Eniac Music Festival: Santa Vingança fala sobre a apresentação e seu rock sinérgico

Banda Santa Vingança no Eniac Music Festival
Banda Santa Vingança no Eniac Music Festival

Nem só de pão viverá o homem, mas também de muito rock n’ roll. Estávamos ainda descansando da apresentação do Coyotes, quando a banda Santa Vingança sobe ao pouco com suas distorções, pulos, som alto e muito rock n’ roll. Esta foi a apresentação que eu mais aguardei na noite, confesso. Não fui decepcionado, tanto na passagem de som, quanto na hora quando eles subiram como segunda atração da primeira noite de shows, percebi que era aquele som que bate junto do coração. Para os amantes do hard rock, foi um show memorável. Apesar das críticas dos jurados um tanto quanto negativas, não devemos levá-las tão em conta. Som de rock é para ser alto mesmo, minha gente! Não adianta querer tentar mudar isso, pode regular melhor o som, caso tenha tempo para isso e a banda (infelizmente) não o teve. O importante é que eles passaram a energia do rock n’ roll, pularam, cantaram e fizeram um dos melhores shows da noite e uma coisas que os jurados falaram certo (alguma coisa eles falaram certo sobre a banda): fizeram jus ao rock de camisetas pretas.

O Chaplin: Como vocês definem o seu som?

Guilherme Marques: A gente tenta misturar um pouco de tudo, tem um pouco de hard rock, tem um pouco de pop, tem um pouco de hardcore. Um estilo Santa Vingança. A gente acabou fundindo tudo num estilo próprio, a gente nunca consegue se rotular.

O Chaplin: Há quanto tempo vocês estão juntos?

Guilherme Marques: A banda existe desde 2008.

O Chaplin: O que vocês sentiram da apresentação no “Eniac Music Festival”?

Guilherme Marques: Foi legal, foi bem corrido. A gente não está acostumado com coisa muito rápida, que a gente tem que subir, arrumar e já tocar.

O Chaplin: Vocês tiveram muitos problemas com o som durante a apresentação, apesar que durante a passagem estarem bastante a vontades, quando as coisas saíram do eixos, vocês ficaram um pouco nervosos. O que aconteceu ali de cima?

Victor Luís: A banda toda sente quando alguma coisa ou outra começa a falhar. Infelizmente, a gente não tem controle sobre isso. É um festival, coisa rápida (não colocando a culpa em ninguém).

Paulo Machado: A gente é bem chato com relação com a regulagem de som, mixar o som antes. Passaram para nós que tínhamos 25 minutos para isso, nesse tempo é muito difícil você conseguir deixar o som muito legal, passar as suas músicas em tão pouco tempo.

Guilherme Marques: Ainda mais com a pressão.

Paulo Machado: A gente toca com metrônomo, a gente ensaia toda a setlist duas vezes seguidas para deixar tudo redondinho, mas infelizmente pela falta de tempo no festival, a gente tentou.

Victor Luís: Ainda mais com o tipo de comentários que os jurados fizeram, nós esperávamos tudo, menos isso.

O Chaplin: Foi um resultado muito negativo por parte dos jurados, com comentários como “vocês estão pulando muito”, mas a proposta da banda era essa.

Danilo Felix: O público tem que pular.

Guilherme Marques: Foi um dia atípico. Numa banda de rock não existe como tocar baixo, regular a guitarra, não existe como tocar fraco na bateria. Bateria se não tem atitude, não tem sinergia. Temos três ou quatro músicas mais calmas, não pensamos em nenhum momento tocar diferente por causa das outras bandas do festival, viemos aqui para fazer o nosso som.

Danilo Felix: Nossa música tocou na rádio 89 FM. “O Céu não é aqui” que é uma música mais calma.

Imagem de divulgação da banda Santa Vingança
Imagem de divulgação da banda Santa Vingança