Não costumo fazer isso, mas aqui vai a minha opinião sobre “É o Fim” (This is the End, em inglês), dirigido pela dupla Evan Goldberg, Seth Rogen. Baixei o filme sem muitas pretensões, mas quando estava no ócio e decidi dar o play, foi um chute no saco. Quando escrevo a minha opinião sobre algo, costumo usar como base o feeling. É claro que tem toda uma estética, técnica, dialética, boneca… Mas as sensações que estes produtos de entretenimento causam em quem entra em contato com eles, estas coisas sim valem à pena.

A obra tem aquela coisa meio non sense, talvez ridícula. Mas desde o começo ele começa a brincar com coisa séria – ok, se você realmente espera que irei falar das relações, a amizade, o amor, intrigas e essa porra toda, pode pular para o último parágrafo. E deixe a diversão de lado.

 

No fim do mundo você poderia estar em qualquer lugar, onde quer que fosse, mas amigo, você não é uma estrela de Hollywood, muito menos está em uma festa na casa de James Franco, com muitas estrelas de cinema. Eu talvez, esteja, um dia, mas não vamos falar sobre isso agora. Nesta festa a nata do divertimento está reunida: maconha, cerveja, whisky, ecstasy, cocaína, coca-cola, e maconha de novo. Além de muitas estrelas, claro.

Entretanto, do nada a porra que poderia ser mais uma house party é interrompida por uma catástrofe jamais vista, e algo acaba com essa festa. E o que acabou com a festa não foi a polícia, acredite.

Basta sair da porta da casa do Sr. Franco e toda Los Angeles está debaixo de fogo – opah! Amigo, cuidado aí onde pisa, acabou de abrir um buraco no chão! E ele levou a gostosa da Rihanna. Antes disso, é claro, algumas pessoas foram meio que abduzidas, mas que se dane, essas pessoas só fizeram uma pontinha no filme.

No meio da correria e do “salve-se quem puder”, apenas um pequeno grupo se salva: o anfitrião, Jonah Hill, Seth Rogen, Jay Baruchel, Danny McBride e Craig Robinson. Esses caras ficam presos dentro de casa, no meio de um apocalypse. Um detalhe importante: eles não são exatamente “personagens”. São os próprios atores, que fazem o papel deles mesmos.

Agora, para sobreviverem, eles devem se dar bem, economizar o alimento e a água, além de evitar que sejam atacados por “animais” que estão do lado de fora. Entretanto eles não o fazem! Os caras têm uma ideia melhor: Já que estamos passando por algo para que nunca tiveram treino, todos duvidaram que poderia acontecer, então seria interessante ficar chapados e doidões. E assim o fazem.

A história vai sendo guiada pela transição da luta pela sobrevivência até a luta pela salvação, quando eles se dão conta, que Jesus (sim Jesus, conhece não?! O da Bíblia), voltou, levou as pessoas boas, e as más ficaram para serem o lance do Belzebu.

A história vai sendo desenrolada com intrigas, trapaças, sustos, e muitas, muitas risadas das situações mais pitorescas que você pode imaginar.

Ahhhhhhhhhhh meus caros, e a linda Emma Watson era uma convidada da festa, mas acaba fugindo para outro lugar na hora do roçoi. Ela volta, com uma machado, e totalmente agressiva… Confesso que foi uma das coisas mais sedutoras que eu já vi! Para quem sempre viu Hermione segurando uma varinha, do nada ela arromba uma porta com um machado de mais de um metro. É SENSACIONAL.

Para finalizar, eu acredito que um filme é top quando ele é encerrado com uma apresentação dos Back Street Boys cantando o seu maior clássico, nos céus! Isso, amigos, os garotos da rua de trás louvando nas alturas.

Bem, para quem queria um aparato mais técnico sobre o filme: O cenário é muito generoso. Mesmo se passando em uma casa, espaçosa que do nada fica vazia, ele foi bem usado. Os efeitos especiais também não deixam nada a desejar. É visível que não é um filme “porco”. De resto… blá, blá, blá.

Ficha Técnica 

É o Fim | This is the end
Direção: Evan Goldberg e Seth Rogen
Roteiro: Evan Goldberg e Seth Rogen
Elenco: James Franco, Jonah Hill, Seth Rogen, Jay Baruchel, Danny McBride e Craig Robinson
Ano: 2013

Por Everson Andrade, especial para O Chaplin

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