Griphos Meus é um deleite literário para novos escritores

“Vinicius, que a leitura seja intensa e o gozo apaixonante. Deleite-se… Abraços!”

foi o que o autor Felipe Ferreira escreveu na primeira folha do livro Griphos Meus que enviou para mim. Um autógrafo nunca teve tanto sentido após uma leitura, na qual o autor me conquistou logo em suas primeiras palavras.

Acabou de chegar Griphos Meus, de Felipe Ferreira (colunista do Cinem(ação)) e pretendo começar em breve! 💜

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Griphos Meus não tem um personagem ou um enredo complexo. É, sim, uma compilação de textos, os grifos, do autor sobre cinema, música, política, livros, além de algumas crônicas totalizando 40 textos dentro de um pequeno livro, com apenas 183 páginas. Mas por que Felipe me conquistou? Poderia elencar uma lista imensa, mas o principal dos motivos foi a inspiração que ele provoca. Talvez seja a forma de escrever sobre cinema, ou por se tratar de um conterrâneo, ou ambas as coisas. Empatia.

Comentei logo após a leitura com amigos que o livro mudou a minha vida. Obviamente, houve surpreenderam decorrente de uma sentença tão poderosa que emana responsabilidade e dá certeza de que a obra é realmente boa. Precisei, então, complementar o comentário dizendo que o livro de Felipe me tocara de uma forma que meus horizontes e a certeza da decisão que logo mais tomarei na minha vida com certeza irão valer à pena porque, de fato, é escrever sobre cinema e cultura que faz de mim completo.

Dotado de palavras bem colocadas e de uma certa acidez, Felipe traz pensamentos sobre filmes conhecidos como Cisne Negro, Match Point, Getúlio, Pau Brasil, entre outros. Comenta sobre a Valesca Popozuda no ano em que foi lançado o livro, 2014, e até a corrida política para presidência do país no mesmo ano. Chamam atenção e conquistam durante a leitura as dicas de curtas, às vezes acompanhados com o link. Por vezes fui surpreendido com o linguajar típico de minha terra, o baianês.

Como aspirante a crítico e um eterno aprendiz das artes crônicas da vida que sou, Felipe se tornou, a partir do dia que terminei a leitura, uma referência em jornalismo cultural e entra para um hall pessoal de ícones. Todavia, tenho que dizer que o livro pode ter diferentes interpretações para diferentes pessoas que leiam. É uma questão de público-alvo. Coincidentemente, eu me encaixava. O livro toca muito particularmente jovens escritores, sejam eles críticos ou não, e inspira a produzir cada vez mais, mesmo num país que não lhes oferece boas e muitas oportunidades.