A película de Gaspar Noé, lançada em fevereiro de 2002, conta a história de uma vingança, o que pode soar clichê, mas não espere isso do filme francês independente que ganhou o Cavalo de Bronze no Festival de Estocolmo e críticas de “filme com uma das cenas mais pesadas do cinema independente”. Irreversível se destaca por os eventos de sua história acontecerem todos de trás pra frente, incluindo até os créditos nessa metodologia, sendo exibidos no começo do filme.

Monica Bellucci interpreta a sensual Alex

Recheado de cenas confusas, chocantes e agressivas que contrastam com os momentos românticos e sensuais do casal Alex (Monica Bellucci) e Marcus (Vincent Cassell), o filme conta ainda com outra particularidade do diretor: A forte presença de câmeras nervosas e que giram ao ponto de causar náuseas, tornando o filme mais cru, lembrando o lado falho e ruim do ser humano. Isso faz com que o telespectador sinta o desespero de Marcus ao ver a namorada com o rosto desfigurado em uma ambulância e, compelido pelo efeito da cocaína e desejo de vingança, siga em uma busca desenfreada pelo agressor.

O fim do filme nos mostra a frase “o tempo destrói tudo”, fazendo uma brincadeira sádica com o roteiro do filme e deixando quem o assiste repleto de “e se…”s, pensamentos acerca de eventos que deixaram de acontecer por fração de minuto e ações impensadas, resultando na drástica situação retratada pelo filme. É impossível assistir Irreversível sem refletir acerca da onipresença do destino em nossas vidas, no tempo e nas consequências das escolhas que tomamos diariamente. É um filme que deixa uma forte impressão em quem o assiste.

Alex, momentos antes de cena tida como a mais pesada do cinema independente.

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