A distopia infantil de O Bom Dinossauro
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9.5

Imaginar que o grande acontecimento da história evolutiva do planeta Terra não aconteceu é o plot do filme O Bom Dinossauro. O meteoro que extinguiria os dinossauros de uma vez por todas da Terra passa direto e causa um efeito reverso: os grandalhões evoluem e se desenvolvem ao ponto de ter sustento próprio. Por outro lado, os humanos acabam não evoluindo, mantendo para sempre o status de “animal”. Em tempos de crueldade animalesca na raça humana e extinção de espécies, essa se torna uma realidade curiosa de ser considerada.

Já em uma Terra, dominada pelos dinossauros, Momma (Frances McDormand) e Poppa (Jeffrey Wright) têm três lindos bebês: Buck, Libby e o pequeno Arlo. Existe uma tradição na família em que quando algum deles faz algo grande, eles marcam um reservatório de comida com sua pata. Todos conseguem marcar a sua pata, exceto Arlo, porque ele é o mais medroso.

Certo dia um humano aparece roubando dentro das mediações da fazenda em que Arlo e sua família vivem e a partir daí a trama começa a se desenrolar, quando Arlo (Raymond Ochoa) e seu pai vão atrás do humano ladrão.

Após um acidente envolvendo o pai, Arlo acaba ficando muito longe de casa e nesse momento, começa a verdadeira trama do filme, pois o pequeno dinossauro irá conhecer as aventuras que lhe esperam. Com uma história muito bem escrita, a diversão e as lições de moral, no estilo Disney, são os dois pontos que chamam mais atenção no filme, contudo O Bom Dinossauro não é como os outros clássicos da Pixar que marcam a memória de jovens e adultos por muito tempo.

Referências ao primeiro Rei Leão (1994) são inevitáveis em algumas cenas do filme, quanto o tom de nostalgia contribui bastante para a trama. O acompanhante de Arlo, Spot (Jack Bright II), é sem dúvidas o ponto alto do filme porque na história os humanos não falam e, por conta disso, as expressões do garoto falam muito mais que possíveis palavras que um dia ele poderia dizer.

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Os personagens coadjuvantes que são apresentados no decorrer da história são tão interessantes quanto Arlo e seu parceiro Spot. Os “vilões” pterodáctilos são um tanto curiosos e também os mais divertidos em comparação com os velociraptores, que são um pouco chatinhos, mas são os três tiranossauros que comandam a história por alguns minutos antes de desaparecem por completo.

A segunda animação que marcou a volta da Pixar com material inédito para os cinemas não impacta tanto quanto Divertida Mente, mas ainda emociona com uma trama sensível que cativa crianças e adultos e deixa (na maioria das  vezes) um nó de choro na garganta como quase todo filme do estúdio.

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