Os fãs de ficção científica e super-heróis ganharam um presente e tanto este ano: o filme Os Guardiões das Galáxias. O longa é baseado em uma série oitentista de quadrinhos da Marvel. O filme estrelado por Zoë Sandana, Chris Pratt e Vin Disel (que empresta sua voz ao personagem Groot) foi muito bem aceito por público e crítica especializada. O filme, diferente dos demais filmes de super-herói, já vale o ingresso pela sua trilha sonora. Ah e também é possível encontrar os elementos básicos do gênero ação, que são: explosões, perseguições e outros efeitos essenciais, mas tudo em sua medida, sem exageros.

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Guardiões da Galáxia da esquerda para direita: Gamorra (Zoe Saldana), Rocket (voz de Bradley Cooper), Quill (Chris Pratt), Groot (voz de Vin Disel) e Drax (Dave Bautista)

O longa, baseado na HQ de mesmo nome, narra a trajetória do aventureiro espacial Peter Quill (Pratt). Ele é caçado por vilões, após roubar um item que pode destruir o universo. O rapaz de boa aparência é engraçado e tem a companhia do guaxinim atirador Rocket (voz de Bradley Cooper), da adorável árvore mutante Groot (voz de Vin Diesel), da orfã ex-má e durona Gamora (Zoe Saldana), e do troglodita vermelho e um tanto quanto vingativo Drax, destruidor interpretado pelo lutador Dave Bautista. Entre conflitos e reconciliações, eles se tornam bons companheiros e, por que não dizer, até amigos.

Os cinco guardiões contam com um belo elenco de apoio. Benicio Del Toro aparece por poucos minutos, mas convence como o excêntrico colecionador. Michael Rooker tem mais tempo para mostrar serviço como o mercenário Yondu Udonta, chefe de Quill (Chris Pratt). Mais apagadinhos: Glenn Close, Djimon Hounsou, John C. Reilly e Lee Pace completam o time.

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Permitindo-me um pequeno parêntese, é preciso salientar dois atores dentre os Guardiões: Chris Pratt, de pateta gordinho desastrado de séries cômicas como: “Parks and Recreation”, às séries teen: “The O.C.” e “Everwood”, o cara não só emagreceu, bem como calhou perfeitamente para o papel de Quill. Ora, é muito mais prático fazer um ator cômico emagrecer para ganhar o papel do que descolar um galã que ainda tire sarro de si mesmo.

Outro personagem que eu adorei, e creio que não só eu, como também boa parte daqueles que assistiram ao filme, foi Groot, uma árvore humanóide que descende de uma raça alienígena de flora andante. Apesar de sua aparência um tanto quanto peculiar e habilidades de comunicação limitadas, Groot prova ser amigo leal, não só para o seu companheiro caçador de recompensas Rocket, mas para os demais Guardiões, e ainda por cima é o responsável por uma das cenas mais lindas e sensíveis da película.

Por vezes, a trilha sonora tem mais força do que os próprios guardiões, com canções pop (brega) grudentas que ecoam do walkman de Quill, sua maior ligação com a Terra e com sua falecida mãe. Ao som de “I’m Not in Love”, “Hooked on a Feeling”, “Escape (The Pina Colada Song)” e “Cherry Bomb”, a Marvel mostra força, descontração e uma boa dose de humor,  em uma das melhores estreias de heróis dos últimos anos.

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Com uma relação com o universo cinematográfico Marvel, Os Guardiões da Galáxia tem bastante coisa em comum com duas criações do diretor George Lucas, Indiana Jones e Star Wars. Do primeiro, repete quase integralmente a sequência de abertura, Quill à la Jones entrando nas cavernas e grutas em busca da “arca perdida”. Do épico espacial, divide especialmente características de personagens: há o grandalhão forte e ininteligível pelo público (Groot, que lembra o fiel escudeiro de Han Solo, o wookie Chewbacca), a princesa durona (Leia/Gamora, Zoë Saldana), o guaxinim baixinho e cheio de recursos (R2D2/Rocket Raccoon, voz de Bradley Cooper) e o anti-herói cheio de charme e bem humorado (Han Solo/Peter Quill, Chris Pratt). O gigante vermelho, Drax (Dave Bautista), por sua vez, é o arquetípico “músculos”, inevitável para a sobrevivência de qualquer equipe nos quadrinhos. Porém, todos eles vão além da semelhança com os personagens citados, encarnando individualmente vários tipos de comédia (o físico, o autodepreciativo, o de bordões). A combinação não poderia ter dado mais certo.

A Marvel, que experimenta agora a sua Era de Ouro das telonas, muito confiante, antes mesmo do lançamento, – já tendo colocado seis filmes entre as 100 maiores bilheterias de todos os tempos -, anunciou uma continuação. O sucesso de Guardiões da Galáxia deve abrir as portas agora para personagens ainda mais curiosos, explorando esferas menos conhecidas do universo das HQs, e também para uma maior integração desses personagens com os já conhecidos do grande público.

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