Os bons ventos potiguares têm apresentado gente de alto nível musical nos últimos tempos, como a revelação do ano passado do Prêmio Hangar de Música, Artur Soares, mossoroense de nascimento e artista do mundo. Na última terça-feira (5) o moço de cabelo enrolado, poesia e sotaque nordestinos lançou seu novo videoclipe, “Ma Nêga”, single inédito que deve fazer parte de seu mais novo álbum (ainda sem título) com previsão de lançamento para 2015.

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Cena do clipe “Ma Nêga”

A gravação do vídeo teve locação nas cidades de Natal, Mossoró e em Rio do Carmo, povoado próximo a Mossoró. Ao longo dos 4 minutos e 11 segundos de duração, Artur aparece ao lado de suas várias “pretinhas”, dentre elas estão a cantora Khrystal e a atriz Tony Sales. O roteiro foi idealizado pelo próprio cantor e a produção é assinada pelo Som Sem Plugs e Adriano Pinheiro.

O garboso Artur aparecMa_Nêga_e de forma muito espontânea tocando, cantando e “xavecando” todas as belíssimas mulheres ao longo do clipe. “Ma Nêga”, gravado há poucos meses é tão bem produzido quanto o seu primeiro videoclipe, “Meu Fusca Charlie“. Aliás, os artistas locais, vide Far From Alaska e Talma & Gadelha, têm se preocupado bastante com os clipes que produzem, umas vez que é umas plataformas mais bacanas de se difundir uma música.

Se em seu debut, Bodoque, Artur cantou as belezas de sua “Branquelinha”, eis que agora ele encontrou-se enamorado pela Ma (que no hindu significa “mulher”) Nêga.  Tomando como base seu o single, que estás disponível para download no Soundcloud, o cantor mantém-se com a mesma pegada nordestinesca e autoral.

Sobre os planos futuros de sua promissora e deveras interessante carreira, o simpático moço joga o charme: “Meus planos são os de continuar fazendo a música do jeito que gosto de fazer, não procuro traçar metas ou coisa parecida, vou vivendo e compondo os passos, como no repente da embolada”. E que continue assim nessa levada criativa!

2 Responses

  1. Avatar
    Francisca Sena

    É uma das músicas mais racistas e sexistas que já ouvi. As cores, a melodia e os sorrisos do clipe não conseguem mascarar estas opressões históricas, pois suas marcas e seu fedor são insuportáveis. Até quando???

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      Luiz augusto

      Não vi racismo, achei as cores muito bonitas (são da minha cidade, são lindas) sobre o fedor deve ser ai na sua casa, aqui não senti catinga nenhuma.

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