Mal inicia o ano de 2017 e a “turma do rock pesado” de Mossohell (também conhecida como Mossoró/RN) dispara ao bunkers do underground brasileiro o poderoso “whocantbenamed”, fruto da banda Heavenless.

O whocantbenamed (“aquele que não pode ser nomeado”, numa tradução mais simplória) é o full length de estreia do Heavenless, que está sendo lançado pelo “velho, bom e aclamado” selo mossohellense, Rising Records.

O Heavenless foi formado em meados de 2016 e com um formato de Power Trio conta com figurinhas carimbadas da cena underground de Mossoró. Em sua escalação encontramos no baixo e voz Kalyl Lamarck (reconhecido pelos seus ótimos serviços prestados no Monster Coyote), Vicente “Mad Butcher” Andrade na bateria e Vinicius Martins na guitarra (ambos oriundos do cativante Bones In Traction).

Após as devidas apresentações, vamos ao que nos interessa aqui! O disco abre com “Enter Hades” e se mostra como um verdadeiro convite a mergulharmos, sem pensar duas vezes, nesse álbum de “graves absurdos”. Logo em seguida peso e rapidez predominam em “Hopless”, contando também com um trecho bem cadenciado e empolgantes viradas de bateria. A faixa seguinte é “The Reclaim”, que surge com uma pegada mais cadenciada, mas nem por isso deixa de mandar seu recado.

Na faixa quatro, “Hatred”, encontramos uma “cozinha” que se mescla perfeitamente bem com os riffs executados. Em “Soothsayer” o infernal power trio demonstra que ainda tem boas cartas na manga para despejar disco a dentro. Não se perca, agora é a vez de “Odium”, talvez a melhor música do álbum ao lado de Deceiver, uma vez que a banda evidencia que é preciso muito fôlego para acompanhar seu ritmo frenético!

A faixa subsequente é “Uncorrupted”, composta com um groove convidativo, ela surpreende a todos com sua parte final. “Deceiver” é a oitava faixa e o ânimo da banda não diminuiu em nenhum instante, muito pelo contrário, essa música apresenta o melhor que o “Heavenless” tem a oferecer no álbum. Agora chegamos à última faixa, “Point Blank”, que seguindo a mesma linha do disco, realça a amalgama entre explosão e cadência entre os riffs e os espancamentos deliberados da bateria.

Por fim, após quase quarenta minutos de disco, a banda revelou ser uma adepta incontestável da pancadaria efervescente do Death Metal, jorrando adrenalina sonora por todos os lados e aliando-se a graves “literalmente no talo”, fazendo-a soar com um tom orgânico formidável. Portanto, se você não gosta de bater cabeça ininterruptamente, afaste-se, pois esse álbum é apenas para quem não tem medo de ficar surdo ao invocar “aqueles que não podem ser chamados…”.

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