Primeiro texto do #Partiu começa sem vergonha e sem medo de ser feliz, para representar exatamente essa que vos fala.

Tirar a roupa e mergulhar no mar sempre foi o sonho de muita gente, poder nadar completamente nu, aposto como você já imaginou algo assim. Eu resolvi topar a experiência e embarquei para Tambaba no revéillon de 2013 pra 2014, sem nenhuma pesquisa prévia já que ando num momento de fluidez com as minhas viagens, ao melhor estilo do disco dos Beatles Let it be!

Como era altíssima temporada decidi, por meras questões econômicas, ficar em camping (eu s2 acampar e já estava com saudades, pois fazia um tempão que não encarava a barraca). Fiquei no único camping que o local oferece, na real quase tudo em Tambaba é meio exclusivo. Encontrar opções e variedade de restaurantes, mercadinhos, hotéis e pousadas, somente na praia vizinha, Jacumã, que fica a 10 km.

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Tambaba foi a primeira praia na região Nordeste a dispor de um reduto naturista e a única no Brasil determinada por lei, no qual a nudez total é obrigatória. A praia é dividida em dois ambientes: o primeiro, os banhistas frequentam naturalmente com os seus biquínis e sungas, e logo após uma ponte de madeira, a nudez total é obrigatória, a partir dos 14 anos (para evitar questões de pedofilia).  A área naturista da praia, que é uma Área de Preservação Permanente, é infinitamente mais bonita. Areia clarinha, um mar azul estonteante e pedras esculpidas compõem o astral do local.

Há muito preconceito quando o assunto é naturismo, muita gente confunde com vulgaridade e até sexo banalizado, mas esse estilo de vida não tem nada disso. Esse é um modo de encarar a realidade (bastante organizado, diga-se de passagem) que busca o contato total com a natureza, esse conjunto de princípios éticos e de comportamento preconizam um modo de vida no retorno à natureza como a melhor forma de viver. Prezando pelas práticas ao ar livre, com consumo de alimentos naturais, e o nudismo, esses são apenas alguns dos pilares do naturismo.

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Apesar de simpatizar com os princípios, não sou adepta do naturismo, mas sou adepta de dizer sim ao mundo (respeitando os meus limites, claro!) e tem mais: aconselho a experiência. Você passa a reconstruir o universo que vive e entender como julgamos o outro pela aparência. Risadas são garantidas e o sentimento de liberdade também, o resto é por sua conta. Por lá a indústria da moda não teria tanta importância assim e o mercado têxtil ia perder alguns clientes.

A pergunta mais ouvida no retorno da trip foi: mas qual é a sensação? Só posso falar da minha, que foi a melhor possível. No início um ar de constrangimento toma conta de todos que estão por ali. Risadinhas, olhares curiosos e até um pouco de malícia, mas depois… depois você esquece e vai entender a razão de termos vindo ao mundo todos nus. Afinal, mesmo diante das diferenças, somos todos iguais. Você perde completamente a vergonha, agacha, levante, abre, fecha e faz o que for necessário, sem medo de julgamentos. No local não há nenhum ambulante, nenhum lugar da praia tem vestígio de lixo, não tem som, nem nada que tire sua paz. É praticamente só você e a natureza, escuta-se o cantar dos pássaros durante o dia inteiro. Eu, que sou apaixonada pelo silêncio, acho que o paraíso deve ser assim, o verdadeiro Jardim do Éden.

  – Onde se hospedar?

Apesar de reduzidas, o local dispõe de opções para todos os bolsos, eu fiquei acampada e o preço médio do camping foi R$ 25 por pessoa. Mas as pousadas custam a partir de R$80 a diária do casal, isso depende da época do ano.  

– O que comer?

Realmente as opções são escassas, como eu tinha dito, em Tambaba quase tudo é único. Um bar, um restaurante, poucas pousadas que fazem o charme do local. Apesar da exclusividade, os preços não são abusivos. Ainda assim, meu conselho é que você pare num supermercado no caminho e leve tudo o que for consumir.

– O que fazer?

Curtir a natureza e a paz do lugar. Acordar com o barulho dos pássaros e dormir com o som do mar. Pensar que essas são raridades que quem mora em grandes cidades normalmente não consegue encontrar. Realmente são poucas as opções de lazer.

O Portal Mulher da UOL questionou quase 30 mil pessoas e 64% disseram que topariam a experiência. E você, topa? Se for, ou melhor, quando for, volta aqui e me conta sua experiência, tá?

Vá de carro! 

Quem vai de carro tem mais conforto na hora do deslocamento, é bem verdade que há opções de ônibus e moto táxi para as praias vizinhas, mas se puder ir de carro, aproveitará melhor a região.

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