Estranho seria se eu não me apaixonasse pelo Nando

No som do carro dos meus pais eu me lembro de, desde pequena, ouvir coisas que pareciam óbvias até pra uma criança. Lembro do meu pai mudar o CD no dia do jogo entre Palmeiras e São Paulo porque o são paulino nos daria azar. Entre um católico e uma budista, eu aprendi a cantar o mantra Hare Krishna. E guardei um amor pra dar que aprendi vendo com eles, amor que tive e recebi e hoje posso dar livre e feliz.

E então, eu também me tornei fã do tal do Nando Reis.

Entre músicas antigas e novos CDs lançados, quatro shows totalizaram o meu acervo pessoal de histórias, fotos e emoções inesquecíveis. Porém, nenhum dos três anteriores se comparam à semana passada que eu esperei acabar para poder vê-lo de novo.

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A espera compensou com o som do potiguar Rodrigo Lacaz e seu violão que, definitivamente, me cativaram e os cearenses da 085 que fizeram todos cantarem clássicos do rock. Mas a ansiedade era tanta que nos primeiros acordes de suas músicas eu sempre achava que fossem começar a tocar algo do ruivo.

Quando finalmente o Nando ia subir ao palco, fui surpreendida ao ver um amigo anunciando o show e a partir daí não parei de gritar pela próxima 1 hora e meia.

Fotos oficiais da produção do cantor

Fotos oficiais da produção do cantor

Com a barriga de fora e naturalmente errando a letra de algumas músicas, Nando e os Infernais fizeram tudo valer a pena. As sempre simpáticas backing vocals, Hannah Lima e Gil Miranda, o show à parte do tecladista Alex Velley, o eterno infernal Felipe Cambraia, o baterista Diogo Gameiro e o guitarrista Walter Villaça foram também responsáveis por não me deixar sobrar nem pernas nem garganta após o show.

Nem mesmo o grande mal da era digital que me obrigou a assistir ao show, por vezes, nas telas de celulares que atrapalhavam minha visão me impediu de estar emocionada pelo momento e por ter alguém ao lado que assim como eu tem o nome com um “N” como um elo.

Sabia de cor todas as músicas, sem exceção, da banda que faz parte das minhas viagens em família, das minhas histórias de amor (e de desamor), das minhas não-adaptações à vida e da minha própria vida. Desde o “O mundo é bão, Sebastião” a “Marvin”, eu tive a certeza de que estava no melhor show do Nando a que já fui, no melhor show de todos os shows que já fui.

Só me resta, então, esperar mais uma vez, que o tempo voe para que ele retorne…

Sobre o(a) autor(a)

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Faz Comunicação por amor há quase 2 anos. É péssima em escrever sobre si mesma, mas escreve por ser sozinha e o assunto que melhor conhece, ademais, adora parafrasear Frida Kahlo. Ainda não sabe o que quer com o Jornalismo além de mudar o mundo - e talvez nunca saiba. Enquanto isso, sua experiência se resume em títulos, metáforas e trocadilhos geniais nunca publicados.

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