Confronto: Meryl Streep x Catherine Deneuve

Embora o mês já esteja quase acabando, criei vergonha e vim escrever sobre os confrontos do mês de Fevereiro, bem como selecionar os filmes que assistirei do confrontado que ganhar. Lembrando que a votação vai até o último dia do mês, então votem e colaborem para a minha doutrinação cinematográfica rs

Começo pelo confronto feminino que, para mim, é ainda mais difícil que o anterior: a lindíssima e encantadora Meryl Streep contra a francesa e talentosa Catherine Deneuve.

Em The Iron Lady (2011)

Aos 62 anos de idade, a americana Mary Louise Streep (Meryl Streep) sustenta o peso e a glória de 34 anos de carreira com participação em 54 películas (sem contar com as produzidas para TV), 22 indicações ao Oscar contando com indicações a prêmios secundários (um recorde na premiação), tendo recebido a estatueta por duas vezes e, ao que tudo indica, receberá a terceira na  festa desse ano por sua atuação em The Iron Lady, em que interpreta a ex primeira ministra britânica Margareth Thatcher. O Globo de Ouro por sua vez já está cansado de entregar o prêmio a talentosa atriz, tendo feito isso pela oitava vez esse ano.

Em seu currículo, Meryl carrega filmes de peso como Manhanttan (dirigido pelo reconhecido Woody Allen), Kramer vs. Kramer (atuação que lhe rendeu seu primeiro Oscar), A Escolha de Sofia, As Pontes de Madison, Inteligência Artificial (do gênio Steven Spielberg), O Diabo Veste Prada, e o musical Mamma Mia.

Além de atriz das telonas, Meryl também canta, faz trabalhos para a TV, teatro, é humanitária e há boatos de que interpretará a escritora brasileira Clarice Lispector nas telonas. Se fosse qualquer outra atriz, me indignaria o fato de uma brasileira (embora Clarice tenha nascido na Ucrânia) ser interpretada por uma americana. Mas como é Meryl, tá tudo certo rs

Dentre os filmes selecionados, estarão apenas os que ainda não vi, então não me julguem se sentirem falta de algumas de suas obras primas:

Kramer vs. Kramer (1979)

Manhattan (1979)

Dúvida (2008)
Julie & Julia (2009)

As pontes de Madison (1995)

The Iron Lady (2011)

Em Sophie’s Choice, filme que lhe rendeu seu segundo Oscar

Apaixonei-me perdidamente por Catherine Deneuve quando assisti, por intervenção do amigo Cefas Carvalho, ao lindíssimo longa-metragem francês Les Parapluies de Cherbourg, um dos primeiros de sua carreira, quando tinha apenas 18 anos e talento de atriz experiente. A premiada animação Persépolis e o cult americano The Hunger colaboraram em muito para o crescimento da minha simpatia pela atriz. Junte a isso o fato de ela ser mãe da belíssima e igualmente talentosa Chiara Mastroianni e caio de amores por Deneuve.

Aos 68 anos, seja por ser francesa ou incompreendida, creio que Catherine não tem o reconhecimento merecido no cenário mundial, tendo sido indicada ao Oscar apenas uma vez, por sua atuação em Indochina, prêmio que perdeu para a americana Emma Thompson. Contudo, ganhou o Prêmio César duas vezes, por Indochina e O Último Metrô. Deneuve já fez parcerias com ninguém menos que Roman Polanski, Truffaut e Lars Von Trier.

Catherine Deneuve conseguiu o prodígio de tornar-se ícone de góticos e gays ao mesmo tempo ao interpretar uma vampira bissexual em The Hunger, tendo contracenado com David Bowie e Susan Sarandon.

 

Repulsa ao Sexo (1965)
Tristana, uma paixão mórbida (1970)

O último metrô (1980)

Indochina (1992)
Um Conto de Natal (2008)

 
Em Os Guarda-Chuvas do Amor
Em Fome de Viver