O confronto masculino de Fevereiro vem tão difícil quanto o feminino. Os dois nomes são Hannibal Anthony Hopkins, e James Bond Sean Connery.

Em O Lobisomem (2010)
Como Hannibal Lecter

Eis aí um ator cujo currículo tenho vontade de conhecer mais profundamente. Anthony Hopkins, mais conhecido por sua atuação como Hannibal Lecter (que lhe rendeu o único Oscar de sua carreira), é daqueles atores com tudo o que tem direito: título de cavalheiro pela rainha, estrela na Calçada da Fama e apadrinhamento por nada mais nada menos que o também ator Richard Burton.

Hopkins nasceu no Reino Unido, estudou atuação na Academia Real de Artes Dramáticas, e já fez quase todo papel que você possa imaginar. E eu sinceramente espero que ele ainda esteja vivo para interpretar o Papa Bento XVI nos cinemas.

Com Isabella Rossellini em O Inocente (1993)

Dentre as suas atuações estão o comentado O Homem Elefante (1980), de David Lynch, e Drácula de Bram Stoker (1992), um dos meus filmes favoritos, em que ele interpreta com excelência Dr. Van Helsing. Além disso, Hopkins já foi padre, assassino, Adolf Hitler, narrador de filme infantil, rei britânico, presidente americano, escritor inglês, Pablo Picasso, Zorro, e por aí vai.

Difícil tarefa é selecionar apenas cinco filmes para a minha doutrinação (e não, minha covardia nao me permite assistir nenhum dos “Hannibais”). Mas vamos lá:

O Leão no Inverno (1968)

Chaplin (1992)

O Inocente (1993)

Nixon (1995)

A Grande Ilusão (2006)

Como James Bond

Com 81 anos de idade e mais de 50 de carreira, Sean Connery se autodeclarou aposentado no ano passado.  Connery é britânico, nascido na Escócia, também contemplado com o título de cavalheiro pela rainha Elizabeth II, e se tornou mundialmente famoso nos anos 60 quando interpretava o famoso agente especial 007, James Bond.

Filho de pais cristãos, Sean Connery começou a vida trabalhando como leiteiro em sua terra natal, serviu a Marinha, foi motorista de caminhão e modelo vivo para artistas do Colégio de Artes de Edimburgo até ter sua primeira oportunidade na vida artística, num musical chamado South Pacific. Na mesma época ele foi terceiro colocado no concurso de Mister Universo de onde, devido a insistência de um amigo, saiu para fazer os testes para a peça, que acabou lhe abrindo o caminho para o trabalho de ator nos palcos, na televisão e nas telas de cinema.

 
Em O Nome da Rosa
 
 

Connery faz parte da trupe decepcionada com o sistema de Hollywood e, por isso, decidiu aposentar-se nos últimos anos para, segundo ele, escrever um livro sobre sua vida. Contudo, até essa data, muitas águas rolaram e o grande ator nos contemplou com maravilhosas atuações. Além dos trocentos 007, Connery também esteve em O Nome da Rosa (1986), a adaptação para os cinemas do romance policial de Agatha Christie Assassinato no Expresso Oriente (1974), Indiana Jones (1989) e no criticado A Liga Extraordinária (2005), seu último filme.

 

007 contra o Satânico Dr. No (1962)

Marnie – Confissões de uma ladra (1964)

007 – Os Diamantes são Eternos (1971)

007 – Nunca Mais Outra Vez (1983)

Os Intocáveis (1987)

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