Natália Noronha e seu planeta à parte

Natália Noronha tem 20 anos e já é muito conhecida na cena musical natalense. Vocalista da banda Plutão já foi planeta e integrante da Coffee Crush, Natália conta que se interessou por música desde cedo.

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Conversamos com ela sobre um pouco de tudo. Confiram:

O CHAPLIN: Como você se interessou por música?

Eu era criança quando meus pais me levavam à igreja evangélica. Vivi minha infância e adolescência lá, cantando em corais e grupos vocais. Foi aí que me interessei por cantar. Ganhei meu primeiro violão, que guardo até hoje, do meu pai, aos 8 anos de idade. Ele quem me ensinou os primeiros acordes! Depois fui aprendendo sozinha com a ajuda do CifraClub, o grande CifraClub, hahaha. Aprendi a tocar baixo sozinha também, ouvia as músicas e tentava pegá-las de ouvido.

Processed with VSCOcam with hb2 preset O CHAPLIN: Como se formou a ”Plutão já foi planeta”?

Sapulha, Gustavo e Bezerra, o antigo tecladista e baixista da Plutão, tinham uma banda de rock cover, a Beto Rockefeller. Depois de um tempo tocando juntos eles decidiram iniciar um projeto em que pudessem tocar as próprias músicas. Aí em 2013, Gustavo entrou em contato comigo, por indicação, e começamos a colocar a banda pra frente. Depois entrou o Raphael, ainda em 2013, e em 2014, a Vitória.

O CHAPLIN: E esse nome? Veio de onde?

Foi uma confusão! (risos) Sapulha e Gustavo viram na internet que um planeta tinha sido rebaixado. Acabamos com o nome de Júpiter Já Foi Planeta, sem perceber que havíamos errado o planeta. Até nos apegamos ao nome tal, eu achei sensacional. Só depois percebemos que o rebaixado na verdade era Plutão. Aí ficou, finalmente, Plutão Já Foi Planeta. 

11018307_711960175590316_7930572252230684505_nO CHAPLIN: Fazer música no RN, no Brasil e no mundo é difícil. Mas existem algumas coisas que o artista vai aprendendo com o tempo. O que você aprendeu? 

A banda é recente, tem um 1 ano e 7 meses, mas se eu dissesse que aprendi pouco, estaria mentindo. A cada show e na convivência da banda a gente volta com um aprendizado pra casa, ainda que pequeno. Ter banda nos ensina como pessoa e como artista. Acho que nesse tempo evoluí tecnicamente, me sinto menos desinibida diante do público (no primeiro show da Plutão eu só conseguia olhar pro chão hahaha), consigo interagir mais com ele e com a banda. A gente aprende a se apresentar sorrindo mesmo querendo chorar, o público merece nosso melhor. Parei pra pensar e, realmente, são muitos aprendizados. E tem muito mais pela frente.

O CHAPLIN: O que mais você curte ler? 

Eu curto ler poesia e contos. Pablo Neruda, Quintana, Sinhá…

O CHAPLIN: Você tem alguma mania esquisita?

Eu tenho várias, eu sou uma pessoa muito weird, sério mesmo. Não sei como tenho amigos. 😛 Tenho a mania de arrancar os cílios… Essa é um pouco estranha. Além disso, eu lembro das pessoas pelos calçados que elas usam. Eu vou lembrar de você como “aquela menina que usou um Allstar azul”, por exemplo. Eu também sou maníaca por cheirar coisas, não bebo alguma coisa sem antes cheirar o copo, hahaha. Não vou falar mais senão vai ficar esquisito. Beijos!

O CHAPLIN: Você falou que está terminando jornalismo mas não quer ser jornalista. Quer fazer música. Como é isso?

Eu gosto de jornalismo mas amo a música. Será que isso responde?

11146244_816774645081765_6593398203657272004_nO CHAPLIN: O que você tem ouvido?

Ultimamente tenho ouvido muito a Clean Bandit, uma banda britânica que mistura música clássica com eletrônico. Tenho alguns amorzinhos de longa data, Bombay Bycicle Club, Little Comets, The Paper Kites, Bon Iver, John Mayer… Curto música pop também, Beyoncé, Rihanna, Bruno Mars, Lady Gaga. Ouço bastante coisa no geral.

O CHAPLIN: Fala também um pouco do seu cotidiano…

Eu estudo, estagio, toco violão, ouço música, vejo vídeo no YouTube, assisto filmes e séries – não necessariamente nessa ordem. Passo bastante tempo com a banda (são uma família praticamente), saio com amigos pra falar besteira, e como, como pra caramba, hahaha.

O CHAPLIN: Conta pra gente algumas coisas que você gosta de fazer em Natal. Rolés, lugares pra comer, essas coisas…

Eu gosto muito do Labiata, que fica em Ponta Negra. Tem o Ateliê, na Ribeira, o Casanova Ecobar, em Candelária, e o Churrasquinho do Pedrão, em Capim Macio, que tem a melhor farofa do mundo! Eu adoro comer o sushi do Tô San, fica em Emaús, é longinho, mas a viagem vale a pena. Amo café também, então tô sempre em busca de boas cafeterias. O cappuccino do Armazém Gourmet, lá em Petrópolis, é um dos melhores da cidade. Tem também o Cappuccino da Praça do Café da Praça, que fica no Natal Shopping. Sempre que posso faço uma pausa só pra tomar esse café!

O CHAPLIN: Pra finalizar: como é seu processo criativo? Como você compõe?

Eu componho muito pelo momento, nunca por demanda. Geralmente surge uma inspiração ou uma ideia e eu automaticamente fico incentivada a criar algo. É assim, do nada, enquanto eu to tomando banho, ou no carro, ou numa fila. Agora se você me pedir pra escrever algo ou eu tiver a obrigação de criar alguma coisa até determinada data, geralmente não rola. Simplesmente minha mente trava.

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