Plutão Já Foi Planeta: um ano de talento e muita estrada pela frente

Grupo surgiu no ano passado e é uma das bandas que bombou em 2014

Grupo surgiu no ano passado e é uma das bandas que bombou em 2014

Walt Disney nomeou o cachorro do Mickey Mouse de Pluto em homenagem ao planeta Plutão, que tinha sido recém-descoberto. Porém, em meados da década de 2000, este foi rebaixado para planeta-anão e o sistema solar passou a só contar com Vênus, Marte, Urano, Terra, Mercúrio, Júpiter, Saturno e Netuno.  Apesar de ser rebaixado, o planeta-anão recebeu uma homenagem feita por uma banda potiguar, a “Plutão Já Foi Planeta”. Apesar de terem um ano de estrada, eles já tocaram em festivais, gravaram o disco “Daqui Para Lá” e estão bombando em Natal no período que temos a internet ao invés da FM Tropical para conhecer as bandas nascidas no Rio Grande do Norte.

Nosso primeiro contato com a banda foi através do Festival Bandas Novas, e O CHAPLIN fez uma matéria sobre o evento, que pode ser conferida neste link. A banda é formada por Gustavo Arruda (guitarra), Natália Noronha (vocalista), Sapulha Campos (guitarra), Vitória de Santi (baixo e teclado) e Raphael Andrade (bateria). Apesar da jovem carreira, eles também são indicados na categoria “Revelação do Ano” no Prêmio Hangar de Música de 2014. Nós falamos com Natália e Vitória na UFRN, onde ambas cursam jornalismo, e conversamos sobre um pouco de tudo. Confira a entrevista:

O CHAPLIN: Por que o nome “Plutão Já Foi Planeta”?

Vitória de Santi: Sapulha devia responder essa….

Natália Noronha: Não é? Nós temos uma pessoa específica para responder isso. Essa pergunta todo mundo faz. Então, esse nome surgiu numa brincadeira, sabe? Gustavo e Sapulha ouviram em algum lugar que um planeta tinha deixado de ser planeta. Só que eles acharam que Júpiter que tinha deixado de ser.  Aí já estava rolando um apego emocional com o nome e ficavam dizendo: “Nossa, Júpiter deixou de ser planeta, por quê?”. Só depois que descobriram que tinha errado o nome e, na verdade, Plutão que tinha sido rebaixado. Aí, o nome ficou e todo mundo gostou.

O CHAPLIN: Saiu recentemente que estavam discutindo que Plutão seria promovido novamente. E aí, o que vão fazer?*

Natália Noronha: Não vai acontecer isso, mas se voltar, a gente vai ao Sri Lanka e, sei lá, nós vamos viver como nômades (risos).

*Na verdade, isto foi um debate criado pelo Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, nos Estados Unidos, para discutir sobre o planeta. Um blog de Portugal explica o que aconteceu, segue o link aqui.

O CHAPLIN: Como surgiu o encontro de vocês com os meninos?

Natália: A banda surgiu em setembro de 2013 e os meninos entraram em contato comigo, mais especificamente Gustavo, por causa de Emmily Barreto (vocalista do Far From Alaska), foi ela quem me indicou para ser a vocalista da banda. A gente não se conhecia. Eles já tocavam numa banda chamada Beto Rockefeller e aí surgiu a vontade de fazer um projeto autoral.

Sobre aquele lance de Simona Talma, nunca falaram que a gente parecia, mas que ela e Luiz (Gadelha) são uma grande influência para mim, isto é inegável. Foi a primeira banda daqui que escutei, Cris (Botarelli) e Emmily (Barreto) também sou muito fã*. Saudades da primeira formação.

*Antes de integrar ao Far From Alaska, elas eram integrantes do Talma & Gadelha.

Grupo vai fazer show em João Pessoa na semana que vem e vão participar do Prêmio Hangar, na qual estão indicados como "Revelação do Ano"

Grupo vai fazer show em João Pessoa na semana que vem e vão participar do Prêmio Hangar, na qual estão indicados como “Revelação do Ano”

O CHAPLIN: Vocês fazem comunicação. Trabalhar com isto lhes ajudaram a fazer o  marketing da banda?

Natália: Com certeza, as nossas noções que a gente teve experiência nas aulas e nos estágios ajudaram a publicar as coisas dentro das mídias sociais, clipes e fotografias. Atualmente, a gente faz tudo isso e mete a cara mesmo e a gente faz.  É bem independente.

O CHAPLIN: Quando começaram a ter contato com a música?

Natália: Vixe, vamos voltar ao tempo. Assim, eu cresci numa família bem musical, meu pai já tocava violão e foi um grande incentivador. Quando eu tinha oito anos ganhei meu primeiro violão, que ainda tenho até hoje. Ele que me ensinou os primeiro acordes, fui desenvolvendo, incentivando. Fui crescendo, tive o interesse pela poesia e outras coisas. Depois comecei a fazer algumas coisas, gravá-las em casa e foi rolando. Sou bem curiosa também. A igreja também me ajudou na musicalidade, frequentei muito até os 16 anos e depois saí. Foi lá onde aprendi o que sei até hoje.

O CHAPLIN: Então foi por isso você não interrompeu aquela dupla que falou sobre Deus antes da entrevista (no início da entrevistas as meninas conversavam com uma dupla que discutia a importância de Deus nas suas vidas)

Natália: É, eu acho muito bonito. Lá eu participei de coral, grupo vocal e aprendi como harmonizar a voz e tocava violino. Enfim, teve todo o incentivo e um peso na minha vida.

Vitória: Na escola, durante Ensino Fundamental, as aulas de música faziam parte da grade curricular. Então, desde cedo tive o contato. Quando eu tava na 1ª série aprendi flauta doce e me apaixonei, na 3ª série comecei a tocar piano e na 8ª série fui praticar baixo por conta própria.

Natália e Vitória após a entrevista para O Chaplin (Foto: Lara Paiva)

Natália e Vitória após a entrevista para O Chaplin (Foto: Lara Paiva)

O CHAPLIN: Neste ano, vocês foram indicadas ao Prêmio Hangar, isto foi esperado?

Natália: Não esperávamos e isto significa que as pessoas estão curtindo o nosso trabalho, uma forma de reconhecimento.

O CHAPLIN: A banda tem algum projeto para o futuro?

Natália: A gente respondeu lá no Festival Dosol que queríamos aproveitar o “Daqui Para Lá”, viver o momento, experimentar o período de lançamento do CD. Dia 19 tem o Prêmio Hangar de Música e tocaremos no Expotec (feira de ciências do IFRN). No dia 21, vamos tocar em Recife, esta é a primeira vez fora de Natal, esta será nossa primeira pequena turnê da banda. E dia 23, vamos tocar junto com Androide Sem Par, no Ateliê Bar.

4 Responses

  1. Os desamores do Androide Sem Par | O Chaplin

    […] “Grave” foi um projeto bem sucedido no site de colaboração online, Catarse. Com a grana do financiamento, o álbum aconteceu. Mas, antes mesmo de ter material gravado, a banda se destacou em 2012 com shows sempre lotados e os fãs cantando junto. Este fenômeno já ocorreu outras vezes, com (a finada banda) Jane Fonda, posteriormente com o Talma & Gadelha e hoje enxergo muito disso no Plutão Já Foi Planeta. […]

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