
O artista potiguar Manoel do Côco morreu na sexta-feira (2) e foi velado neste sábado (3), em Natal. Por causa de um câncer, ele estava internado no Hospital Santa Catarina, Zona Norte da capital potiguar. Ele era considerado um dos maiores repentistas do país. Nascido no município de Barcelona, Manoel Francisco Basílio começou sua carreira em 1986 quando apresentou-se por treze anos na casa de shows Zás-Trás, em Natal, além de fazer apresentações nas praias de Natal
Manoel sempre se preocupou em retratar a cultura do estado em seus trabalhos. Em 1997, lançou o CD “Emboladas”, onde interpretou as emboladas Calor da vaquejada, Cheiro de gado, Cheiro do Norte, Compadre Bill, Jogo dos bichos, Saudades do Nordeste, Sou de Natal e Sou rei da noite.
A partir da repercussão desse disco, fez apresentações em programas de televisão. Atualmente, ocupava um cargo na Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, onde atuava na Fundação Cultural Dona Militana, nome de uma das mais conhecidas romanceiras do país.
Manoel nasceu em 20 de julho de 1947. Era filho de Manoel Bazílo da Silva e Maria Francisca da Cruz, casou-se duas vezes, tendo nove filhos, sete do primeiro casamento e dois do segundo. Era de família humilde, trabalhava desde cedo, dificultando, assim, sua vida escolar.
Seu trabalho é cultural e sempre enfatizou a cultura nordestinas em seus repentes. Além de Emboladas, gravou mais quatro discos “Do Tamanho do Brasil”, “Portal dos lençóis”, “Portugal na Literatura Brasileira” e o “Melhor do Manoel do Côco”.
No final deste texto, você pode conferir um vídeo de um casal que filmou sua apresentação na Praia de Ponta Negra. Na descrição do vídeo fala que o casal responsável pela gravação viajara para lua de mel em Natal e tinha encontrado o repentista. 16 anos depois embarcaram para capital potiguar junto com os filhos. O artista fez um repente de última hora, que atraiu risos e aplausos do público presente. Veja a seguir:
Natalense, jornalista, gosta de música, livros e boas histórias desde que se entende por gente. Também tem uma quedinha pela fotografia.