Eniac Music Festival: Coyotes apresentam garage rock da melhor qualidade

Imagem de divulgação da banda
Imagem de divulgação da banda

Sabe aquele garage rock que te faz lembrar os velhos tempos do rock n’ roll? Quando a primeira banda da noite do primeiro dia de Eniac Music Festival subiu ao palco, pudemos então experimentar o melhor garage rock de Guarulhos (repito, não é exagero). Ainda que um pouco nervosos e tímidos de início, apresentaram um dos melhores shows da noite, com uma sonoridade clássica, suja nas guitarras e limpa nas letras, a banda cativou o público e boa parte dos jurados. Coyotes possui uma presença de palco única, distribuída entre cada membro da banda. Letras chicletes, um som gostoso de se ouvir no carro, em casa e em qualquer lugar. Um power trio que merece ser ouvido nesse cenário tão cansado, necessitado de letras, músicas e conteúdo como este.

O Chaplin: Qual foi o “feeling” do show? O que vocês acharam da energia da galera?

Júlio Cardoso: Foi bom pra caramba, perde um pouco por ser em um anfiteatro, a galera se acomoda sentada no sofá, dá uma confortada, a galera não chega junto no palco, mas foi massa porque mesmo assim a galera se empolgou bastante. Como a gente é uma banda nova, estamos gostando pra caramba. Foi muito massa.

O Chaplin: O som de vocês vai do dançante ao pesado, e possui uma pegada mais forte…

Júlio Cardoso: A gente dá um pouco da parte mais tranquila, das ondas suando pra parte do rock ali, como aquela guitarra distorcida, o baixo pesadão e a batera dando o recado.

O Chaplin: Há quanto tempo vocês estão juntos?

Júlio Cardoso: Estamos juntos há dois anos.

O Chaplin: Quando saiu o primeiro CD?

Júlio Cardoso: O Primeiro EP saiu agora no dia 27 de Setembro, a gente é novo. Esse é o nosso terceiro show desde que nós lançamos o nosso EP e lançamos a banda. A gente só está visualizando qual será o caminho.

O Chaplin: Como foi tocar no Hangar 110? Lá é um lugar em que bandas referências como CPM 22, Hateen, Hardneja Sertacore, Raimundos, etc, tocaram. Como foi a experiência?

Júlio Cardoso: É uma puta pressão, desde um corredorzinho que você passa antes de entrar no palco que aquilo fica tremendo. Você sai do camarim e tem um corredor que é uma ponte que fica tremendo e tem o palco já ali. Pra gente que está no independente o Hangar é o topo. Aqui em São Paulo, pelo menos, é a casa que mais representa o independente, no rock e até em outros estilos. Fazer o show de lançamento lá foi demais. A gente está com um EP, então não pensamos em lançar as mídias físicas agora, a gente quer logo lançar o disco, no início do ano. Demos uma segurada mais pela internet, pra depois pegar lá e lançar o disco mais pra frente.

Mag Ramos: A galera tá mais ligada nessa mídia online.

O Chaplin: Como é o relacionamento com os fãs nas redes sociais?

Júlio Cardoso: Eles estão participando bastante, curtindo o som. A gente tá propondo passar essa mensagem de boas vibrações, porque o mundo chegou num estágio que está sobrecarregado, está todo mundo correndo, todo mundo fazendo muita coisa, então a gente gosta do contrário. A gente gosta de relaxar, ficar tranquilo, a gente passa essa mensagem pra galera: “vamos pensar positivo”. A gente sempre deseja muita luz pras pessoas, porque é uma coisa que falta, no meio da correria do dia a dia fica assim.

O Chaplin: E o cenário guarulhense, como está?

Felipe Saraiva: Ao que tudo indica, terá uma mudança, o povo está se unindo, não importa se é o rock, rap ou reggae.

Júlio Cardoso: Tem evento em Guarulhos que tem banda de reggae, de rock. As coisas estão mudando.

Coyotes no Eniac Music Festival
Coyotes (Felipe Saraiva, Júlio Cardoso e Mag Ramos) no Eniac Music Festival