Ele adora mulheres. Ele também adora carros. E as mulheres o adoram. Este é James Hunt, piloto da Formula 1. Mas segundo ele, o que as atrai não é o fato de ser piloto, afinal eles ficam andando em círculos, o que as atrai é a proximidade com a morte, pois a Fórmula 1 naqueles dias levava todos os anos a vida de pilotos. “É como dirigir uma bomba”, diz Hunt no filme Rush, e ele está disposto a aumentar os riscos. Já seu concorrente, não. Nikki Lauda diz que toda vez que entra na sua Ferrari para um prova da categoria, existe 20% de chance dele morrer, e ele não aceita 1% a mais.

Hunt é o playboy bonitão que todos adoram. Quando um repórter lhe pergunta o que é preciso para ser um piloto, Hunt responde: “Culhões”. Nikki Lauda se parece com um rato, mas ele não toma isso como um insulto, pois os ratos tem instinto de sobrevivência. É esse embate que marcara a película.

Daniel Bruhl como Nikki Lauda

Eu não acompanho a Fórmula 1, mas acabei vendo na TV uma reportagem sobre o filme Rushque contava toda a história daquele campeonato de 1976, que marcou a rivalidade entres os pilotos James Hunt e Nikki Lauda. Então, eu fui ao cinema já sabendo o escopo da história, mas isso não tirou a emoção em nenhum momento, eu já sabia o que aconteceu, estava na hora de saber como aconteceu!

E uma das melhores cenas do filme é quando dois italianos dão carona a Lauda e a sua futura esposa Marlene. Os italianos ficam extremamente animados pois Lauda está dirigindo o carro deles pois ele é o novo piloto da Ferrari. Mas Lauda o dirige bem devagar, e Marlene diz que ele dirige como um velho. Lauda diz que só põe sua vida em risco se estiver sendo pago por isso, mas ela o convence e Lauda acelera o carro. E nós vamos juntos com ele. O diretor consegue criar uma sensação de extrema velocidade, e o som tem um papel importantíssimo nisso.

 

Ambos atores estão muito bem nos seus papeis, mas o destaque vai para o alemão Daniel Bruhl. O primeiro filme que vi com ele foi Bastardos Inglórios (“faça o 3 alemão”), depois vi Adeus, Lenin. Mas talvez Rush seja seu melhor trabalho de composição de personagem, pois como o próprio ator disse, ele está interpretando alguém vivo e famoso, que todos sabem como é, e isso com certeza foi um desafio, mas um desafio superado.

Após ver o filme, eu dei uma pesquisada, e vi que a narrativa foi bem fiel aos acontecimentos, mas tomou algumas liberdades para tornar a história mais dramática e emocionante, nada mais correto. Isso vem da experiência de seu diretor, Ron Howard, cujo forte são as biografias. Tendo dirigido os excelentes Apolo 13 e Uma Mente Brilhante, pelo qual ganhou o Oscar, ambos baseados em fatos reais.

 

Foto real de Lauda(depois do acidente) e  Hunt

Deixe um comentário

Your email address will not be published.