Bárbara de Medeiros lança “Sindicato das Bailarinas Circenses” nesta sexta-feira

Bárbara de Medeiros é potiguar. Desde pequena caía no sono ouvindo as histórias que seus pais lhe contavam, e, com o passar do tempo, também se mostrou detentora de uma qualidade de escrita surpreendente. Além disso, ela adora ouvir música, assistir a séries e é estudante de direito – e quer seguir carreira de diplomacia.

''O Sindicato das Bailarinas Circenses'' é a segunda publicação impressa de Bárbara de Medeiros

”O Sindicato das Bailarinas Circenses” é a segunda publicação impressa de Bárbara de Medeiros

Seu primeiro livro, ”O Escritor de Sonhos”, um drama psicológico, foi lançado no seu aniversário de 14 anos e vendeu 250 exemplares só na noite de estreia. A tiragem, de 500 livros, atualmente se encontra esgotada.

Para a felicidade geral da nação, vem vindo aí, dia 27 de fevereiro, 3 anos depois de sua estreia – e, portanto, na data do seu aniversário de 17 anos – o lançamento de seu segundo livro: ”O Sindicato das Bailarinas Circenses”, uma reunião de 50 contos, crônicas e poemas que ela vem escrevendo desde os 11 anos e que resultou em 117 páginas. Alguns dos textos são inéditos e outros foram achados, recuperados.

“Foi uma correria. Justo hoje, justo elas! Elas, que nunca deixaram o sorriso sair do rosto. Elas, sempre graciosas, sempre elegantes, sempre obedientes. Justo elas, senhor!
Mas foi. Justo elas. Aparentemente, ninguém gosta de trabalhar sem ser reconhecido. Aparentemente, ninguém gosta de ser subestimado. Aparentemente, bonecas de porcelana quebram e as pessoas têm direito a errar. Quem diria, quem diria…”

Conversamos com ela pra conhecer mais sobre sua vida e esse livro novo. Confira:

Bárbara de Medeiros, autora de ''O escritor de sonhos'' e ''O sindicato das bailarinas circenses''

Bárbara de Medeiros, autora de ”O escritor de sonhos” e ”O sindicato das bailarinas circenses”

O CHAPLIN: O que você curte ler?

Tudo, desde biografias até livros de terror. Atualmente, estou lendo Tarzan, de Burroughs, e antes disso reli “As Vantagens de Ser Invisível” em inglês. Mas admito que os meus preferidos são romances de época, em particular os de Austen e das irmãs Brontë.

O CHAPLIN: O que muda entre o primeiro livro e esse de agora?

Muita coisa, a começar pelo fato que o primeiro livro que escrevi foi um drama psicológico, uma única história fictícia com começo, meio e fim. O meu segundo livro é uma reunião de contos, crônicas e poemas, escritos por mim desde os onze até o meio do ano passado, e todos são muito pessoais, mesmo os contos.
O CHAPLIN: Fala um pouco sobre O Sindicato das Bailarinas Circenses, o que ele significa pra você.
Esse livro novo é algo com que sonho desde pequena, antes mesmo de começar a escrever com frequência. Antes de “O Escritor de Sonhos”, eu não achava que seria capaz de escrever um livro inteiro, então era com um no estilo desse que sonhava. E claro, esse livro é muito importante por mim por ser um grande adeus à Bárbara dos 11 aos 16, uma despedida em grande estilo. Durante esses cinco anos, escrever foi o que me ajudou a enfrentar o que estava passando na minha vida, fosse uma das três escolas que estudei nesse período, fosse os meus próprios pensamentos. Achei que devia a mim mesma, e a quem quer que tenha convivido comigo nesse período ou que possa viver situações parecidas, reunir esses textos que já havia publicado no meu blog e alguns que tinha deixado escondidos, por mais intimidada que eu me sentisse.
11006086_10202469069448408_562948618_nO CHAPLIN: Como foi o período em que você escreveu os textos do livro?
Como ele foi escrito durante anos, tive muitas fases, tanto em se tratar de estilo de escrita como de fase pessoal, e isso se reflete nos textos. De início, meus textos pareciam saídos de um diário, desabafos sinceros e raivosos contra uma pessoa com quem me via obrigada a conviver diariamente. Com o tempo, passei a escrever sobre outros assuntos e de maneira não tão direta, e aprendi – um pouco, veja bem – a escrever poemas e crônicas. Antes, nem eu sabia o que estava escrevendo.
O CHAPLIN: E como é isso de ser uma escritora jovem em terras norte-riograndenses?
O Brasil de uma maneira geral ainda tem muito o que aprender sobre leitura e escrita, e os empecilhos que enfrento são os mesmos que qualquer escritor não-profissional nacional. Não acho ruim, acredito que seja uma etapa a ser enfrentada por quem quer seguir carreira, e enfrentada com bom humor. Gosto do fato de, por não ter ainda renome, eu não tenho satisfações a dar, seja para uma editora ou para fãs, algo que vem como consequência quando nos tornamos conhecidos pelo nosso trabalho. Mas mesmo isso, quando (e se) eu chegar nessa fase, acredito que vá gostar. Tendo a ser uma pessoa facilmente adaptável.
SERVIÇO
Lançamento de ”O Sindicato das Bailarinas Circenses”, de Bárbara de Medeiros
Dia 27 de fevereiro, sexta-feira
A partir das 18h
Na Saraiva do Midway Mall – Natal

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