Rodrigo Sérvulo lança ”O diário de âncoras” nesta sexta

Nessa sexta, em Natal, a Editora Tribo lança seu primeiro livro de poesia. Acontecimento que, confesso, aguardo com curiosidade. O livro vem numa edição elaborada, com fotos de Pedro Andrade, ilustrações de Aureliano Medeiros e, claro, os poemas de Rodrigo Sérvulo.

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”O diário de Âncoras”, livro de estreia de Rodrigo, vem com poemas que, me parecem, são realmente coisa de diário. A poesia de Rodrigo é bem pessoal e numa lida rápida já podemos identificar muitas características do cotidiano e do cenário de São Paulo [onde ele mora atualmente]. Mas isso é coisa pra resenha, crítica, etc. Deixemos pra depois.

Agora é hora de conhecer Rodrigo e falar sobre o livro e os poemas com o próprio autor. Confiram:

Rodrigo Sérvulo estreia com ''O Diário de Âncoras''

Rodrigo Sérvulo estreia com ”O Diário de Âncoras”

O CHAPLIN: Conta pra gente dos poetas que você lê e que você acha que influenciam no seu texto.

Então, no processo de escrita do livro, eu dediquei minhas leituras às obras de Fernando Pessoa/Álvaro de Campos, Drummond e Alexei Bueno.

O CHAPLIN: E tem uma cota pros mais novinhos também? Digo: você lê poesia brasileira contemporânea?

Ah, eu leio sim, eu gosto das coisas de Angélica Freitas, Marília Garcia, Mário Rasec, Ruy Rocha, Sinhá…

"todas as manhãs
ela acorda com um poema
escrito ora nas coxas
ora nas virilhas
 
às vezes começo pelos pés
e minha escrita se estende
por todo seu corpo
 
minhas palavras se alojam entre um pelo e outro
para não atrapalhar os arrepios.''

O CHAPLIN: Fala um pouco do título do livro, também.

Eu parto do princípio que todos nós carregamos alguns pesos em nossas vida cotidianas e os levamos para os bares, relações, modos de ver o mundo e agir. E o livro é um diário poético dessas âncoras.

O CHAPLIN: ”Diário” é um termo que remete imediantamente a algo pessoal, íntimo. Os seus poemas também seguem esse estilo?

Eu encaro o livro como um diário de campo, de observações, do tipo etnográfico. E como todo diário de campo, há impressões pessoais e outras mais analíticas. Acho que os poemas são misturas dessas duas coisas: aquilo que vivo, sinto e aquilo que observo nas pessoas.

Uma das páginas do livro, que conta com ilustrações de Aureliano Medeiros e fotografias de Pedro Andrade

Uma das páginas do livro, que conta com ilustrações de Aureliano Medeiros e fotografias de Pedro Andrade

O CHAPLIN: Com que frequência você escreve?

Eu escrevo todos os dias. É um exercício que tenho, diário, desde os meus 12 ou 13 anos, talvez, não lembro. Mas escrever com um objetivo concreto como foi o do livro, foi como um trabalho: pesquisas, e busca de referências, seja com poesia, prosa, cinema, artes plásticas, filosofia ou música. E, claro, escrevendo sempre.

O CHAPLIN: Temos percebido que o mercado editoral brasileiro tem investido muito em livros que misturam frases/versos com desenhos. O seu livro tem poema, fotografia e ilustração. Por que optaram por esse tipo de publicação?

Por dois motivos. Primeiro para sair da lógica tradicional do livro: folhas em branco, textos em negro. Segundo porque o livro busca dialogar com as situações urbanas e/ou íntimas que existem nas cidades, e ilustrar ou fotografar para cada poema foi uma maneira de tornar esse diálogo mais próximo.

SERVIÇO

Lançamento do livro ”O diário de âncoras”, de Rodrigo Sérvulo
com show da banda Mahmed
Dia 10/04, sexta
A partir das 19h30
No novo Ateliê Bar e Petiscaria –  Rua Chile, 39 (antigo Calígula)
Confirme presença aqui

* O livro custará R$ 30

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