A Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood anunciou nessa quinta-feira, 12, os indicados ao Globo de Ouro de 2014. A premiação contempla produções do cinema e também da televisão, a cerimônia de entrega de prêmios está marcada para o dia 12 de janeiro e terá como anfitriãs as atrizes Tina Fey e Amy Poehler. Os líderes em indicações são: “12 years a slave” (ainda sem tradução para português) e “Trapaça”, com sete indicações cada. Entre as categorias de TV, a série da Netflix, “House of cards” e o telefilme “Behind the Candelabra” são as produções que mais receberam indicações, com quatro cada uma. “Homeland” e “Mad Men” não aparecem entre os indicados desta edição.

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Chiwetel Ejiofor é o destaque de “12 Anos de Escravidão”

Cinema:

Melhor filme – Drama
“12 years a slave”
“Capitão Phillips” (veja crítica aqui)
“Gravidade” (veja a crítica aqui)
“Philomena”
“Rush: No limite da emoção” (veja crítica aqui)

Dentre os indicados a melhor filme de drama está o novo longa do diretor britânico Steve McQueen, “12 Years a Slave” (Doze anos de Escravidão, em tradução livre). O enredo é baseado na autobiografia de 1853 de Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), Twelve Years a Slave, um escravo liberto que é sequestrado e escravizado novamente, forçado a trabalhar em uma fazenda de algodão em Louisiana, propriedade do ríspido Edwin Epps (Michael Fassbender). O elenco além dos dois atores já citados, conta ainda com nomes de peso, como Benedict Cumberbatch, Paul Dano, Paul Giamatti, Brad Pitt, Sarah Paulson e a revelação do cinema, Quvenzhané Wallis (Indomável Sonhadora). McQueen ganhou notoriedade por seus dois trabalhos (ambos com Fassbander): “Hunger” (2008) e “Shame” (2011). Após “Django Livre” (2012) de Quentin Tarantino e “Lincoln” (Spielberg, 2012), este ano a Guerra Civil americana parece continuar sendo um tema recorrente nas últimas produções cinematográficas.

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Bradley Cooper, Amy Adams, Christian Bale, Jennifer Lawrence e Jeremy Renner

Melhor filme – Comédia ou musical
“Trapaça”
“Her”
“Inside Llewyn Davis – Balada de um homem comum”
“Nebraska”
“O lobo de Wall Street”

O cineasta David O. Russel está de volta às premiações. Ano passado o seu “O Lado Bom da Vida” foi indicado a categoria de melhor filme e rendeu prêmios (Globo de Ouro e Oscar) a Jennifer Lawrence. Em seu novo trabalho, “Trapaça” (American Hustle), O. Russel traz novamente ao seu elenco Amy Adams e Cristian Bale, com quem trabalhou em “O Vencedor” (2010), ao lado de Jennifer Lawrence e Bradley Cooper (O Lado Bom da Vida). O filme narra a história de Irving Rosenfeld (Christian Bale), um grande trapaceiro, que trabalha junto da sócia e amante Sydney Prosser (Amy Adams) e é obrigado a cooperar com o agente do FBI Richie DiMaso (Bradley Cooper) infiltrado no mundo da máfia. Ao mesmo tempo, o trio se envolve na política do país, por meio do candidato Carmine Polito (Jeremy Renner). Os planos parecem dar certo, até a esposa de Irving, Rosalyn (Jennifer Lawrence), aparecer e mudar as regras do jogo. O roteiro original de Eric Warren é uma ficção sobre a história real da Abscam, uma operação montada pelo FBI em 1978 para flagrar más condutas de congressistas dos EUA.

As categorias de Melhor Ator (drama e comédia/musical) trazem nomes consagrados, mas de acordo com o termômetro de críticas internacionais, o indicado mais forte é Chiwetel Ejiofor (12 Years a Slave). Não tive acesso a todos os filmes, até porque alguns sequer estrearam nos EUA e nas principais salas do mundo, mas me arrisco a palpitar sobre alguns indicados.

Melhor ator – Drama
Chiwetel Ejiofor, de “12 years a slave”
Idris Elba, de “Mandela”
Tom Hanks, de “Capitão Phillips”
Matthew McConaughey, de “Dallas Buyers Club”
Robert Redford, de “All is lost”

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Idris Elba vive o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela

Idris Elba é um ator britânico de grande qualidade e que mescla força e discrição em suas atuações, o conheci na série de TV “Luther”. Além de ter figurado em grandes produções este ano: “Círculo de Fogo”, “Thor: O Mundo Sombrio” e “Mandela“. Por sua interpretação do lendário presidente sul-africano, Elba concorre na categoria de melhor ator de drama, acredito que tenha feito um ótimo trabalho, embora muitos só consigam enxergar Morgan Freeman em Invictus (2009) como Nelson Mandela. Com a recente morte do ícone da igualdade racial, tanto o filme, quanto o ator passam a ter uma visibilidade maior, é uma produção pra ficarmos atentos.

EXCLUSIVE: Matthew McConaughey and Jared Leto film scenes together for The Dallas Buyers Club in New Orleans.

Matthew McConaughey e Jared Leto

Matthew McConaughey, é o malandro cowboy, de “Dallas Buyers Club” (Clube dos Compradores de Dallas, em tradução livre) que descobre ser portado do vírus HIV e possui trinta dias de vida. Baseado na história real de Ron Woodroof, um fanfarrão, heterossexual homofóbico, que tentou combater a doença, traficando drogas experimentais a portadores do vírus. A mudança física de McConaughey é impressionante, o corpo sarado deu lugar a uma aparência enferma e magra. As premiações gostam de contemplar atores que se doam em seus papeis, principalmente se eles fazem mudanças físicas. Acredito que o ator deva estar muito bem, quando bem dirigido e em um papel que valha a pena, Matthew McConaughey se sai bem. O filme conta ainda no elenco com Jennifer Garner e Jared Letto (que deveria compreender que é melhor como ator).

THE WOLF OF WALL STREET

Leonardo DiCaprio em maios uma parceria com o diretor Scorsese

Melhor ator – Comédia ou musical
Christian Bale, de “Trapaça”
Bruce Dern, de “Nebraska”
Oscar Isaac, de “Inside Llewyn Davis – Balada de um homem comum”
Joaquin Phoenix, de “Her”
Leonardo DiCaprio, de “O lobo de Wall Street”

Leonardo DiCaprio é aquele ator talentoso, dedicado e esforçado, com uma carreira consolidada, mas que parece não agradar a júris de festivais e premiações. Com nove indicações ao Globo de Ouro, venceu apenas uma vez por “O Aviador” (2005), no Oscar foram três indicações e nada. DiCaprio vem trabalhando com grande cineastas como Woody Allen (“Celebridades” – 1998), James Cameron (“Titanic” – 1997), Steven Spielberg (“Prenda-me se for Capaz” – 2002), Christopher Nolan (“A Origem” – 2010), Quentin Tarantino (“Django Livre” – 2012), Baz Lhurman (“Romeu + Julieta – 1995 e “O Grande Gatsby” – 2012) e Martin Scorsese. Sua parceria com Scorsese, na minha opinião, lhe rendeu as melhores performances do ator: “O Aviador”, “J. Edgar” (2011), “Ilha do Medo” (2010), “Os Infiltrados” (2006) e “Gangues em Nova York” (2002).

Em “O Lobo de Wall Street” diretor e ator estão juntos pela quinta vez, o novo longa é uma adaptação cinematográfica da autobiografia do corretor da Bolsa de Nova York Jordan Belfort (Di Caprio). Belfort cumpriu pena de 20 anos de prisão por se recusar a colaborar, em 1990, com as investigações de um caso generalizado de fraude bancária que envolvia corrupção em Wall Street e até negócios com a máfia. No elenco estão ainda: Jonah Hill, que vive Danny Porush, o sócio e melhor amigo de Jordan, Matthew McConaughey (Mark Hanna, mentor de Belfort), Kyle Chandler (o agente do FBI Coleman) e Jean Dujardin (o banqueiro suíço Jean-Jacques Handali). Um pequeno detalhe, o longa tem duração de 2h59min, o filme mais longo de Scorsese até hoje, e tem previsão para chegar às telonas brasileiras dia 24 de janeiro.

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Joaquin Phoenix no novo filme de Spike Jonze, “Ela”

Cristian Bale é um ator multifacetado, competente e de uma entrega incrível aos papéis que aceita. Ele vive sua faceta cômica em “Trapaça” e é um nome forte na premiação. Outro ator pra ficar de olho é Joaquin Phoenix. Em “Ela” (Her), Phoenix encarna Theodore, um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz (Scarlett Johansson) deste programa informático e dando início a uma relação amorosa entre ambos. O filme de Spike Jonze trata da temática da tecnologia nos relacionamentos.

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Oscar Isaac é o protagonista do novo filme dos irmãos Cohen

Oscar Isaac é um ator que eu particularmente gosto muito. O guatemalteco atuou em filmes interessantes como: “Che” (2008), “WE” (2011) e “Drive” (2011). No novo longa dos irmãos Cohen, “Inside Llewyn Davis – Balada de um homem comum“, Isaac interpreta o personagem que dá nome ao filme, um fracassado cantor de folk que mora no bairro do Village, em Nova York. Diferente de outras biografias de cantores folk, Balada de Um Homem Comum fala de um fracassado que, embora nunca tenha saído de seu bairro, foi fundamental para o cenário em que viveu, e a entrega Isaac é incrível, segundo a crítica internacional, foi o papel de sua vida.

O Globo de Ouro divide os filmes por gênero, diferente das demais premiações, tanto na categoria de Drama quanto na de Comédia/Musical a lista de indicados está repleta de nomes de peso e atuações interessantes, o júri está extremamente encrencado! Cate Blanchett, Judi Dench, Emma Thompson, Kate Winslet e Sandra Bullock na categoria drama. Amy Adams, Julie Delpy, Greta Gerwig, Julia Louis-Dreyfus e a sempre excelente, acima de qualquer adjetivo, Meryl Streep, na categoria comédia/musical. Eu ia perder alguns vários cabelos se estivesse nesse júri. Vou opinar aqui sobre o que eu vi até agora.

Melhor atriz – Drama
Cate Blanchett, de “Blue Jasmine”
Sandra Bullock, de “Gravidade”
Judi Dench, de “Philomena”
Emma Thompson, de “Walt nos bastidores de Mary Poppins”
Kate Winslet, de “Refém da paixão”

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Sandra Bullock é Ryan Stone em “Gravidade”

“Gravidade”, filme de Alfonso Cuarón traz Sandra Bullock como a doutora em tecnologia espacial, Ryan Stone. O enredo é simples: uma equipe norte-americana vai consertar o telescópio Hubble no espaço e é surpreendida por destroços de um satélite, deixando os únicos dois sobreviventes da expedição, Matt Kowalski (George Clooney) e Ryan Stone (Sandra Bullock), à deriva no espaço. Clooney só aparece no filme por trinta minutos, todo o resto do longa está a cargo da queridinha da América, Bullock. A atriz está ótima, acima de sua média, eu diria, o que de certo modo foi surpreendente. O filme é um desses divisores de água no quesito tecnologia 3D, embora tenha sido elogiadíssimo pela crítica e cogitado por cinéfilos e críticos de todo o mundo como o melhor filme do ano, e ainda o melhor filme de ficção científica de todos os tempos. Eu gostei, mas não visto a camisa “Gravidade” não. Quanto à indicação de Sandra Bullock, acredito que com a repercussão do filme, seria absolutamente inevitável não cogitar a atriz em todas as premiações, mas diante de outras atuações que vi este ano, Sandra Bullock não é nem de longe o nome mais forte.

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A australiana Cate Blanchett dá vida a decadente Jasmine

Woody Allen é um dos poucos diretores em constante e genial atividade. Depois dos ótimos “Vicky Cristina Barcelona” (2008) e “Meia Noite em Paris” (2011) e os medianos “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” (2010) e “Para Roma Com Amor” (2012), eis que ele acertou a mão novamente em “Blue Jasmine” (2013). Allen encontrou uma Cate Blanchett inspiradíssima para ser sua protagonista e o resultado não foi outro senão um dos melhores filmes do ano e, na minha opinião, a melhor atuação do ano, que vi até agora. A atriz australiana preenche a tela, faz uma ex-bilionária na miséria com elegância e loucura ímpares. Blanchett é discreta e não faz campanha de si para premiação alguma, contabiliza dois globos de ouro (Elizabeth – 1999 e Eu Não Estou Lá – 2007) e um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (“O Aviador”). Embora não tenha visto as demais atuações, eu acho muito difícil que alguma outra atriz tenha sido tão completa e maiúscula como Blanchett em “Blue Jasmine”, para mim a mais forte candidata dentre todas.

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Judi Dench interpreta Philomena Lee

As atrizes britânicas são de altíssima qualidade, e confesso adorar quase todas, dentre as indicadas estão três talentosos nomes de diferentes gerações. A veterana Judi Dench volta a atuar com o diretor Stephen Frears, com o qual já tinha trabalhado em “Sra. Henderson Apresenta” (2005). Neste novo trabalho, Judi vive Philomena Lee, uma mulher que engravida jovem e é separada de seu filho e posta em um convento na Irlanda. Sua criança é entregue à adoção e um casal de americanos a adota.  Após sair do convento, Philomena, com a ajuda do jornalista Martin Sixsmith (Steve Coogan), segue em busca de seu filho. O longa tem o humor negro britânico e é baseado em fatos reais.

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Tom Hanks é Walt Disney e Emma Thompson vive a escritora P.L. Travers

Emma Thompson é uma dessas atrizes que não precisam provar nada a ninguém, com uma carreira consolidada e prêmios na estante, a britânica hoje em dia escolhe bem os filmes em que vai atuar. Em “Walt nos Bastidores de Mary Poppins“, Thompson encarna P.L. Travers, autora da obra “Mary Poppins”. O enredo fala sobre a insistência de Walter Disney (Tom Hanks) por catorze anos para comprar os direitos autorais do livro. Só pelo trailer, Emma está impagável, como a “ruim de jogo” escritora australiana. Disney, para cumprir a promessa que fez à filha de fazer Mary Poppins sair das páginas dos livros para as telonas, teve de usar do seu jogo de cintura, o longa é mais um baseado em história real.

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Kate Winslet é a protagonista do novo longa de Jason Reitman

Kate Winslet é a terceira geração de grandes atrizes britânicas. Inclusive, ela já trabalhou com Judi Dench (Iris – 2001) e com Emma Thompson (Razão e Sensibilidade – 1995), vencedoras de prêmios e com uma carreira consolidada. “Refém da Paixão” é o novo trabalho do diretor Jason Reitman que parece ser bastante interessante. Depois do deslize de “Jovens Adultos” (2011), parece que o diretor acertou a mão assim como em “Obrigado Por Fumar” (2006), “Juno” (2007) e “Amor Sem Escalas” (2009). O seu novo longa é baseado no livro homônimo de Joyce Maynard. O enredo aborda a vida de Adele (Winslet), uma mulher depressiva e mãe solteira que decide deixar o fugitivo da polícia, Frank Chambers (Josh Brolin), entrar em sua vida e na do seu filho. Apesar do roteiro simples, as críticas e o trailer me pareceram bastante interessante.

Melhor atriz – Comédia ou musical
Amy Adams, de “Trapaça”
Julie Delpy, de “Antes da meia-noite”
Greta Gerwig, de “Frances Ha”
Julia Louis-Dreyfus, de “À procura do amor”
Meryl Streep, de “Álbum de família”

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Julie Delpy encarna Celine mais uma vez

A briga de cachorro grande também está na categoria de Atriz em Comédia/Musical. Amy Adams, atriz esforçada e com uma bagagem bacana, é a golpista Sydney Prosser em “Trapaça”. Versátil, canta, dança, faz comédia e drama muito bem, é um desses novos nomes de Hollywood em que estou sempre atenta. Julie Delpy está de volta no último filme da trilogia do diretor Richard Linklater (“Antes do Amanhecer” – 1995 e “Antes do Pôr do Sol” – 2004). Celine (Delpy) e Jesse (Ethan Hawke) estão casados, têm duas filhas, o que responde de cara a pergunta deixada no final do filme anterior. Os diálogos afiados e de longa duração também estão presentes aqui, mas a cidade da vez é Messênia, uma pequena ilha grega. A problemática de Celine é arrumar um emprego fixo e a de Jesse é manter um bom relacionamento com seu filho Hank, do primeiro casamento, que mora com a ex-esposa e com suas filhas do segundo casamento. Delpy, pra variar está ótima como Celine.

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Greta Gerwig é a adorável Frances

A musa do cinema indie americano, Greta Gerwig (“Para Roma Com Amor” – 2012) é a contagiante e despirocada Frances do hypado “Frances Ha” (2013), é assistente em uma companhia de dança, porém um tanto quanto desengonçada para se tornar bailarina, mas com um otimismo contagiante. O filme em preto e branco com toques da nouvelle vague é um retrato interessante sobre aquela fase da vida em que não sabemos exatamente que rumo tomar, o que fazer da vida. Greta está encantadora como Frances e faz de seu nome um dos mais fortes na categoria. Julia Louis-Dreyfus é uma das minha comediantes favoritas. “À Procura do Amor” fala de Eva (Julia Louis-Dreyfus), uma massagista divorciada, mãe solteira que conhece Albert (James Gandolfini), um cara engraçado recém-separado. Não assisti ao filme, mas me parece uma dessas comédias leves e interessantes, o longa também foi o último filme de Gandolfini, que faleceu em 19 de julho.

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Julianne Nicholson , Meryl Streep e Julia Roberts

Acho que deveria ter um prêmio exclusivo para Meryl Streep, sério! Ela é uma dessas atrizes geniais acima da média e em todos os seus trabalho se destaca, seja cantando ABBA (Mamma Mia – 2008), seja como a decidida premier britânica (Dama de Ferro – 2012) ou como uma dona de casa de uma pequena cidade que tem um intenso caso com um forasteiro (As Pontes de Madison – 1995). O diretor John Wells reuniu um elenco que deve ter custado uma fortuna! Estão no filme, além da já citada Streep: Julia Roberts, Juliette Lewis, Margo Martindale, Ewan McGregor, Chris Cooper, Benedict Cumberbatch, Dermot Mulroney  e Abigail Breslin. O enredo do filme é típico de reunião de família: três irmãs são obrigadas a voltar para casa e cuidar da mãe viciada em drogas (Meryl Streep), depois que o pai alcoólatra as abandona.

A lista de atores coadjuvantes trás nomes diversificados, de nome o mais fraco, ao meu ver, é Bradley Cooper. O alemão, Daniel Bruhl está ótimo interpretando Nikki Lauda em “Rush”, é uma opção interessante. Michael Fassbender é um ator em ascensão que cada vez mais vem ganhando elogios da crítica especializada e o carisma do público. Jared Leto, de volta ao cinema (aliás, alguém por favor, avise-o que ele é um ótimo ator e deveria focar mais nesta área e deixar o 30 Seconds to Mars) também está na competição. Mas dentre os poucos filmes que vi, Barkhad Abdi de “Capitão  Phillips” (2013) é o meu favorito.

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Barkhad Abdi (esquerda) foi a revelação do filme Capitão Phillips

Melhor ator coadjuvante
Barkhad Abdi, de “Capitão Phillips”
Daniel Bruhl, de “Rush”
Bradley Cooper, de “Trapaça”
Michael Fassbender, de “12 years a slave”
Jared Leto, de “Dallas Buyers Club”

Na categoria atrizes coadjuvantes também vai rolar uma dor de cabeça pra o júri. June Squibb, a simpática senhorinha de “Confissões de Schmidt” (2002), está sendo elogiadíssima pela crítica, por sua atuação em “Nebraska”, aliás, o novo longa de Alexander  Payne vem sendo muito aclamado. Eis então uma forte candidata: June Squibb. Jennifer Lawrence é talentosa e após seu Oscar um tanto quanto duvidoso, cada vez mais ela vem mostrando que é merecedora de elogios, não assisti “Trapaça”, mas acredito em uma boa atuação sua. Sally Hawkins está excelente em “Blue Jasmine”, foi a única que eu vi em ação e adorei. Julia Roberts é sempre um nome curioso, é bom ficar atento. Lupita Nyong’o  faz sua estreia em “12 Years a Slave”, um nome desconhecido em um filme de expressão.

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Bruce Dern e June Squibb em Nebraska

Melhor atriz coadjuvante
Sally Hawkins, de “Blue Jasmine”
Jennifer Lawrence, de “Trapaça”
Lupita Nyong’o, de “12 years a slave”
Julia Roberts, de “Álbum de família”
June Squibb, de “Nebraska”

Este ano, acho que ao menos um prêmio é certo, Melhor Diretor para Alfonso Cuáron. O mexicano foi soberbo na direção de “Gravidade” e certamente irá ser contemplado por seu trabalho, embora esteja concorrendo com nomes de peso como Alexander Payne (Nebraska – 2013), David O. Russel (Trapaça) e Steve McQueen (12 Years a Slave).

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O mexicano, Alfonso Cuarón é o favorito ao prêmio de Melhor Diretor

Melhor diretor
Alfonso Cuarón, de “Gravidade”
Paul Greengrass, de “Capitão Phillips”
Steve McQueen, de “12 years a slave”
Alexander Payne, de “Nebraska”
David O. Russell, de “Trapaça”

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Phoenix e o diretor e roteirista Spike Jonze

Meus pitacos na categoria “Melhor Roteiro” são inexistentes, afinal eu ainda não vi nenhum dos filmes concorrentes, mas por ser uma admiradora do trabalho original e inovador de Spike Jonze, minha torcida vai para ele.

Melhor roteiro
Spike Jonze, de “Her”
Bob Nelson, de “Nebraska”
Jeff Pope Steve, de “Philomena”
John Ridley, de “12 years a slave”
David O. Russell, de “Trapaça”

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Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux atrizes do polêmico “Azul é a Cor Mais Quente”

O aclamado “Azul é a cor Mais Quente” (2013), vencedor do Festival de Cannes é um talvez o filme mais forte e o provável vencedor da categoria de Melhor Filme Estrangeiro, embora “A Caça” (Dinamarca) tenha sido uma das melhores coisas que vi este ano. Vejamos quem leva!

Melhor filme estrangeiro
“Azul é a cor mais quente”, da França (veja crítica aqui)
“A grande beleza”, da Itália
“A caça”, da Dinamarca
“O passado”, do Irã
“Vidas ao vento”, do Japão

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Melhor Canção Original e Trilha Sonora são duas categorias que eu não arriscaria nem um palpite, até porque não vi muito dos concorrentes, então jogo a bola pra você leitor, quem você acha que leva?

 Melhor canção original
“Atlas”, de Chris Martin (“Jogos vorazes: Em chamas”)
“Let it go”, de Kristen Anderson Lopez e Robert Lopez (“Frozen: Uma aventura congelante”)
“Ordinary love”, do U2 (“Mandela: Long walk to freedom”)
“Please Mr. Kennedy”, de Ed Rush, George Cromarty, T Bone Burnett, Justin Timberlake, Joel Coen e Ethan Coen (“Inside Llewyn Davis – Balada de um homem comum”)
“Sweeter Than Fiction”, de Taylor Swift (“One chance”)

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Melhor trilha original
“All is lost”
“Mandela: Long walk to freedom”
“Gravidade”
“A menina que roubava livros”
“12 years a slave”

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A categoria animação deste ano tem um vencedor claro, ao menos para mim: “Meu Malvado Favorito 2”. Não gostei muito de “Os Croods”  e “Frozen: Uma Aventura Congelante” ainda não assisti para avaliar, mas penso que dificilmente supere o carisma de “Meu Malvado Favorito 2”

Melhor animação
“Os Croods” (veja crítica aqui)
“Frozen: Uma aventura congelante”
“Meu malvado favorito 2”

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A dupla de Breaking Bad: Aaron Paul e Bryan Craston

TV:

Ao que parece, os jurados da Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood fizeram uma lista mais lúcida do que a dos especialistas em TV do Emmy, ao menos foi essa a impressão que me passou. Nomes completamente irrelevantes que figuravam nas premiações de TV foram retirados e deram espaços para gente de valor, como o caso de Tatiana Maslany, versátil atriz canadense da série “Orphan Black” e Idris Elba por “Luther”, foram finalmente lembrados. Algumas ausências foram sentidas pelos fãs de séries, a exemplo de Homeland, Mad Men e Game Of Thrones, e consequentemente de seus atores: Damian Lewis, Claire Danes; Jon Hamm; e Emilia Clarke, respectivamente. Novas séries interessantes surgindo: “Master Of Sex” e “Orange is the new black” e há também o desfecho de uma das grandes produções da TV norte-americana, Breaking Bad.

A categoria de melhor ator de TV em drama está bastante equilibrada, são nomes de respeito: Kevin Spacey, James Spader e Bryan Cranston na briga e Michael Sheen e Liev Schreiber que são atores competentes correndo por fora. No fim, acredito que o prêmio ou vá para o fechamento da excepcional atuação de Craston em Breaking Bad ou incentive a inovadora série para internet, House Of Cards, premiando Kevin Spacey.

Melhor série de TV – Drama
“Breaking bad”
“Downton Abbey”
“The good wife”
“House of cards”
“Masters of sex”

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Favorito a melhor ator de drama, Bryan Cranston

Melhor ator em série de TV – Drama
Bryan Cranston, de “Breaking bad”
Liev Schreiber, de “Ray Donovan”
Michael Sheen, de “Masters of sex”
Kevin Spacey, de “House of cards”
James Spader, de “The blacklist”

Quando vi a lista do Emmy de 2013 me perguntei por que cargas d’água não tinham posto o nome de Tatiana Maslany ou de Julianna Marguiles, mas parece que o júri do Globo de Ouro pensou como eu e deu a César o que é de César. Para mim, as duas são os nomes mais fortes na categoria, embora o pouco que tenha visto de House Of Cards tenha gostado bastante de Robin Wright. Maslany é uma atriz canadense, que interpreta diversos personagens em uma mesma série, a criatividade e a capacidade de improvisação da atriz na sci-fi “Orphan Black” é incrível, é minha favorita sem dúvidas, eis um nome pra ficar atento. Já Marguiles é uma atriz consolidada e de uma tremenda classe, nesta que pode ser a última temporada de The Good Wife, a atriz está muitíssimo bem, como sempre.

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A revelação de hollywood para mim foi Tatiana Maslany de Orphan Black

Melhor atriz em série de TV – Drama
Julianna Margulies, de “The good wife”
Tatiana Maslany, de “Orphan black”
Taylor Schilling, de “Orange is the new black”
Kerry Washington, de “Scandal”
Robin Wright, de “House of cards”

Melhor série de TV – Musical ou comédia
“The big bang theory”
“Brooklyn Nine-Nine”
“Girls”
“Modern family”
“Parks and recreation”

Melhor ator em série TV – Comédia ou musical
Jason Bateman, de “Arrested development”
Don Cheadle, de “House of lies”
Michael J. Fox, de “The Michael J. Fox Show”
Jim Parsons, de “The big bang theory”
Andy Samberg, de “Brooklyn Nine-Nine”

Melhor atriz em série de TV – Comédia ou musical
Zooey Deschanel, de “New girl”
Edie Falco, de “Nurse Jackie”
Lena Dunham, de “Girls”
Julia Louis Dreyfus, de “Veep”
Amy Poehler, de “Parks and recreation”

Melhor minissérie ou filme para TV
“American horror story: Coven”
“Behind the candelabra”
“Dancing on the edge”
“Top of the lake”
“The White Queen”

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Michael Douglas é o favorito a melhor ator em filme para TV

Ao que parece, Michael Douglas vai levar todos os prêmios e honrarias com “Behind the Candelabra”, o filme vence em todas as premiações e Douglas tem sido muito elogiado. Vejamos se ele leva mais uma ou se Al Pacino é lembrado em sua ótima atuação como o produtor musical pouco ortodoxo, Phil Spector.

Melhor ator em minissérie ou filme para a TV
Matt Damon, de “Behind the candelabra”
Michael Douglas, de “Behind the candelabra”
Chiwetel Ejiofor, de “Dancing on the edge”
Idris Elba, de “Luther”
Al Pacino, de “Phil Spector”

Melhor atriz em minissérie ou filme para a TV
Helena Bonham Carter, de “Burton and Taylor”
Rebecca Ferguson, de “The White Queen”
Jessica Lange, de “American horror story: Coven”
Helen Mirren, de “Phil Spector”
Elisabeth Moss, de “Top of the lake”

Essa disputa está tão complicada quanto a mesma categoria para as produções de cinema. Helen Mirren e Helena Bonham Carter dispensam qualquer comentário, Jessica Lange e Elizabeth Moss também são atrizes competentes. Penso que o nome mais fraco seja Rebecca Ferguson, ainda que sua atuação em The White Queen seja, definitivamente, digna de prêmios. A bela e relativamente jovem atriz revela-se competente e talentosa no papel da rainha manipuladora Elizabeth.

Janet McTeer (ao fundo) e Rebecca Ferguson na minissérie sobre a monarquia britânica, "The White Queen"

Janet McTeer (ao fundo) e Rebecca Ferguson na minissérie sobre a monarquia britânica, “The White Queen”

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Jacqueline Bisset, de “Dancing on the edge”
Janet McTeer, de “The White Queen”
Hayden Panattiere, de “Nashville”
Monica Potter, de “Parenthood”
Sofia Vergara, de “Modern family”

É impossível não notar nomes como Jacqueline Bisset e Sofia Vergara, ambas na disputa para melhor atriz coadjuvante. Vergara vem arrebanhando indicações e prêmios há alguns anos em sua controversa atuação como a dona de casa Gloria, em Modern Family. Contudo, também há de se prestar atenção em Janet McTeer, fantástica como a matriarca dos Woodville na minissérie histórica The White Queen. McTeer é bastante respeitada na TV americana e penso que seja um dos nomes mais fortes, apesar de não ter ainda visto as outras atuação que competem.

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para a TV
Josh Charles, de “The good wife”
Rob Lowe, de “Behind the candelabra”
Aaron Paul, de “Breaking bad”
Corey Stoll, de “House of cards”
John Voight, de “Ray Donovan”

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