Please, você precisa assistir "Please Like Me"!
10Nota Total
Nota do leitor: (1 Voto)
10.0

Quer uma série incrível, nem um pouco cansativa, interessante e que vai te fazer rir e chorar ao mesmo tempo? Hoje trago para vocês a pérola das pérolas, uma das melhores séries que conheci na atualidade. Uma pedra rara e pouco conhecida, vinda direto da Austrália. O carbono que se tornará o diamante (acho que vocês entenderam). Assistam imediatamente Please Like Me!

A série não é a redescoberta do Brasil. Bem ao contrário, é super simples. E talvez seja justamente a simplicidade a receita do sucesso. Josh Thomas, que é o personagem principal e criador da série (nepotismo pra quê, né?) é o filho único de um casal que se separou quando ele ainda era uma criança. Sua mãe tem depressão e tenta se matar e seu pai se casa novamente, recomeçando uma nova família. Nosso herói começa namorando com Claire (Caitlin Stasey), mas logo de cara – literalmente de cara, porque isso acontece nos primeiros minutos da série – ele passa a se entender gay. E “se entender” é exatamente a palavra certa porque, a partir daí, ele começa a “aprender” a ser gay. Assim como o personagem principal, sua agora ex-namorada Claire, que se torna sua melhor amiga, e seu também melhor amigo Tom (Thomas Ward), com quem mora, aprendem a ter um amigo gay. Os três estão sempre juntos e ajudam Josh a tentar entender como funciona esse mundo novo. Mas não se engane! Cada personagem tem sua história muito bem trabalhada e seu momento único. Todos, mesmo os menos recorrentes, são peças fundamentais para a trama.

De alguma forma, o autor/protagonista faz de uma série que tinha tudo para ser sobre drama, crises existenciais, relações familiares conturbadas e conexões amorosas desconstruídas se transformar em “apenas uma vida normal, com problemas, como outra qualquer”. E não apenas com a naturalidade do cotidiano, mas com muito bom humor. Boa parte da história se passa numa “casa de repouso” um tipo de manicômio para rico; portanto, o tema “depressão” e outras doenças mentais são bastante trabalhados. Outros temas polêmicos – aborto, crise de pânico, suicídio, dentre outros – são abordados nos momentos certos e, ainda assim, sem perder a magia, naturalidade ou o humor – na série, muito negro e sarcástico – da vida.

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Please Like Me é um tapa na minha cara de qualquer pessoa pessimista, que sempre reclama de problemas pequenos (ou médios/grandes) e que sempre acha que tudo está perdido. Não é a série clichê em que o protagonista que nos mostra que “tudo vai ficar bem”, como diz a música de abertura, mas o próprio correr dos fatos cotidianos faz Josh perceber que TODO MUNDO TEM PROBLEMAS e todos precisam lidar com eles, ao passo que a vida segue, o tempo passa e as feridas são curadas… ou não. E isso é a coisa mais normal que pode acontecer com qualquer pessoa. Aqui, na realidade.

Não há como não dar nota 10! A série é ideal. Não em termos técnicos (dos quais eu, sinceramente, nem entendo), mas pelo enredo, proposta e desenvolvimento. Além de ser curtinha, objetiva, com poucos episódios por temporada que sempre trazem uma nova e interessante reflexão.

Please Like Me será renovada para a quarta temporada – cuja estreia deve ser no final do ano – e é mais uma das séries que mostram do bom momento da TV australiana, que vem se destacando e ganhando prêmios e indicações.  Não quero dar spoiler, mas para mim, o sarcasmo na cena em que os personagens parodiam o filme Simplesmente Amor (Love Actually) faz dela a melhor da série. Os australianos estão mandando muito bem!

One Response

  1. Avatar
    Rodrigo

    Amo muito essa série maravilhosa <3
    Sério, todo mundo deveria assistir.

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