Aves de Rapina: Arlequina e sua emancipação fantabulosa
8Nota
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8.6

Após os acontecimentos do fatídico Esquadrão Suicida (2016), Arlequina (Margot Robbie) busca sua emancipação ao lado das personagens Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Cassandra Cain (Ella Jay Basco) e a policial Renée Montoya (Rosie Perez), formando um grupo contra os criminosos em Gotham.

Para grande parte dos fãs da DC, considerando especialmente os espectadores de Esquadrão Suicida, parecia ser um erro acreditar em filme “solo” de um dos personagens do longa exibido em 2016, e mesmo que o elenco tenha sido um dos poucos acertos, a ideia do longa protagonizado pela Arlequina causou um certo descrédito ao público. Mas, na contramão do que muitos imaginavam, Aves de Rapina mantém êxito na história com o tom divertido e louco do ponto de vista da personagem de Margot Robbie.

Em proporções semelhantes ao Esquadrão Suicida, a direção de Cathy Yan segue uma narrativa não linear (rebobinando) as cenas para dar atenção a origem dos personagens. Mas diferente dos erros em 2016, Aves de Rapina teve êxito ao equilibrar de maneira razoável o tempo de tela do elenco feminino com a construção de narrativas brevemente isoladas mantendo a coerência e o propósito de cada uma delas.

A direção de Yan não tem medo de brincar em tela usando alívio cômico, quebra da quarta parede e cortes não lineares, combinando com proposta do longa e principalmente com estilo louco e autêntico da Harley. Assim como a narrativa assume a identidade das personagens, o visual colorido entre brilhos e paetês contempla a parte estética presente nas escolhas dos figurinos.

A jornada de emancipação é construída ao lado do grupo entoado pelo discurso feminista.

Sendo esse um dos grandes acertos, as cenas de ação ganharam a ajuda de Chad Stahelski diretor da trilogia John Wick de Keanu Reeves. Margot Robbie, que definitivamente nasceu para interpretar a Arlequina, também domina as cenas de ação com excelentes coreografias em meio a estética colorida do filme.

O roteiro de Christina Hodson dá liberdade à personagem para contar sua própria história, após o término de sua relação com o Coringa – momento em que o roteiro assume de fato o relacionamento tóxico – a jornada de emancipação é construída ao lado do grupo entoado pelo discurso feminista.

Ao longo da trama temos uma visão mais profunda de seus personagens, Canário Negro, Caçadora, Cassandra Cain e a policial Renée Montoya apresentam tramas individuais e que ao longo do filme explicam a união da equipe feminina contra o ambicioso Máscara Negra do ator Ewan McGregor, um vilão presunçoso e caricato.

Por último, a DC tem apostado de forma certeira em suas produções mais recentes ao trazer histórias individuais de seus heróis, Aves de Rapina consegue ser insano, divertido e empolgante nas cenas de ação, além de um elenco feminino que se destaca pela interpretação na tela e conquista a emancipação de suas personagens.

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