Por muito tempo, tentou-se levar as aventuras de Snoopy e toda sua turma para as telas do cinema. Finalmente, em 2007, Craiq Shulz, filho do cartunista Charles M. Shulz, responsável pela criação dos tão queridos personagens, resolveu que era chegada a hora. Juntou-se ao seu filho e daí elaboraram o roteiro do filme que acaba de chegar aos cinemas de todo Brasil: Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, o filme.

Charlie Brown e sua turma são surpreendidos pela chegada de uma nova aluna à escola, que fica conhecida pelo seu marcante cabelo ruivo e logo desperta o interesse de Charlie Brown, que embarca numa série de tentativas de conquistar a garotinha. Enquanto isso, Snoopy viaja por uma fantasiosa aventura com Fifi.

Na aventura, nos deparamos com personagens fiéis aos que já conhecemos nas tiras, mas de qualquer forma a história parece infantil além da conta, sem conseguir emocionar de 8 a 80, como ocorre nos quadrinhos. Um Charlie Brown fadado à ações fracassadas que, também por causa disso, tem uma baixa autoestima de dar pena. Inclusive, é exatamente essa ferida, essa insistência em acertar – e nunca conseguir – que primeiramente nos conecta com o personagem. O Snoopy continua como sempre: atrapalhado, romântico, engraçado.

Há uma pequena discussão sobre o gênero ‘‘fofo”, tanto em quadrinhos quanto em poesia, cinema… Então, digamos que esse filme poderia se encaixar exatamente nessa categoria. Ouvimos algumas poucas risadas durante a sessão e uma ou outra pessoa dizendo um apaixonado ”oown”. Enquanto o personagem de Charlie Brown provoca pena e desperta uma torcida para que consiga o que ele quer – seja escrever uma atividade da escola, ganhar um concurso de dança ou conquistar a garotinha pela qual se apaixonou -, Snoopy e Lucy são responsáveis pela grande maioria das risadas.

O filme é uma boa pedida pra ir ver com as crianças. É fofo, bonito e divertido – mesmo sendo pouco para 1h30.

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