Amaranthe: quando o rock passeia do pop ao metal

Música boa é sempre música boa, ouvir um bom som naquele momento mais estressante e pesado do seu dia é sempre uma boa alternativa para aliviar os nervos e diminuir a tensão. A banda que tenho o prazer de trazer hoje foi uma dessas boas surpresas, em que num momento de puro estresse me soou como um alívio e sonoridade incríveis. Apresento: Amaranthe!

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Banda sueca-dinamarquesa de death metal melódico e power metal, fundada em 2008 por Jake E e Olof Mörck, na Suécia. Anteriormente o nome da banda era Avalanche, mas que posteriormente foi trocado para Amaranthe.

Devidamente apresentada, aqui vamos nós nos aventurar em sua sonoridade única e diversificada. Amaranthe apesar de ser classificada nos gêneros aqui já citados pelos sites especializados e pela crítica, ela foge do padrão dos dois em diversos momentos, quando ousa e muda a forma como deveria reagir dentro do que é esperado. Simplificando a coisa: quando se deveria apenas ter vocais agudos, encontramos gruturais. Quando deveríamos encontrar somente gruturais e solos de guitarra melódicos (Arch Enemy ♥), encontramos música eletrônica na música. Percebe a “bagunça” sonora? Eletrônica, power metal e death metal.

Contudo, sem desesperos! Não julgue a banda antes de ouvi-la, antes de tentar entender suas particularidades e suas inovações. Razões não me faltam para discordar em 100% em encaixar a banda dentro de um meio existente do metal, pois as misturas experimentadas deram certo e não se encaixam em caminhos já existentes. Desta forma, chamaremos o gênero de “Amaranthe” mesmo!

Vocais limpos e agudos em ação
Vocais limpos e agudos em ação

As misturas na música podem parecer um tanto malucas, mas na verdade o resultado é eclético e  com isso a banda explora a sua musicalidade. Quando ouvimos Afterlife o primeiro estilo musical que vem a nossa mente é power metal, mas logo acompanhado do eletrônico, ficamos em dúvida se é realmente power metal por assim dizer, que logo vem acompanhado de gruturais poderosos e bem executados. Estes gruturais não são arrotados, como muita gente faz, é possível (com o acostumar) ouvir o que é cantado e entender com clareza. A voz aguda de Elize Ryd é um prato cheio aos amantes de bandas como Angra e Epica, soando sempre bem afinada e aveludada. Enquanto Jake E realiza um vocal mais limpo, sem muito destaque, com alguns agudos e graves medianos, mas que logo é explodido pelo gutural de Andy Solvestrom.

Velocidade na música, solos de guitarra bem executados, bateria realizando uma base sólida e vocais alinhados (sem exageros) marcam uma banda que conseguiu fazer o diferente dentro de um meio que está se cansando e desgastando. Notório o trabalho realizado pela parte eletrônica, que parece vir diretamente de artistas como Britney Spears, Lady Gaga e Madonna (por que não, caro leitor?). Posso ter arrancado haters com a minha última declaração, mas toda a parte eletrônica soa bastante inspirada em nomes consagrados da música pop, pelo menos para mim.

Talvez Amaranthe não seja uma música para quem gosta de música pop por si só, mas aqueles que desejam experimentar um tipo de música completamente diferente, que inova num meio saturado. É certamente um prato cheio.

Deixo a vocês uma das minhas músicas favoritas: Invencible. Os vídeo clipes da banda são bem feitos também, agradam bastante. Que tal experimentar essa mistura?