Hotel Transilvânia 2 garante altas doses de fofura
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A fórmula para deixar mais “fofinhos” personagens considerados aterrorizantes para as crianças – que deveriam ter medo deles – é algo que sempre funciona, a prova disso, é o sucesso do primeiro filme da franquia, lançado em 2012, e de outros filmes do mesmo gênero como “Monstros S.A. A continuação, “Hotel Transilvânia 2”, é a elevação ao cubo desse efeito de “fofura” mórbida, tudo por conta do personagem ruivinho de cabelo cacheado, Dennis, o neto do Drácula.

Novamente com direção de Genndy Tartakovsky (O Laboratório de Dexter/ Samurai Jack) o filme foca mais no relacionamento entre Drácula, sua filha Mavis e seu neto Dennis, deixando Johnny (pai de Dennis) como um coadjuvante meio abobalhado e apagadinho. Diferente do primeiro filme, esse mostra uma relação bem mais à vontade entre humanos e monstros, tanto que agora eles freqüentam inclusive o mesmo hotel do Drácula. A interação com a tecnologia, que também era explorada no primeiro filme, vira base para piadinhas, embora haja um excesso de propaganda subliminar de produtos da Sony (produtora do filme) tais como notebook Vaio e celulares, não tão visível em “Hotel Transilvânia” (2012).

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Alguns personagens super engraçados, como a mulher do Frankenstein, simplesmente não são explorados nessa continuação. A trilha sonora produzida pelo vocalista da banda “Devo“, Mark Mothersbaugh, evoluiu, sendo agora repleta de músicas pop como “Going down for Real” do Flo Rida e “Worth it” do Fifth Harmony e musiquinhas de ninar com versões macabras (evoluídas do original). A girlband inclusive fez um clipe com a música tema da produção, “I’m in love with a monster”, onde aparecem cenas do longa.

Assisti ao filme em 3D e nunca vi um 3D tão bem trabalhado no conceito de realmente parecer “um olhar de quem está vendo as cenas de um local dentro do próprio filme”, diferente de produções que investem em profundidade de cena pouco expressiva. Os objetos e paisagens simplesmente parecem estar bem na sua frente, e vale muito à pena. As cores e o design de cenários e personagens também parecem muito vívidos e coloridos, capazes de atrair bastante a atenção das crianças.

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Mas para quem procura um roteiro bem trabalhado, cheio de lições de vida ou emoções mais comoventes, o filme deixa bastante a desejar. Sua história, por envolver temática de relações familiares, poderia ter sido trabalhada de forma a provocar sentimentos mais nostálgicos de aproximação com o telespectador (como é visto em Up e Divertidamente) ao invés de ser apenas mais uma produção fofinha e divertida voltada apenas para crianças.

A surpresa fica por conta de Adam Sandler ter participado não apenas da dublagem, mas do roteiro de Hotel Transilvânia 2, que também conta com estrelas como Selena Gomez (Mavis) e David Spade (Murray), na sua versão original. Felizmente, tive a oportunidade de assistir o filme dublado e me surpreendi com um lobo Wayne com um sotaque paulista incrível feito por Jorge Lucas.

Veja o Trailer do filme

Assista I’m in Love With a Monster

One Response

  1. Avatar
    Pía Ortiz

    A criança é adorável, ele é um excelente caráter. Em suma, o filme, que ultrapassa de longe o seu antecessor (quero compartilhar com vocês nos próximos tempos de lançamento: http://www.hbomax.tv/sinopsis.aspx?prog=TTL600927), fornecer ao público entretenimento e diversão em festas mesma, ao ensinar-nos uma lição: não importa de onde você vem, ou por que você é diferente. O que realmente importa é saber como aceitar os outros como eles são, sem querer impor o nosso modo de vida. A lição que muitas pessoas ainda não foram aprendidas para realizar na vida cotidiana.

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