”Gigantes” é o romance de estreia do ator, diretor e roteirista carioca Pedro Henrique Neschling. E uma belíssima estreia, por sinal.

A trama segue em torno das vidas de cinco amigos desde o Ensino Médio até a vida adulta. Apesar do currículo de Neschling apontar que ele é um potencial conhecedor de narrativas, esse livro chega a surpreender de tão simples que é, sem grandes reviravoltas ou outros artifícios, e mesmo assim funciona plenamente.

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Cada um dos personagens (Fernando, Duda, Camila, Zidane e Lipe) é extremamente bem desenvolvido, embora tenham sido construídos, obviamente, em cima de estereótipos muito comuns. Nos apegamos desde o princípio a eles porque a história de transição é comum a todos nós, portanto a identificação é inevitável. Eles precisam se desenvolver e amadurecer com o decorrer da trama, e é impossível não querer segui-los e saber o rumo de suas jornadas.

A história é simples e escrita de forma muito sensível. O que mais encanta é que há um rockstar, há um menino que receia contar aos pais sobre sua homossexualidade, há um casal que se separa… É uma história real, com personagens cobertos do que há de mais humano, que é o erro.

Neschling constrói uma história repleta de música, leveza e simplicidade, que leva até o mais inabalável leitor a se emocionar e questionar a forma de viver a vida, e, principalmente, aprender um pouco a viver sem levar tudo tão à sério.

A edição é da editora Paralela e o projeto gráfico não convence no intuito de causar nostalgia ao fazer alusão a uma cena típica de  anos escolares, mas o livro é tão bem escrito, o que consegue superar esse entrave inicial.

É uma história cheia de altos e baixos, divertida, leve e que tem muito a nos ensinar.

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