produzido por Spielberg

Hailee Steinfeld, californiana de 16 anos, não precisou de mais que um longa-metragem para me fazer encantar por seu talento e militar ativamente em sua campanha para vencedora do prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar de 2011, ao qual ela concorreu por sua personagem em Bravura Indômita (2010), remake dirigido e produzido pelos Irmãos Coen, quando Hailee tinha apenas 13 anos. Steinfeld perdeu o Oscar para Melissa Leo, mas algo me diz que a garota ainda terá muitas oportunidades de vencer o prêmio. Seu portfólio preparado no filme lhe rendeu papeis em mais sete produções, seis das quais serão lançadas ainda esse ano e a sétima está prevista para 2014. Além de extremamente talentosa – provou isso sendo excelente nas várias situações que sua personagem teve que passar – Hailee, ao menos aparentemente, é bastante doce e simpática, o que só aumenta a minha empatia pela garota, que não parece ter deixado o peso de uma indicação ao Oscar tão nova ter subido à cabeça.

Em Bravura Indômita (2010)
Na nova versão de Romeu e Julieta, a ser lançada esse ano