“Mais do mesmo, sempre”: mais que um tributo, uma celebração

O Teatro Riachuelo recebeu na noite da quarta feira (30) a segunda edição do tributo a Legião Urbana “Mais do Mesmo”. Mais uma vez quem esteve no comando foi a galera do Uskaravelho, que trouxe uma boa novidade para esse show, a introdução do quarteto de cordas Brasiliano e o tecladista Zé Marco. Aos legionários presentes, foi uma grande apresentação, deixando muitos sem voz, e com as pernas balançando.

fotos: Sylara Silvério
fotos: Sylara Silvério

Antes da banda entrar em cena, houve um show de abertura bem legal com Rodrigo Lacaz. Rodrigo, que já foi da banda Lunares, de Natal, chegou a lançar um EP com músicas próprias quando estava na banda e vem há algum tempo em carreira solo, tendo em seu repertório músicas famosas da nossa MPB e principalmente músicas estrangeiras muito bem cantadas. Com uma boa qualidade vocal, ele abriu o show, e foi bem recebido pelo público.

Rodrigo Lacaz
Rodrigo Lacaz

O Quarteto Brasiliano começou tocando um pouco de “Giz”, que segundo Renato Russo, foi a canção mais bonita que escreveu. Depois disso, o UsKaravelho já entrou com tudo tocando “Há Tempos”, presente no álbum “As Quatro Estações”, de 1989. O setlist passou por vários álbuns da banda, inclusive um dos discos solo de Renato,  executando a famosa “Mais uma vez”, aquela que diz “quem acredita sempre alcança…”. Vieram outros sucessos como “Ainda é Cedo”, Andrea Doria”, “Angra dos Reis”, etc.

Houve uma música que chamou atenção, por provocar sentimentos diferentes na plateia, a belíssima “Vento no Litoral”, escrita por Renato para um ex-namorado que cometeu suicídio. Alguns casais que lá estavam aproveitaram o momento romântico para se beijarem, enquanto outras pessoas ficaram um pouco tristes, talvez pela lembrança de algum amor perdido.

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Como não poderia faltar também, a canção “Por Enquanto”, regravada pela cantora Cássia Eller, que por sinal ficou até melhor que a versão original. Em um determinado momento, o vocalista Clênio Maciel, acabou se enrolando ao cantar “Eduardo e Mônica”, mas nada que um coral com quase duas mil pessoas, não pudesse ajudar. Com certeza a mais arrepiante foi “Tempo Perdido”, muito aplaudida, tirou todos do chão, e me fez perder a voz também.

Não poderia me esquecer de mencionar, a banda se comportou muito bem no palco, ótima presença do vocalista, guitarras poderosas, principalmente de Eduardo Passaia, e um bom preenchimento do espaço feito por todos os integrantes (exceto o baterista). Clênio acabou pegando uma camisa do Aborto Elétrico (primeira banda de Renato Russo), que estava com uma pessoa da plateia, e a vestiu, num gesto bem bacana, depois deu um DVD da primeira edição do tributo ao rapaz, retribuindo o presente. Por falar no aborto, uma canção bastante famosa na voz de Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, também foi executada nesse show, se chama “Fátima”, escrita na época em que o Aborto Elétrico estava iniciando.

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Para encerrar, duas horas e um “Faroeste Caboclo” depois, veio o maior sucesso da banda, contando até com uma iluminação verde e amarela, a épica “Que País é Esse”, que está no álbum de mesmo nome, lançado em 1987. Essa canção, como sempre, incendiou o pessoal, que a cada frase do refrão repetia em alto e ótimo som “É a p**** do Brasil”. Confesso que fiquei arrepiado, e muito feliz com o que presenciei naquela noite, e torcendo para que a memória do Renato e da Legião permaneça por mais cem, duzentos, trezentos anos.

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galeria: SYLARA SILVÉRIO

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Caio Rodrigues
Graduado em Comunicação Social(UFRN), vai do rock ao samba, do Poderoso Chefão a Toy Story, como cantava Adoniran Barbosa, “Deus dá o frio, conforme o cobertor”.
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Caio Rodrigues

Graduado em Comunicação Social(UFRN), vai do rock ao samba, do Poderoso Chefão a Toy Story, como cantava Adoniran Barbosa, "Deus dá o frio, conforme o cobertor".

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