“A culpa é das estrelas” é um filme baseado no livro homônimo do escritor americano John Green, que alcançou um sucesso estrondoso, tornando-se um best seller. Sua adaptação para os cinemas também não fica atrás: lançado em 2 de junho deste ano, o longa foi dirigido por Josh Boone, que também trabalhou em “Ligados pelo amor”.  Ambos contam a história de Hazel (Shailene Woodley, Divergente) e Augustus (Ansel Elgort, Divergente), um típico casal de adolescentes americanos, não fosse por um detalhe: os dois precisam lidar com a presença assustadora do câncer em suas vidas.

The-Fault-In-Our-Stars-Trailer

Hazel lida com um câncer de tireoide que se espalhou para os pulmões desde os treze anos de idade, fazendo com que sempre tenha que carregar consigo uma bomba de oxigênio. Augustus, por sua vez, tenta se recuperar de um câncer nos ossos que já lhe custou parte da perna.  Eles se conhecem num grupo de apoio a pessoas com problemas semelhantes.

fault-in-our-stars-07O que mais chama a atenção no filme é, obviamente, a temática do usual do romance, mas sob uma nova perspectiva: não é um casal de vampiros, lobisomens, mutantes, bruxos ou tudo isso misturado, mas sim um casal de adolescentes comuns, que infelizmente se conheceu por causa de uma doença muito agressiva e que, mesmo sabendo que poderão sofrer, decidem viver essa história.

É muito importante abordar esse tema quando se tem em mente o público alvo do filme, composto principalmente por adolescentes, pois mostram personagens que podem ser reais e uma história que pode estar acontecendo de forma parecida em sua cidade, o que faz do enredo algo bem mais palpável se comparado a outros que têm feito sucesso nos cinemas e nos livros nos últimos anos. Hazel e Augustus provam que o amor pode acontecer com qualquer pessoa, e em qualquer circunstância ele merece ser vivido, chegando até mesmo a mostrar um pouco da sexualidade do casal (e quebrando muitos tabus com isso).

Em uma das cenas do filme, quando os dois estão se conhecendo, Augustus põe um cigarro na boca, o que deixa Hazel obviamente chocada, mas logo ele explica que é uma metáfora: é possível estar perto de coisas prejudiciais, mas elas só farão mal se permitirmos. Esse pensamento atravessa todo o filme, pois Augustus está sempre pondo um cigarro na boca, contrastando com a imagem de glamour, charme e sofisticação que o cinema associou à substância por décadas, e só agora esse rótulo está sendo contestado pela própria sétima arte.  Milhões de pares de pulmões sofridos agradecem pela dica.

Fault-In-Our-Stars-467Um dos poucos momentos falhos do filme, no entanto, estão nas cenas em que o casal se comunicava por mensagens de texto, que apesar do capricho na fotografia, e da técnica já vir sendo usada em alguns filmes, não me agradou. As mensagens trocadas eram representadas por meio de uma edição onde o texto era mostrado geralmente ao lado do rosto de um do personagens, e com um design digno de ser usado em “Malhação”. Nessas cenas, as vozes dos atores poderiam ser usadas para mostrar as mensagens, ou focalizá-las direto dos celulares do casal.

Apesar desse incômodo e dos clichês que envolvem o filme, vale a pena assisti-lo, pois mostra uma história de amor realista, não sem dor, mas intensa e cheia de vida.  Emocionará pessoas saudáveis e marcará intensamente pessoas que estão enfrentando um câncer.

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