Oscar 2014: apostas e considerações sobre os filmes indicados

Na quinta-feira do dia 16 de janeiro, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou, em rápida cerimônia, os indicados aos principais prêmios da 86ª cerimônia de entrega do Oscar. A festa acontece hoje, dia 2 de março, sob o comando da apresentadora Ellen Degeneres, contando com todo o requinte, sofisticação e brilho comuns à maior premiação do cinema norte-americano, e sem sombra de dúvida, ainda a mais influente e acompanhada do mundo.

The 85th Academy Awards® will air live on Oscar® Sunday, February 24, 2013.

O Oscar deste ano traz uma das melhores seleções das últimas edições. Não só a categoria principal vem recheada com grandes filmes como quase todas as outras categorias trazem um apanhado de trabalhos de categoria indiscutível, tornando o trabalho do júri (e o nosso, que damos pitaco) bastante difícil.  Esse ano, em vez de fazer um texto corrido, comentarei cada categoria, ou melhor, aquelas nas quais tenho algum comentário a fazer. Minhas apostas virão em negrito e todos os filme com resenhas no blog estarão em azul nas primeiras vezes em que aparecerem.

LISTA DOS INDICADOS

Filme

"12 anos de escravidão" é o favorito do ano
“12 anos de escravidão” é o favorito do ano

“12 anos de escravidão”
“Gravidade”
“Trapaça”
“Capitão Phillips”
“Clube de compras Dallas”
“Ela”
“Nebraska”
“Philomena”
“O lobo de Wall Street”

A Academia, eventualmente, apronta surpresas, mas não penso que seja o caso deste ano. “12 anos de escravidão” tem se mostrado favorito desde as primeiras premiações da temporada e possui uma temática bastante apelativa, unida a um lindo trabalho de roteiro e técnica que, juntos, deram à luz um belo filme. Dos indicados, é o mais completo. Todos os outros possuem características pontuais superiores (a técnica de “Gravidade”, o roteiro de “Ela”, o apelo de “Clube de Compras Dallas”, a sensibilidade de “Philomena”) mas nenhum consegue a fusão perfeita entre técnica e emoção que encontramos no filme de Steve McQueen. Para saber um pouco mais sobre a categoria e a disputa deste ano, leia a (excelente) matéria do Jonathan de Assis.

Diretor

Martin Scorsese é o diretor de O Lobo de Wall Street
Martin Scorsese é o diretor de O Lobo de Wall Street

Alfonso Cuarón, de “Gravidade”
Martin Scorsese, de “O lobo de Wall Street”
Steve McQueen, de “12 anos de escravidão”
Alexander Payne, de “Nebraska”
David O. Russell, de “Trapaça”

Apesar dos excelentes trabalhos de todos os indicados (o mais fraco, este ano, talvez seja David O. Russell), a vitória de Cuarón é praticamente certa. Isso porque a Academia tende a premiar diretores inovadores, que arriscam e conseguem bons resultados. Alfonso Cuarón se encaixa nesse perfil com o trabalho técnico apurado que desempenhou em “Gravidade”. Além da crítica, também falamos do filme em um podcast especial sobre “Gravidade”.

Ator

Bruce Dern, em Nebraska
Bruce Dern, em Nebraska

Christian Bale, de “Trapaça”
Bruce Dern, de “Nebraska”
Leonardo DiCaprio, de “O lobo de Wall Street”
Chiwetel Ejiofor, de “12 anos de escravidão”
Matthew McConaughey, de “Clube de compras Dallas”

Eis aqui uma categoria perigosa. É até difícil arriscar um nome, considerando a genialidade de todas as cinco atuações. Há anos a categoria de melhor ator não encontrava uma disputa tão acirrada. Pessoalmente, meus favoritos são Chiwetel Ejiofor, Bruce Dern e Matthew McConaughey. Chiwetel pode ser favorecido pelo seu filme ser favorito, além do significado e relevância social embutidos em seu trabalho; Bruce Dern dá um show de atuação como o generoso Woody, em Nebraska, que apenas um ator experiente e competente poderia dar conta; já McConaughey também tem em seu personagem o peso da relevância social, e o fato de que se doou fisicamente para a obra, tendo emagrecido mais de vinte quilos, Hollywood adora sacrifícios, então tem vários pontos na competição. Penso que os três mereçam igualmente, mas minha aposta vai para McConaughey pelas razões já citadas e também pela superação pessoal do ator, que estava acostumado a interpretar personagens caricatos em comédias românticas vespertinas.

Atriz

Judi Dench concorre na categoria de melhor atriz por seu belo trabalho em Philomena
Judi Dench concorre na categoria de melhor atriz por seu belo trabalho em “Philomena”

Cate Blanchett, de “Blue Jasmine
Sandra Bullock, de “Gravidade”
Judi Dench, de “Philomena”
Amy Adams, de “Trapaça”
Meryl Streep, de “Álbum de família

Lembro que quando assisti a Gravidade, em outubro do ano passado, comentei que “o Oscar de melhor atriz já pertencia a Sandra Bullock”. Quanta ingenuidade! Após ver todos os outros filmes que receberam indicações na categoria, foi impossível manter a mesma opinião e Sandra Bullock caiu para o final da minha lista pessoal, por mais competente que tenha sido seu trabalho. Por esse discurso dá para ter uma ideia do quanto a disputa esse ano vem acirrada. A sempre ilustre presença de Meryl Streep apenas apimenta mais a competição, mas não acho que a grande dama da Academia vá levar o prêmio (mais uma vez) este ano. Minha torcida e aposta vai para Cate Blanchett, por sua Jasmine. Cate se torna praticamente co-autora de Blue Jasmine, filme dirigido por Woody Allen, com a personalidade que atribui a sua personagem. Um trabalho magistral que merece ser reconhecido. Judi Dench também atua brilhantemente em Philomena e se o prêmio fosse dado à atriz, também não seria injusto.

Peço licença para me demorar um pouco mais nessa categoria com o intuito de pontuar a minha indignação por “Flores Raras”, filme de Bruno Barreto, uma co-produção entre Brasil e Estados Unidos, não ter recebido nenhuma indicação nessa categoria, mesmo com duas grandiosas atuações femininas (Miranda Otto e Glória Pires). Apesar das tentativas do diretor Bruno Barreto, que já tem uma pequena rede de contatos por Hollywood, o filme foi completamente ignorado pelo prêmio, o que configura uma injustiça para uma produção tão delicada e honesta.

Ator coadjuvante

Jared Leto faz um trabalho excepcional em "Clube de compras Dallas"
Jared Leto faz um trabalho excepcional em “Clube de compras Dallas”

Barkhad Abdi, de “Capitão Phillips”
Bradley Cooper, de “Trapaça”
Michael Fassbender, de “12 anos de escravidão”
Jared Leto, de “Clube de compras Dallas”
Jonah Hill, de “O lobo de Wall Street”

Grandes atuações também nessa categoria e, de fato, o nome mais destoante do grupo é o de Bradley Cooper, que  caiu nas graças de David O. Russell e, graças ao padrinho, emplaca pela segunda vez uma indicação ao Oscar. Daí a ter esperanças de ganhar, são outros quinhentos. Contudo, acredito que o prêmio vá mesmo para Jared Leto, que consegue unir drama e comicidade em uma personagem complexa, que lhe exigiu também mudanças físicas, tal como o companheiro de elenco Matthew McConaughey.

Atriz coadjuvante

Julia Roberts é forte candidata por sua atuação em "Álbum de Família"
Julia Roberts é forte candidata por sua atuação em “Álbum de Família”

Sally Hawkins, de “Blue Jasmine”
Jennifer Lawrence, de “Trapaça”
Lupita Nyong’o, de “12 anos de escravidão”
Julia Roberts, de “Álbum de família”
June Squibb, de “Nebraska”

Assim como no prêmio de melhor ator, nessa categoria minhas apostas se equiparam em três nomes: Jennifer Lawrence, Lupita Nyong’o e Julia Roberts, embora a grande merecedora, ao meu ver, seja a última citada. Lawrence faz um trapalho simpático em “Trapaça” e não é de hoje que ganhou a empatia dos votantes da Academia (a atriz recebeu o prêmio de melhor atriz ano passado), não me surpreenderia se levasse o prêmio também esse ano. Já Lupita Nyong’o tem em sua estreia nas telonas um papel de peso e força, e que conta também com apelo social, sem dúvidas, uma concorrente forte. Mas em matéria de atuação, nenhuma das duas carrega a mesma competência que Julia Roberts no cru “Álbum de família”.

Filme estrangeiro

O italiano "A Grande Beleza" é o franco favorito
O italiano “A Grande Beleza” é o franco favorito

“Alabama Monroe” (Bélgica)
“A grande beleza” (Itália)
“A caça” (Dinamarca)
“The missing picture” (Camboja)
“Omar” (Palestina)

Minha aposta nessa categoria resume-se em uma palavra: chute. Infelizmente, só consegui ver um filme dos indicados estrangeiros até então e é nele que voto. Apesar de achar que “A Caça” carece de autenticidade, é um bom filme. Contudo, conforme João Victor Wanderley mencionou, há sempre uma simpatia da Academia por filmes franceses ou italianos. Como não temos nenhum representante do país de Luis XIV, nos sobra “A grande beleza”, filme italiano que também não tem uma campanha fraca.

Roteiro original

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“Ela” traz roteiro inovador e intrigante

Eric Warren Singer e David O. Russell, de “Trapaça”
Woody Allen, de “Blue Jasmine”
Craig Borten e Melisa Wallack, de “Clube de compras Dallas”
Spike Jonze, de “Ela”
Bob Nelson, de “Nebraska”

Aqui temos concorrentes fortes, o que torna bastante difícil apontar um favorito. Contudo, escolho ir contra a correnteza e apostar minhas fichar em Nebraska, um filme sensível que me tocou bastante. De todos os concorrentes, só não vi “Ela” e talvez isso seja um grande entrave para a minha escolha, visto que o filme de Spike Jonze tem tido seu roteiro bastante elogiado.

Roteiro adaptado

Cena de "Capitão Phillips", concorrente na categoria de roteiro adaptado
Cena de “Capitão Phillips”, concorrente na categoria de roteiro adaptado

Billy Ray, de “Capitão Phillips”
Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke, de “Antes da meia-noite”
Steve Coogan e Jeff Pope, de “Philomena”
John Ridley, de “12 anos de escravidão”
Terence Winter, de “O lobo de Wall Street”

Sem pestanejar, minha aposta nessa categoria vai para “12 anos de escravidão”. De todos os indicados, creio que é o que tem o roteiro mais completo e eficiente. Além do que, se vencer o prêmio principal e não vencer o prêmio de melhor diretor, conforme apostei, é bem pouco provável que fique sem o prêmio de roteiro (seria muito constrangedor para um “melhor filme” não tem nem o “melhor diretor” e nem o “melhor roteiro”).

Animação

A animação francesa Ernest e Celestine conseguiu uma vaga entre os indicados a melhor animação
A animação francesa “Ernest & Celestine” conseguiu uma vaga entre os indicados a melhor animação

Os Croods
“Ernest & Celestine”
“Frozen: Uma aventura congelante”
“Meu malvado favorito 2”
“Vidas ao vento”

Eis aqui uma categoria do meu agrado! Adoro animações e, este ano, das indicadas, só me falta ver “Vidas ao vento”, que promete ser um calo no pé de “Frozen”, grande favorita. Apesar disso, não acho que a animação japonesa vá incomodar ao ponto de impedir a produção da Disney de sair com sua merecida estatueta. Minha aposta (e torcida) vai para o filme da drag queen rainha Elsa. Mas prestigio também “Meu malvado favorito 2” e “Ernest & Celestine”, duas adoráveis animações que valem à pena ser vistas.

Documentário em longa-metragem

“The act of killing”
“Cutie and the Boxer”
“Dirty Wars”
“The Square”
“20 Feet from Stardom”

Documentário em curta-metragem

“CaveDigger”
“Facing fear”
“Karama has no walls”
“The lady in number 6: Music saved my life”
“Prison terminal: The last days of private Jack Hall”

Fotografia

Gravidade
“Gravidade” é um forte concorrente ao prêmio de melhor fotografia

“O grande mestre”
“Gravidade”
“Inside Llewyn Davis: Balada de um homem comum”
“Nebraska”
Os suspeitos

Acredito que “Gravidade” arrebanhará boa parte dos prêmios técnicos. Apesar do excesso de computação gráfica, é possível que a Academia reconheça os esforço de Cuarón também com o prêmio de melhor fotografia, quebrando um tabu. Seria um marco de início, no qual o Oscar admite as novas técnicas como genuínas. Dois outros títulos para se observar na categoria são “Nebraska”, com sua linda fotografia em preto e branco, e “Os Suspeitos”, que tem uma curiosa e eficiente fotografia acinzentada, corroborando para o clima tenso do filme.

Edição

“Trapaça”
“Capitão Phillips”
“Clube de compras Dallas”
“Gravidade”
“12 anos de escravidão”

Apesar de cada uma das obras indicadas terem peculiaridades em duas edições, fico com “Clube de compras Dallas” como aposta pelo fato de ter conseguido demonstrar sensações (da doença do personagem principal ou das drogas) utilizando-se unicamente do recurso da edição, com efeitos que deixavam o espectador em primeira pessoa nas situações. “Gravidade” também mereceria pelo esmero como uniu algumas sequências, sempre de forma sutil e eficiente.

Trilha sonora original

A menina que roubava livros traz trilha de John Williams
“A menina que roubava livros” traz trilha de John Williams

John Williams, de “A menina que roubava livros”
Steven Price, de “Gravidade”
William Butler e Owen Pallett, de “Ela”
Alexandre Desplat, de “Philomena”
Thomas Newman, de “Walt nos Bastidores de Mary Poppins”

Meu argumento aqui para votar em “Ela” resume-se a: comentários de amigos, além de não ter visto nada de excepcional nas outras trilhas indicadas. Temos aqui o peso do nome de John Williams, que compõe uma trilha dramática e agradável para “A menina que roubava livros”, mas ao que parece, “Ela” traz mais emoção e sensibilidade em suas canções.

Canção original

"Let it go", de Frozen, é favorita ao prêmio de melhor canção original
“Let it go”, de Frozen, é favorita ao prêmio de melhor canção original

“Happy”, de “Meu malvado favorito 2” – Pharrell Williams (música e letra)
“Let it Go”, de “Frozen: Uma aventura congelante” – Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez (música e letra)
“The Moon Song”, de “Ela” – Karen O (música e letra) e Spike Jonze (letra)
“Ordinary Love”, de “Mandela: Long walk to freedom” – Bono, Adam Clayton, The Edge, Larry Mullen Jr. e Brian Burton

A disputa de “canção original” também vem acirrada. Penso que a mais fraca da lista seja “Happy”, da animação “Meu Malvado Favorito”. Todas as outras três, a sua forma, são belas e realizaram uma boa campanha. Mas creio que, a nível de apelo, a decisão ficará entre “Ordinary Love” (afinal, é cantada por Bono Vox, do U2, e está presente em um filme sobre Nelson Mandela, figura bastante importante na luta pela igualmente, e que morreu recentemente – mais esse agravante) e “Let it go”, de “Frozen”, que tem sido realmente a favorita, e é também a minha aposta. Mas o Oscar pode surpreender… E eu até espero que surpreenda, acho que prefiro ver Bono Vox cantando a Demi Lovato.

Efeitos visuais

"O Hobbit: A desolação de Smaug" tem um aparato visual competente
“O Hobbit: A desolação de Smaug” tem um aparato visual competente

“Gravidade”
O Hobbit: A desolação de Smaug
Homem de ferro 3
“O cavaleiro solitário”
“Star trek: além da escuridão”

Essa é muito possivelmente a categoria de filmes mais fracos dessa edição do Oscar. Contudo, cada um deles, no quesito “efeitos visuais”, apresenta particularidades notáveis. Mas de fato, dois se destacam: “Gravidade” e “O Hobbit: A desolação de Smaug”. Minha aposta vai, novamente, para “Gravidade”, por acreditar que o filme de Cuarón arrebanhará boa parte dos prêmios técnicos, mas o filme de Peter Jackson, sempre com qualidade técnica admirável, é igualmente merecedor. Abro um adendo para o comentário de que nessa categoria, bem como em várias outras técnicas, ainda caberia a indicação a “Círculo de Fogo”, um blockbuster de muita qualidade, que infelizmente foi ignorado pelo Oscar.

Edição de som

“All Is Lost”
“Capitão Phillips”
“Gravidade”
“O Hobbit: A desolação de Smaug”
“O grande herói”

Também não acho que “O Hobbit” sairá de mãos abanando, então aposto nessa categoria como prêmio de consolação. O trabalho de edição de som no contexto da Terra Média é sempre grandioso, e esse ano ainda tivemos os efeitos sonoros do dragão Smaug, fora todos os outros pequenos detalhes de criação de vozes e sons com os quais Peter Jackson preocupa-se de forma cuidadosa.

Mixagem de som

"Inside llewyn Davis", filme baseado na história real de um músico, concorre na categoria de mixagem de som
“Inside llewyn Davis”, filme baseado na história real de um músico, concorre na categoria de mixagem de som

“Capitão Phillips”
“Gravidade”
“O Hobbit: A desolação de Smaug”
“Inside Llewyn Davis: Balada de um homem comum”
“O grande herói”

Após entender a diferença entre edição e mixagem de som, graças a uma postagem do colaborador Jonathan de Assis, acho que “Gravidade”, por sua vez, levará mixagem de som, afinal, o trabalho de unir sons tão divergentes (explosões, respiração, voz, aparelhos técnicos…) sem conflito é digno de premiação! Minha aposta vai para a obra de arte de Cuarón.

Curta-metragem

“Aquel no era yo”
“Avant que de tout perdre”
“Helium”
“Pitääkö Mun Kaikki Hoitaa?”
“The Voorman Problem”

Curta-metragem de animação

"Get a Horse!", da Disney, é um forte competidor na categoria de curta de animação
“Get a Horse!”, da Disney, é um forte competidor na categoria de curta de animação

“Feral”
“Get a horse!”
“Mr. Hublot”
“Possessions”
“Room on the broom”

Eis aqui outra categoria em que meus comentários serão bem reduzidos, afinal, só assisti a um dos concorrentes: “Get a Horse!”, da Disney. Mas o que tenho a dizer é: trata-se da Disney. E trata-se do Mickey. Então, eu me surpreenderia se o prêmio fosse para outro curta, mesmo achando Get a Horse! bem fraco, se compararmos com os candidatos de curtas da Disney de anos anteriores.

Figurino

 

"O Grande Gatsby", de Barz Lhurmann, pode ter chances nas categorias que priorizam elementos estéticos
“O Grande Gatsby”, de Barz Luhrmann, pode ter chances nas categorias que priorizam elementos estéticos

“Trapaça”
“O grande mestre”
“O grande Gatsby”
“The Invisible Woman”
“12 anos de escravidão”

Design de produção

“Trapaça”
“Gravidade”
“O grande Gatsby”
“Ela”
“12 anos de escravidão”

O figurino de “Trapaça” é excepcional, mas não consegue ser melhor que o de “O grande Gatsby”, de Baz Luhrmann, afinal, se tem algo que funciona nos filmes de Luhrmann é a sua direção de arte. Contudo, como acho que Trapaça levará pouquíssimos (ou nenhum) dos prêmios principais a que foi indicado, e considerando que, até então, sustenta o confortável pódio principal, com dez indicações, acredito que “figurino” fique com o filme de David O. Russell e que Lurhmann levará, merecidamente, “design de produção”, pelo belíssimo trabalho estético que realizou (e, convenhamos, sempre realiza) em “O grande Gatsby”.

Maquiagem e cabelo

Um dos piores filmes do ano, "O Cavaleiro Solitário" concorre na categoria "maquiagem e cabelo"
Um dos piores filmes do ano, “O Cavaleiro Solitário” concorre na categoria “maquiagem e cabelo”

“Clube de compras Dallas”
Jackass apresenta: Vovô sem vergonha
“O cavaleiro solitário”

Me resta ainda a última categoria, e que parece mais óbvia (mas em se tratando de Oscar, é sempre bom estar preparado para surpresas e decepções), a de “maquiagem e cabelo”. Parafraseando um colega, sinceramente, não sei quem em sã consciência daria um Oscar para qualquer “Jackass”. E há também um abismo de qualidade entre “O cavaleiro solitário” e “Clube de Compras Dallas”. Sendo assim, me resta a opção pelo filme protagonizado por Matthew McConaughey e Jared Leto e qualquer decisão diferente dessa seria bastante degradante. Mas vale lembrar que nessa categoria ainda caberiam outros filmes, como por exemplo, “Trapaça” e o próprio “O Hobbit: A desolação de Smaug”, que por alguma razão, ficaram de fora.

Por fim, ainda tá rolando o nosso bolão do Oscar, com direito a prêmio, até as 18h de hoje! Então corre participar.