Homem-Formiga, o herói que supera a física
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Para os leitores de longa data da Marvel Comics, Homem-Formiga não é um herói estranho ou “novo”. Entretanto, para os espectadores recentes, o personagem traz algo novo para o universo Marvel nos cinemas.

O herói que supera a física teve sua primeira aparição em 1961 no quadrinho Tales to Astonish #27, criado e desenvolvido pelos lendários Stan Lee e Jack Kirby. Nos quadrinhos, o super-herói nunca teve um grande arco de respeito ou até mesmo grandes vilões, portanto caiu no esquecimento. O herói fez participações em longas animados da Marvel, além de ter criado o robô Ultron (vilão do filme nos Vingadores 2), porém isso ocorreu apenas nos quadrinhos.

Por ser um herói desconhecido do grande público, o filme não fez tanto sucesso quanto os outros da Marvel, mas o Homem-Formiga possui uma mitologia fantástica que transcende os quadrinhos e é jogado na tela com maestria. Na trama, Hank Pym (Michael Douglas), o primeiro Homem-Formiga e criador das partículas Pym, já está aposentado do cargo do herói e procura agora um substituto apto para vestir o manto, e ele é Scott Lang (Paul Rudd). Scott por outro lado é um presidiário que busca a redenção com a sua família e tenta reconquistar a afeição da filha.

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Scott Lang (Paul Rudd) e Hank Pym (Michael Douglas) confronto de gerações

Então é aí que se dá o estopim para a história se desenrolar: Darren Cross (Corey Stoll), o vilão do filme, quer se vingar de Pym por motivos um tanto quanto fracos, e é isso que faz com o que o filme caia um pouco de qualidade. O vilão não tem um propósito forte, parece até um tipo de vingança de adolescentes, típicos de filmes de patricinhas dos anos 80. Exceto o antagonista, o longa é imperdível, o conceito de ficção científica é bem interessante sobre o mundo paralelo, o universo sub-atômico.

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Vilão Darren Cross (Corey Stoll) é ponto fraco do filme

Os tons de humor têm o tempo certo, diferente de Vingadores 2, a relação entre todos os personagens é bem interessante. O mix de aventura, drama e ação no filme fluem, o tempo de tela de cada personagem é bem cadenciado, o que deixa as quase duas horas de filme agradáveis. Claro que os dois lados de Hank Pym são mostrados no longa, o tal lado “sombrio” e o lado cientista. Este lado sombrio para os leitores de HQ é bem familiar já que Hank é conhecido por bater em sua mulher, além de ficar muitas vezes doido de pedra.

Há espaço também para o desenvolvimento da filha de Pym, Hope Van Dyne (Evangeline Lilly, aquela que fez “Lost”), que tem carisma para dá e vender, sua relação com Scott também é bem equilibrada.

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Homem-Formiga traz com efetividade o que é realmente o herói. Paul Rudd caiu feito uma luva para o personagem, trazendo sua bagagem de comédias românticas, o que atribui simplicidade e leveza ao personagem. O longa também faz ligações diretas com as próximas produções nas telonas da Marvel e, sem dúvidas, vale muito o ingresso e a pipoca.

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