Maio de 1900: O americano L. Frank Baum lança O Maravilhoso Feiticeiro de Oz, primeiro livro de uma série infantil que marcou a história do ser humano. Em setembro de 1939, dirigido por Victor Fleming, é lançado O Mágico de Oz, um filme que, assim como os livros, se tornou atemporal.

 

Conta a história de Dorothy Gale (Judy Garland) e seu cachorro Totó, uma dupla que vivia com seus tios em uma confortável e livre fazenda no Kansas. Um dia, seu cachorro de estimação mordeu Sra. Gulch (Margaret Hamilton), uma insuportável vizinha que decidiu usar a lei local para exigir a morte do cão que a agrediu, e embora este tenha sido defendido arduamente pela sua dona, os tios de Dorothy, Em (Clara Blandick) e Henry (Charley Grapewin) não veem saída a não ser a execução do animal, pois se descumprissem a lei, a fazenda seria processada. Desesperada, Dorothy não se conforma com a morte iminente do amigo e foge da fazenda com ele, mas é compelida a voltar logo depois de, no caminho, encontrar um falso adivinho. Entendendo que a menina estava fugindo, o professor Marvel (Frank Morgan) faz encenações em uma bola de cristal e persuade a fugitiva a voltar para o seu lar. A surpresa é que, já dentro da fazenda, um tornado atinge a propriedade, e no momento em que uma janela arrebentada pelo vento atinge a cabeça de Dorothy, ela acorda apenas quando já está em Oz, onde a magia começa.

Dorothy e seu cachorro, Totó.

Filme da canção Over the rainbow, O Mágico de Oz é um longa repleto de mensagens não tão sutis assim, mas são palavras que vêm aconselhando pessoas desde os anos 30 e até hoje não perderam sua importância. O Espantalho quer um cérebro, o Homem de Lata deseja um coração e o Leão que ser corajoso, enquanto tudo o que Dorothy quer é voltar para casa (por favor, não lembrem do “de volta pra minha terra”, do Gugu); há um mágico que é exaltado e respeitado por todos, mas ninguém pode vê-lo, a fidelidade de Totó para com a dona, bruxas que agridem e salvam. Intercalando musical com comédia, fantasia e aventura, o filme contém um detalhe curioso: Nas cenas em que Dorothy está com a família, considerada a “realidade”, as gravações são todas em sépia, como na foto acima; já no condado de Oz, o filme passa a ser lindamente colorido.

O Leão, Dorothy, Homem de Lata e o Espantalho.

Não para por aí: A banda inglesa de rock progressivo, Pink Ployd completou  no dia 1 de março desse ano os 40 anos do seu oitavo disco, “The Dark Side of the Moon”, com o recorde de 14 anos como o mais ouvido do mundo inteiro. Há boatos que, se colocar o disco para tocar logo após o terceiro rugido do leão da Warner Bros. e deixar o filme mudo, eles ficam completamente sincronizados. Os integrantes da banda afirmam que gostam do filme, mas tudo não passa de uma coincidência. Vale a pena buscar o vídeo e deixar sua opinião.

The Dark Side of… Dorothy?

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