American Crime Story é muito mais que o julgamento de O.J Simpson
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Os EUA são famosos por vários motivos: seus grandes artistas (da música, do cinema etc), sua supremacia político-econômica e também por suas grandes tragédias. Os assassinos brutais que ficaram conhecidos por lá são incontáveis, mas o escolhido para marcar a primeira temporada de American Crime Story foi Orenthal James Simpson, o O. J. Simpson.

Orenthal James Simpson (Cuba Gooding Jr.) foi um grande jogador de futebol americano entre nos anos 70. Em junho de 1994, ele foi acusado de assassinar a facadas sua ex-mulher, Nicole Brown, e seu amigo, Ronald Goldman, em frente a casa dela. O caso começou a ser julgado 3 meses depois e American Crime Story narra justamente essa história: do assassinato ao veredito do caso, dado mais de um ano depois do crime.

Basicamente, a trama da série é o confronto entre O.J e seus advogados de defesa, F. Lee Bailey (Nathan Lane), Johnny Cochran (Courtney B. Vance), Robert Kardashian (David Schwimmer) e Robert Shapiro (John Travolta), e a promotoria, composta por Marcia Clark (Sarah Paulson) e Chris Darden (Sterling K. Brown). Escândalos e mais escândalos surgiram durante todo o julgamento. Promotoria e defesa se atacavam a todo instante. A escolha do júri, por exemplo, levou meses e, claro, os selecionados foram estudados para saber se estavam mais a favor da condenação ou absolvição do réu. A série por vezes lembra muito How To Get Away With Murder, na qual isso acontece frequentemente.

A série é muito mais do que o  julgamento em si. Racismo, machismo e sensacionalismo midiático também são outros assuntos abordados. Afinal, em 1995 e a sociedade americana ainda era muito preconceituosa. A ideia de ter um negro rico e famoso preso era motivo para uma abordagem saturada dos meios de comunicação. Além disso, uma mulher estava à frente da promotoria de um julgamento tão importante, e isso era motivo de chacota porque Márcia, de acordo com a mídia logo no começo da julgamento do caso, não era uma mulher bonita.

Marcia Clark e Chris Darden : A promotoria

Marcia Clark e Chris Darden: os promotores

A escolha do elenco foi muito inteligente. Os atores são muito parecidos com os personagens da vida real. Além da semelhança, todos os intérpretes tiveram participações justas na produção e, pelo fato de os atores terem se entregado de corpo e alma aos seus papéis, a série transbordou emoção. Sobre os envolvidos na vida real, nomes como Robert Kardashian, Robert Shapiro e principalmente o de Johnny Cochran – responsável por defender tantos outros negros famosos como Michael Jackson e Tupac Shakur – ficaram marcados na história dos EUA. Desses citados, apenas Shapiro permanece vivo e ainda trabalha como advogado.

Na esquerda Johnny Cochran da série e na direita o real.

Na esquerda Johnny Cochran da série e na direita o real.

Não seria fácil para American Crime Story retratar uma história desse tipo, uma vez que esse assassinato já foi retratado em muitos outros filmes e séries. Além disso, materiais – como entrevistas, o resultado escrito do julgamento, dentre outros – sobre o caso podem ser facilmente encontrados na internet. Porém, a série consegue retratar com a sua devida maestria o caso e ser diferente de tantas outras que já foram exibidas porque o clímax e as emoções aumentam a cada episódio. Além disso, curiosidades surgem a cada episódio, permitindo que o telespectador fique ligado à trama ou até pesquise cada vez mais sobre O.J e tudo que envolveu o caso. Desafio você a assitir e encontrar um erro ou furo na trama!

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