Extra! The Politician, uma aposta boa ou ruim?

Antes de qualquer coisa, eu preciso lembrar que o “Extra!” não é uma coluna de opinião, e sim de destaque para o que está acontecendo ao nosso redor. Dito isto, estou aqui para convidar você, leitor, a se decepcionar comigo assistindo ‘The Politician”. A série que reúne um elenco muito bom e tem um tema até convidativo (se bem que depois do final, eu realmente não sei se entendi o tema). Ambientada na Califórnia, com personagens ricos e uma escola que mistura classes, culturas, etnias e afins, a série vai contar a história de Payton e sua incrível ambição em ser, um dia, presidente dos EUA, e como ele conduz tudo em sua vida para culminar neste único objetivo. Não se deixe desanimar! Até a metade da temporada, as coisas parecem seguir um caminho lógico com abordagem de problemas como suicídio, síndrome de “Munchausen by Proxy”, um pouco de sociopatia e patricídio.

Por alguma razão, num dado momento o roteirista perdeu tudo que havia escrito e começou a jogar ideias aleatoriamente, com ricos que ficam pobres mas continuam, aparentemente, ricos. Abordagens e prisões mais ilegais do que aquelas do Datena, um adolescente que sem dúvida é um estuprador em potencial e, por UM EPISÓDIO INTEIRO, se torna o foco da narrativa ao sexualizar absolutamente tudo como, talvez, uma forma de demonstrar um “adolescente normal”. Por fim, depois de tomar seus próprios antidepressivos, o roteirista abre um gancho para uma próxima temporada, com talvez a mesma rotina da primeira, porém num cenário um pouco mais possível e promissor.

Novamente, não estou aqui para fazer juízo de valores. Vejam por vocês mesmos! Por sua conta em risco, claro. Eu me apaixonei até a metade da série, odiei na segunda metade e deixei a luz da esperança nascer com o último episódio. O que teremos por vir? Só a psiquiatra dos escritores poderá dizer. Ah, e claro, a série está disponível na NETFLIX (linda, me patrocina!).