Procurando Dory chega a sua segunda semana de estreia em Natal com números impressionantes. O filme está em cartaz em nove salas nos quatro complexos de cinema da cidade. Esses números podem ser explicados pelo período do ano em que houve a estreia da animação: coincidiu com as férias escolares, o que contribui para lotar as numerosas sessões.

Apesar dessa estratégia dos distribuidores e exibidores – de estrear o filme fora do período escolar para, assim, encher as salas com crianças, posso afirmar com muita certeza que Procurando Dory é um filme para adultos e quase adultos. A seguir, enumero os motivos:

  • Procurando Dory, de 2016, é uma sequencia de Procurando Nemo, de 2003

Procurando Nemo é mais um filme da Pixar no qual animais têm um estilo de vida semelhante ao dos seres humanos. Além de Nemo, outro filme desse gênero é Vida de Inseto (1998). Esses filmes fizeram muito sucesso no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, quando muitos de nós éramos baixinhos. Eu tinha 12 anos – começo da adolescência – quando Nemo chegou às telonas; mesmo assim, muitas coisas “de criança” ainda me encantavam na época. Atualmente, tenho 26 anos e QUERO MUITO ver Dory. Quem nasceu em 2000, tinha 3 anos na estreia do primeiro filme e, agora em 2016, tem 16 anos; ou seja, essa pessoa está a apenas dois anos de se tornar oficialmente um adulto.

Para comprovar o que falo, separo vários memes que circularam na internet no dia da estreia e um pouco antes de Procurando Dory chegar aos cinemas. Confira:

  • Assuntos de ‘adultos’

Na nossa crítica, que você pode ler aqui, revelamos que Procurando Dory equilibra humor mais com temas sérios. O fato de Dory, a protagonista, apresentar um problema com a memória de curta duração é, claramente, uma atitude da Disney/Pixar em trabalhar com temas relevantes, abrindo discussão para que sejamos compreensivos e tolerantes com pessoas que sofrem de doenças, como Alzheimer e demência.

O Instituto de VIda Marinha, onde ba parte do filme se passa

Outro tema significativo abordado no filme é sobre a vida marinha em cativeiro, representado pelo arco do “Instituto da Vida Marinha”, que representa tudo o que o Seaworld deveria ser – um espaço para recuperação dos animais à natureza – mas não é. O parque aquático, localizado na Flórida, é famoso pelas suas grandes exibições das orcas, as “baleias assassinas”. Em 2013, o documentário Blackfish mostrou os maus tratos aos animais criados em cativeiros e a forma cruel como as orcas são treinadas para os “espetáculos”, o que aumentou a pressão de ativistas sobre o parque e levou a uma queda expressiva de público.

  • Curiosidade dos críticos

Evidentemente, Procurando Nemo foi sucesso de público. Até hoje, é considerada a animação mais rentável de todos os tempos, tendo arrecadado quase 1 bilhão de dólares em todo o mundo. O que alguns podem não saber é que o filme também foi sucesso de crítica. Além de ter vencido o Oscar de Melhor Animação de 2004, Nemo tem 99% de críticas positivas no Rotten Tomatoes, referências em críticas.

O excelente histórico de seu antecessor leva muitos cinéfilos, estudiosos do cinema e até mesmo críticos a se juntarem a outros adultos nas salas de cinema para assistir a Dory. Até agora, a animação vai muito bem: já arrecadou 300 milhões e 94% das críticas apuradas pelo Rotten Tomatoes são positivas.

E você? Vai me seguir e contribuir para alavancar os números dessa animação?

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