Lista: Especial Dia dos Pais

Seguindo a tradições de todos os clichês comemorativos que adoramos aqui no blog, não poderíamos deixar o dia dos pais passar batido. O cinema está recheado de paizões, alguns que cuidam da prole, outros que dão trabalho aos filhos… Alguns são fonte de aprendizado, outros de coragem e força. Há aqueles ainda que se tornam fontes de rancor. Mas para não perder o romantismo do dia, vamos falar apenas sobre aqueles pais bacanas, que acabam nos servindo de exemplo até na vida real. Ficam as dicas para os pais e filhos cinéfilos que querem comemorar o dia de uma forma diferente.

O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola, 1972)

o poderoso chefão

A saga da família Corleone foi contada em três partes pelo diretor Francis Ford Coppola, mas no caso, vamos nos ater ao primeiro filme. Vito Corleone (Marlon Brando) é um pai amoroso, cuidadoso, que preza pela família e seus “apadrinhados”, mas também é um cruel e temido líder da máfia de Nova York. Embora tenha ficado famoso como filme de gangster, “O Poderoso Chefão” é um filme que trata de respeito, valores familiares e o amor e dedicação de um filho, Mike (Al Pacino) por sua família e em especial por seu pai. Vencedor dos Oscars de Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator (Marlon Brando).

Kramer VS. Kramer (Robert Benton, 1978)

Ted Kramer (Dustin Hoffman) é um daqueles que acredita que o trabalho vem antes da família e Joanna (Meryl Streep), sua esposa, cansada de ter de lidar com a situação, sai de casa, deixando Billy, o filho do casal, com o pai. A partir daí, Ted é obrigado a dividir seu tempo entre as obrigações do trabalho, seu filho e as atividades domésticas. Quando por fim consegue estabilizar seus afazeres, Joanna reaparece exigindo a guarda de Billy.  Eis então que começa a briga judicial pela custódia da criança. Vencedor dos Oscars de: melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Dustin Hoffman), melhor atriz coadjuvante (Meryl Streep) e melhor roteiro adaptado.

A Vida é Bela (Roberto Benigni, 1997)

Tudo bem que “A Vida é Bela” foi o carrasco do nosso “Central do Brasil” no Oscar do ano, mas não encaro a escolha da Academia como injusta. Esse é um grande filme sobre o holocausto, mas principalmente sobre as relações humanas, sobre família, simplicidade, felicidade e sobre a beleza da vida! Roberto Benigni é um grande artista e assinou não só a direção, como o roteiro, e ainda foi protagonista do filme. Guido (Benigni) é um judeu na Itália da  Segunda Guerra Mundial e acaba sendo mandado para o campo de concentração junto com seu filho, o pequeno Giosuè. Devido a calma, o humor e o amor que demonstra, acaba contornando a situação e fazendo seu filho acreditar que tudo não passa de um jogo. A Vida é Bela é um filme apaixonante e emocionante e, ao contrário do que a temática possa sugerir, passa longe de ser um filme triste.

Uma Lição de Amor (Jessie Nelson, 2001)

Sam (Sean Penn) é um pai dedicado e extremamente amoroso, fã dos Beatles e o melhor amigo de sua filhinha, Lucy (Dakota Faning). Em “Uma Lição de Amor” (2001) Sam tem de mostrar na justiça que é capaz de criar sua filha mesmo com seu problema mental. Munido de uma belíssima advogada, (Michelle Pfeiffer) luta na justiça para garantir seu direito de ser pai. Uma narrativa delicada traz Sean Penn irretocável e uma trilha sonora recheada de canções dos Beatles.

À procura da Felicidade (Gabriele Muccino, 2006)

Tudo bem que é com Will Smith e tudo bem que é com o Jaden Smith que está mais enjoativo que nunca, mas o enredo já vale o espaço de “À procura da Felicidade” nessa lista. Chris Gardner perdeu quase tudo: esposa, casa, dinheiro… Resta-lhe ainda o seu filho, o pequeno Christopher, que acaba sendo o seu estítulo para a busca por dias melhores. Apesar das dificuldades que os dois enfrentam juntos, das noites em claro e das necessidades, Gardner persiste em seus objetivos, tendo a frente bons valores e a honestidade, por acreditar que dias melhores estão por vir para ele e seu filho. O filme é baseado em uma história real e já arrancou lágrimas dos mais carrancudos pais.

Os Descendentes (Alexander Payne, 2011)

O diretor e roteirista Alexander Payne é ótimo em falar sobre conflitos do homem comum. Em “Os Descendentes”, ele narra a história de Matt King (George Clooney) descendente de uma família importante do Havaí e dono de terras cobiçadas na ilha. Com uma esposa em coma, Matt, o pai que passa a maior parte do seu tempo fora de casa, no trabalho, tem de cuidar de suas duas filhas, Alex (Shailene Woodley), a adolescente problemática, e Scottie (Amara Miller). A união entre pai e filhas vai sendo feitas à medida que o desenrolar da venda das terras da família é concluídas.

Tão Forte e Tão Perto (Stephen Daldry, 2011)

Imagina ser um garoto retraído e perder o seu melhor amigo subitamente em um acidente inesperado. Isso acontece com Oskar Schell (Thomas Horn), um garoto de dez anos que se depara com a morte do pai (Tom Hanks) durante os atentados de 11 de setembro. Ao tentar buscar resquícios do que ainda pode existir das memórias de seu pai, como uma maneira de estar mais perto dele, Oskar acaba descobrindo mais sobre si mesmo e sobre o mundo. O filme repercutiu bastante, tendo conseguido indicações e alguns prêmios em vários festivais e premiações norte-americanos, inclusive no Oscar.

Gonzaga – De Pai Para Filho (Breno Silveira, 2012)

O filme veio para homenagear o famoso “Gonzagão”, mas quem foi na esperança de encontrar uma cinebiografia sobre o rei do baião nos cinemas, encontrou uma emocionante e complexa relação entre pai e filho. Luiz Gonzaga e Gonzaguinha são dois grandes nomes do cenário musical nacional, um pernambucano e “do povo”, o outro carioca e revolucionário. Personalidades e ideias diferentes permearam esse relacionamento que sempre enfrentou altos e baixos. Um grande filme nacional, com uma grande história de dois grandes homens.