Eis que surge mais uma edição do Festival Dosol! O conceito de tornar o festival eclético e abranger o maior número de ritmos possíveis realmente é levado a sério pela organização do evento, tanto que mais uma vez eles aumentaram o número bandas que irão tocar, totalizando 51 artistas nos quatro dias durante os quais o festival ocorrerá em Natal. Nessa lista, falaremos das bandas que irão se apresentar pela primeira vez no evento, mas sem deixar de lado outras que considero importante e que quero ver.

SEXTA-FEIRA, 7 DE NOVEMBRO

21h, palco Tim (CC Dosol) – Talude: Abrindo as portas do festival, a banda surgiu no final de 2012, mas gravou suas primeiras canções em maio do ano passado. Bebem da fonte de John Frusciante, misturando com post rock e shoegaze, bem anos 90.

00h45, palco Tim (CC Dosol) – Chico Bomba & Zé Baga: Através do hip hop e rap, a dupla mostra o cotidiano de Natal de acordo com suas experiências, sem deixar de lado o sotaque característico e gírias locais.

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“Son of a witch” será uma das apostas do primeiro dia de festival

01h30, palco Tim (CC Dosol) – Agregados família do rap: Mais uma de rap ganhando espaço no Festival Dosol, Agregados Família do Rap mostra seu trabalho desde os anos 2000, recebendo vários prêmios ao longo de sua carreira, estando ativos até hoje.

Vale a pena: Mahmed e Son of a Witch. Mahmed porque, como já disse aqui antes, é um instrumental que eu acredito que se diferencia dos outros pelas suas composições, o que me agrada muito.  Son of a Witch também é uma questão de gosto, o grupo faz uma mistura de fuzz e stoner rock que se diferenciará das outras bandas da sexta feira, será um contraste inusitado.

SÁBADO, 8 DE NOVEMBRO

16h30, palco Tim (CC Dosol) – Plutão já foi planeta: Natalense, a banda indie completará apenas um ano de estrada e por onde passa, vem despertando ódios e amores. É um som que beira o lúdico, lembrando um pouco o Beirut.

17h, palco Petrobrás (Armazém Hall) – Óperalóki: É uma mistura da velha MPB com psicodelia, mas essa busca por um rótulo serve só pra dar uma ideia de como é a banda. Eles abusam da liberdade criativa que possuem e pra mim, funciona muito bem. Também é de Natal.

17h30, palco Tim (CC Dosol) – The Velociraptors: Buscando referências que vão de Ramones a Kiss, a banda é potiguar e está na ativa desde 2008.  Misturam punk com o power pop setentista.

19h, palco Petrobrás (Armazém Hall) – Circo de Pulgas: Mais uma instrumental, essa daqui vem de Montevideu, Uruguai. Incorpora muitos gêneros em sua música, deixando sempre o rock como centro de tudo.

19h15, palco Ribeira (Galpão 29) –The Baggios: Formada apenas por guitarra, voz e bateria, a banda sergipana foi fundada em 2004 e criou uma mistura de rock e blues, apimentando as coisas com garage rock. Uma das mais esperadas por mim.

19h30, palco Tim (CC Dosol) – Joanatan Richard: Diretamente de Pernambuco, o artista passou por várias bandas até seguir carreira solo, fazendo a cultura do rockabilly de Elvis Presley e Buddy Holly continuar viva.

20h15, palco Ribeira (Galpão 29) – Drakula: São de Campinas, São Paulo. O nome da banda é Drakula e eles se definem como death surf, com direito a uma história de terror sensacional em sua info no Facebook. Foi o suficiente pra me fazer querer ver.

20h30, palco Tim (CC Dosol) – Turbo: Mantendo a tradição de sempre trazer uma banda paraense, a da vez é Turbo, que se inspira nos anos 90 pra criar seu som, buscando referências em bandas como Nirvana e Foo Figthers. É do Pará e foi fundada em 2005.

21h, palco Petrobrás (Armazém Hall) – Jorge Cabeleira e o dia em que seremos todos inúteis: Uma lenda viva de Recife que está prestes a completar 20 anos de carreira. Buscam inspiração em gigantes do rock como Jimi Hendrix e Led Zeppelin, mas deixam sua marca ao inserir  sanfona e triângulo, uma mistura linda de se ver.

21h45, palco Tim (CC Dosol) – Boogarins: Psicodelismo de Goiânia, busca sua inspiração em Syd Barret principalmente, e já foi chamada de “Tame Impala brasileiro” pelas gringas (estavam na Europa e EUA e finalizam sua turnê aqui no Brasil) por causa do seu disco, “As Plantas que Curam”.  Vamos ver qual impressão eles deixarão em Natal.

A cantora Céu estará presente no segundo dia de evento

Céu, uma das mais aguardadas pelo público do sábado de festival

22h15, palco Petrobrás (Armazém Hall) –Rapadura Xique-Chico: Natural do Ceará, atualmente é um dos nomes mais influentes do rap brasileiro, o artista usa o ritmo musical como meio para mostrar parte da realidade do sertão nordestino e sua cultura.

23h, palco Tim (CC Dosol) – Aldo the band: Um duo de irmãos paulistas que misturam batidas eletrônicas com baixo, guitarra e voz. Serão os primeiros a trazer música eletrônica e pop pro festival.

23h15, palco Ribeira (Galpão 29) – Maíra Salles: A cantora e compositora é do Distrito Federal, mas fixou suas raízes aqui em Natal, onde mostra seu samba, que já foi vencedor do MPBeco em 2011.

00h, palco  Tim (CC Dosol) Camila Masiso: Também engrossando as fileiras do samba no festival, Camila Masiso é potiguar e começou interpretando outros artistas do ritmo, mas lançou seu primeiro disco em abril desse ano, “Patuá”.

01h, palco Petrobrás (Armazém Hall) – Céu: Sem dúvidas, uma das mais esperadas da noite, Céu faz parte do que hoje chamamos de nova MPB, mas com sua voz calma, passeia por estilos que vão desde o afrobeat ao jazz.

Vale a pena: ZurdoFukai. Zurdo porque é uma banda instrumental ousada e ao mesmo tempo sóbria, que consegue prender a atenção pela maneira de como a música vai desenrolando, além de seu primeiro material ter sido lançado em grande estilo. Fukai  porque misturam country com psicodelismo, com progressivo, com qualquer coisa que vem na cabeça e criam algo bem divertido, quase sempre dá certo.

DOMINGO, 9 DE NOVEMBRO

16h30, palco Petrobrás (Armazém Hall) – The Bop Hounds: Rockabilly potiguar, a banda surgiu a partir de uma jam realizada em um evento de rockabilly aqui em Natal. Deu certo e criaram a banda, dessa vez com músicas autorais, e já lançaram um EP, que pode ser ouvido em seu bandcamp.

17h, palco Tim (CC Dosol) – Trampa: Atuando em Brasília desde 2006, a música de Trampa se baseia nas bandas que também surgiram em sua cidade e alcançaram fama nacional. Seu trabalho mais recente é “Causa e Efeito”.

16h30, palco Ribeira (Galpão 29) – Torment The Skies: Death metal potiguar, a banda tem cerca de três anos de existência e lançou seu EP ainda esse ano, Born to Kill.

17h30, palco Petrobrás (Armazém Hall) – Bullet Bane: Paulistana e fundada em 2009, Bullet Bane é a primeira banda de hardcore que tocará no domingo do festival.  Seu mais novo CD foi lançado ainda esse ano, “Impavid Colossus”, basta clicar no nome da banda pra ter ideia de como será o show.

18h, palco Tim (CC Dosol) – N.T.E: Hardcore  e Punk rock natalense, N.T.E. (Nem todos esquecem) é uma das mais antigas bandas do gênero aqui em Natal e com seu som pesado e rápido, está sempre criando letras que buscam questionar o modo de viver das pessoas.

18h, palco Ribeira (Galpão 29) – Nervochaos. Metal paulistano que mistura várias vertentes desse tipo de música, indo do death ao trash, mas também abrange o punk e o hardcore. Não duvido que as maiores rodas de pogo sejam obra deles.

Matanza

Matanza

18h30, palco Petrobrás (Armazém Hall) – Scalene: De Brasília, Scalene se baseia em bandas como Queens of the Stone Age e Metallica, um som menos frenético que se destacará no meio do punk e metal predominante no dia, mas não menos agitado.

18h45, palco Ribeira (Galpão 29) – Terrorzone: Mais uma aumentando a cena de metal natalense, Terrorzone surgiu em 1991 e com certeza se diferenciará pelo vocal feminino e a presença do violino. Vai ser interessante ver.

19h, palco Tim (CC Dosol) – Samavayo: Stoner rock alemão! Com nove trabalhos já publicados (quatro EPs e cinco CDs), eles são de Berlim e vão passar novembro inteiro numa turnê percorrendo o Brasil. Vamos ver como vai ser.

19h30, palco  Petrobrás (Armazém Hall) – D.F.C.: De Brasília, D.F.C. (Distrito Federal Caos) traz o mais sujo e violento que há no hardcore, com suas letras sarcásticas e de forte apelo político, se propagando pelo Brasil desde 1993.

19h30, palco Ribeira (Galpão 29) – S.O.H.: Grindcore cearense, Siege of Hate (S.O.H.) lançou seu último trabalho em 2013, “Animalism”, inspirado em “Revolução dos bichos”, de Goerge Orwell. Violência, agilidade, peso e fúria.

20h, palco Tim (CC Dosol) – Fuzzly: É de Cuiabá, foi criada em 2001 e faz uma mistura impecável de psicodelismo e stoner, acrescentando um toque setentista ao que fazem. Uma das mais esperadas por mim.

21h, palco Tim (CC Dosol) –Inky: Um rock com batidas eletrônicas, inspirado em Daft Punk e Radiohead. Parece que saiu diretamente daquela onda de bandas pós-rock que tomou conta dos anos 90.

21h45, palco Tim (CCDosol) – Cruz: Embora esteja radicada em Los Angeles, Cruz é de São Paulo e busca inspiração no pós grunge principalmente, tendo como preferências Led Zeppelin, Nirvana e Beatles.

21h45, palco Ribeira (Galpão 29) – Worst: Mais uma de hardcore, essa vem de São Paulo e estava em turnê pelo norte e nordeste brasileiro, e seu último show será em Natal, e prometem encerrar em grande estilo.

Para não perder: Matanza, Fuzzly e The Bop Hounds. Admito que não gosto muito de Matanza, mas como muita gente considera a banda um clássico, vai ser divertido ver a reação das pessoas durante o show. Fuzzly foi pelo que ouvi em seu site e me agradou, uma descoberta bem recente, que contou com a ajuda de Necro. The Bop Hounds é por causa dessa paixão que desenvolvi pelo rockabilly.

SEGUNDA-FEIRA, 10 DE NOVEMBRO

A baiana Pitty encerará o Festival em Natal

A baiana Pitty encerará o Festival Dosol em Natal

21h, Teatro Riahuelo – Pitty: Encerrando o festival, Pitty é baiana, mas mora em São Paulo e alcançou fama nacional ao longo de sua carreira. Lançou seu último trabalho, “setevidas”, ainda esse ano e tem sido bem recebido pela crítica, sendo um dos shows mais esperados do festival.

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