Desde o dia 19 de setembro de 2005 até os dias atuais, Ted Mosby, um jovem e romântico arquiteto, conta para os seus filhos (todos num futuro distante) a história de como conheceu sua mãe. Ao longo da série podemos conhecer vários fatos engraçados e memórias interessantes utilizando-se de flashes e das narrações do próprio Ted que, auxiliado por seus inseparáveis amigos (Marshall, Lily, Robin e Barney), constrói sua carreira, aprende sobre seus amores e relacionamentos, e, com o decorrer dos anos, apresenta também os avanços a vida dos seus amigos (ou, como são chamados, os “tios”). Avanços estes que vão desde o noivado/casamento e vida de casados dos Tios Marshal e Lily até as primeiras paixões do Tio Barney (um mulherengo e bon vivant) e o amadurecimento profissional e pessoal da Tia Robin. Toda a história se passa entre o apartamento de Ted e o pub próximo a este, e, claro, tudo é contado com uma grande dose de bom humor e uma enxurrada de memes que não cansam de ser vistos, revistos e compartilhados pelos fãs da série.

 

 

Mas… espera aí? Um grupo de amigos, um ponto de encontro movimentado (o Pub, no caso), um apartamento central onde todos se encontram em diversos momentos do dia e da noite… soa um pouco familiar, não? Claro que não podemos deixar de comparar com a mais famosa série de todos os tempos: F.R.I.E.N.D.S (sobre a qual, aliás, um dia escreverei exclusivamente sobre). É notável (por mais que os fãs xiitas venham argumentar – e apedrejar – o contrário) que a série tentou seguir a receita já garantida da série anterior. O fato é que muitas outras tentaram imitar, mas não obtiveram o mesmo êxito. HIMYM conseguiu o que quase nenhuma conseguira até então: pegou a raiz do sucesso de Friends e moldou de uma maneira diferente e mais “adulta”. Talvez pela época em que se passava, talvez pelo público que almejava atingir inicialmente… o fato é que Friends era mais “infantil”, com brincadeiras e citações bem amenas e um romance com caráter mais adolescente e simpático, ao passo que HIMYM foi crescendo e se tornando uma série mais adulta, que, mesmo com infantilidades e referências “bobas” também ousa e lida com assuntos mais sérios como morte de entes queridos, sexo e drogas (que, claro, são ditos com uma capa politicamente correta de apelidos e amenidades, mas que, na verdade, não escondem nada), problemas familiares, pessoais e etc. A série se tornou tão madura que, nas últimas temporadas, tem sido comum ouvir comentários de como está “triste” ou até fãs que choraram em determinados momentos, como (spoiler) a morte do pai de Marshall e/ou a percepção de que ele não estaria preparado para ser pai naquele momento (spoiler).

 

 

            

Também tivemos uma reviravolta entre os protagonistas da série. Não tenho informações seguras sobre salários e afins (mas quem tiver, pode mandar para o meu e-mail e eu juro que faço um update aqui), mas é claro que Barney (Neil Patrick Harris) roubou a cena desde a primeira temporada! Começamos com Ted e sua (quase sempre massante) história de como conheceu a mãe dos seus filhos e, de repente, nos deparamos com as mais incríveis loucuras do Tio Barney, com seus ternos sempre impecáveis, suas regras de vida completamente malucas, suas histórias de conquistas amorosas infalíveis, e, claro, suas frases de efeito que são repetidas por todos. Tia Robin também não fica pra trás. Inicialmente sendo apenas uma das paixões para Ted, se torna quase uma versão feminina de Barney, que, nas últimas temporadas, acabou também dando um tom dramático e sério a sua personagem. Se a, no momento, uma personagem cuja vida esteja “conflitante e interessante”, definitivamente é esta. Com as histórias de Lily e Marshall (o casal mais fofo e amado da terra) todos já estão acostumado. Por mais “diferentes” que sejam as ocasiões vividas, são sempre alguma variação de algo que já lhes aconteceu na primeira temporada, mas não adianta, ninguém enjoa de um casal que se completa tão bem (aliás, esses atores são incríveis. Sempre fui fã da Alyson Hannigan desde a época de Buffy). Já o Ted… bem, na minha humilde opinião, ele está mais apagado do que nunca. A vida de todos andou. Todos desenvolveram bem seus personagens, deram uma história, uma vida, uma ambição, um sentimento… e, no fim, lá estava Ted, com algum relacionamento que deu errado, alguma frustração profissional, alguma piada sem graça e a vida sendo empurrada. Não me entendam mal, ele ainda é um personagem querido e, claro, todos ainda esperam saber quem danado é a esposa dele (estamos mais perto do que nunca) mas, verdade seja dita, alguma coisa de muito boa tem que acontecer pra dar uma balançada nesse mundo tão entediante dele, não é? Alguma coisa além daquele guarda-chuva amarelo que já rolou por toda a cidade de NY.

           

 

E eu poderia passar mais horas e horas escrevendo sobre essa série que já ganhou tantos prêmios, que já teve participação de várias celebridades (dentre elas a bitch, Britney – estive revendo hoje mesmo o episódio), já bateu altos índices de audiência e já conquistou tantos e tantos fãs. Mas, muito melhor que falar, é assistir. Então, tá aí, uma série recomendadíssima. Ah, e uma boa dica é: esqueça o tema “How I met…” e se prendam apenas na história dos personagens. É muito mais divertido e bem menos frustrante do que ficar aguardando ansioso pra finalmente descobrir como “ele conheceu…”. O “How I met” é só uma âncora. O bom mesmo é o decorrer da história. It’s gonna be legen… wait for it… dary!

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