O Regresso traz Iñárritu e o favorito DiCaprio de volta às telas
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Alejandro González Iñárritu está de volta aos holofotes de Hollywood por vários motivos, dentre eles: tem levado, em conjunto com o seu protagonista da vez, Leonardo DiCaprio, quase todos os prêmios mais importantes do cinema a que foram indicados.

Depois de ter sido premiado com os Óscares de Melhor Filme e Melhor Diretor por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), filme sensação da última temporada do Oscar, o diretor volta com O Regresso, que se passa nos Estados Unidos de 1822, onde índios e recém-chegados à terra nova lutam pela sobrevivência e pelo o nascimento de uma grande nação.

Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) está em um acampamento junto com outros companheiros e seu filho, caçando e coletando peles de animais para comercializar e tentar sobreviver em um duro inverno. Após um ataque de índios, Hugh, seu filho, John Flitzgerald (Tom Hardy, de Mad Max: A Estrada de Fúria), Bridger (Will Poulter, de Maze Runner: Correr ou Morrer) e outros companheiros são obrigados a abandonar suas mercadorias, parceiros de acampamento e precisam se deslocar para outro local.

Com a fuga, Hugh Glass é atacado violentamente por um urso e fica inválido, com isso Flitzgerald e Bridger são incumbidos de cuidar dele. Após alguns acontecimentos, em que todos estão envolvidos, a sede de vingança de Hugh começa.

Iñrárritu e Tom Hardy no set de filmagem.

Iñrárritu e Tom Hardy no set de filmagem

O Regresso trata-se de uma história real, adaptada de um livro lançado em 2002, “The Revenant: A Novel of Revenge”, de Michael Punke. Sobre a adaptação o filme, diferente de uma versão de 1971 chamada Fúria Selvagem, o novo filho do diretor mexicano tem seu mérito, mesmo com o fato da trama ser extremamente arrastada em alguns momento, sendo por vezes um tanto entediante acompanhar o desenvolvimento de todos os personagens.

Por outro lado, do terceiro ato até o final do filme, a história acaba se tornando interessante por conta das provações às quais Hugh é submetido, alimentado pelo ódio e a sede de vingança. Iñárritu dessa vez abusa dos planos abertos e deixa um pouco de lado os planos sequências, marca registrada em Birdman.

Trazer a câmera para perto da ação não é novidade no cinema, mas para as cenas do filme torna-se espetacular, pois o foco em faces em muitas das cenas contribui para a composição fotográfica. Alguns efeitos em CGI não são o forte da obra. O supracitado urso, apesar de parecer bastante realista, é notado claramente como resultado de efeitos especiais por conta da pouca suavização do animal, no entanto, fotografia, atuação e figurino acabam sobrepondo os poucos pontos negativos da trama.

Leonardo DiCaprio está muito bem no filme, com certeza uma das melhores atuações em sua carreira. Não podendo falar na maior parte dos momentos, as expressões faciais compõem e transmitem com maestria o que o personagem está sentindo.

Leonardo DiCaprio e Iñrárritu no set.

Leonardo DiCaprio e Iñrárritu no set

O Regresso é especificamente um filme pensado para o Oscar, com uma história emocionante e estarrecedora, em que a direção de arte e de fotografia ultrapassam a direção de Alejandro González Iñárritu, quase fazendo o filme ser um rebento adotado por Emmanuel Lubezki (Gravidade, A Árvore da Vida), eficiente diretor de fotografia que assina a película.

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