Festival DoSol: quarto dia com Pitty e mais 7 vidas pra recuperar o fôlego

O quarto e último dia do Festival DoSol, pelo que se pôde ver nas redes sociais, era o mais aguardado. Desde o anúncio de sua chegada para o encerramento do evento, era possível observar nos rostos da minha geração e muitas outras – 5 anos para mais e para menos – uma euforia. Começando uma nova turnê nacional, a baiana Pitty e sua banda chegariam no DoSol para mostrar, naquele fim, o poder que o rock ‘n roll tem para extravasar os sentimentos.

Foto: Sylara Silvério
Foto: Sylara Silvério

Com seu novo disco lançado em junho, acreditávamos que a banda apresentaria o novo trabalho, o disco “Sete Vidas”, e se limitaria a três ou quatro músicas antigas, mas o que aconteceu e surpreendeu a todos foi o contrário. A set list da apresentação pode muito bem ser comparada ao disco {Des}concerto (2007), que faz um apanhado dos maiores sucessos da banda.

IMG_3570Talvez seja por esse diálogo com a história, vagando todos os discos que elevaram sua carreira, que a entrega que Pitty apresentou no palco tenha cativado tanto os fãs ao ponto do clima no Teatro Riachuelo não ser outro se não o de que o teto a qualquer momento desabaria diante de tanta empolgação e juventude à flor da pele. Dito isto, vamos aos pontos em destaques, que foram muitos, quase incontáveis.

Do primeiro disco, Admirável Chip Novo (2003), Pitty cantou Teto de Vidro, Admirável Chip Novo, Máscaras, Semana Que Vem, mas foi com Equalize que todos, casais ou não, cantaram muito. Do segundo disco Anacrônico (2005), ela cantou Memórias, Anacrônico, Déjà Vu e, assim como no caso do disco anterior, quando Na Sua Estante começou a tocar, a temperatura subiu e não se cabiam de lágrimas meninas e meninos ali presentes. Foi realmente de arrepiar! Do {Des}concerto, Pitty tocou Pulsos e do Chiaroscuro (2009), Água Contida e Me Adora. O Setevidas (2014), o mais novo trabalho, foi um dos últimos a ser tocado, se limitando às faixas Setevidas, Pouco, Deixa ela Entrar e Serpente, finalizando a apresentação.

Entre pessoas desmaiando e sendo carregadas pelos amigos, muitos efeitos de luz e reproduções holográficas, Pitty esgotou as energias de todos. Entre gritos, mãos pra cima e muitos pulos, esse de fato foi um dos melhores shows a que já presenciei. E para mais, ficam a minha saudade, a voz rouca e os meus agradecimentos a esse show e todo o Festival DoSol.

Se relembrar é viver, então vamos trazer alguns clássicos da banda:

Abaixo, a galeria completa com a cobertura fotográfica de Sylara Silvério do show que aconteceu no último dia 10 de novembro, no Teatro Riachuelo:

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Gustavo Nogueira
Estudante de jornalismo, com um tombo por cinema e literatura. Curte um festival de música assim como um bom gole de café. Enquanto não acha seu meu rumo, continua achando que é a pedra no meio do caminho.
Gustavo Nogueira

Gustavo Nogueira

Estudante de jornalismo, com um tombo por cinema e literatura. Curte um festival de música assim como um bom gole de café. Enquanto não acha seu meu rumo, continua achando que é a pedra no meio do caminho.

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8 anos atrás

[…] Não é a primeira vez que Pitty e Nando Reis vão participar do festival Mada, tanto que a última participação de Pitty no Mada foi com a banda Agridoce, projeto paralelo dela com Martin. Vale lembrar que ela tocou no ano passado no “quarto dia” do Festival Dosol, no Teatro R… […]

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