Sabe aquela dor de cabeça insuportável após uma noite muito louca de balada e bebedeira com os amigos: a famigerada ressaca? Pois bem, é assim que o leitor de Espada de Vidro, a continuação de A Rainha Vermelha se sente após a leitura.

Com partida a partir do final do primeiro livro, a protagonista Mare Barrow e o príncipe Cal agora são fugitivos do reino. Ambos apoiam à Guarda Escarlate em derrubar de vez Maven, que assassinou o próprio pai e tomou o poder incriminando Cal – seu irmão – pela morte do pai. Dessa vez, o principal propósito da trama é buscar sanguenovos – seres que nascem vermelhos com poderes de prateados – assim como Mare. E, claro, a sub-trama e também o principal propósito da protagonista de derrubar Maven do poder não só por vingança, mas também por necessidade.

A narrativa romanceada ainda impera nas 494 páginas, mesmo que Mare Brown pareça bem mais dura do que no primeiro livro. Mesmo assim, parece que Victoria Aveyard não aprendeu nada no espaço de tempo entre o primeiro e o segundo livro. Não há grandes diferenças entre os dois livros. A autora repete os sentimentos já descritos linhas acima e nem desenvolve alguma novidade sobre a personagem principal e sobre os coadjuvantes.

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Isso mostra, possivelmente, uma preguiça da autora, que pode ter duas explicações óbvias: a obrigação de lançar um livro seguido do outro; ou a busca da própria autora para agradar os fãs e a si mesma com seus pseudo best-sellers. Em algumas páginas, fica muito clara a inspiração da autora em Jogos Vorazes, história famosa de distopia que ganhou os cinemas. E, por isso, é tão lastimável ver que muitos jovens rapidamente se identificam com as personagens do livro, tão rasos e tão confusos quanto o universo que – creia, caro leitor, ainda dá brecha para um terceiro livro – Victoria Aveyard nos apresenta.

Sinto-me na obrigação de reafirmar aqui o quanto Victoria precisa melhorar em sua escrita e desenvolvimento de seus personagens. Se tenho que deixar um conselho para o leitor, fica a dica: não se iluda pela capa incrível – obra da caprichosa Editora Seguinte –  que a o livro tem. A história, de fato, não vale a pena.

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