Ao menos na Fox. Vazou o piloto da aguardada série Lucifer, adaptação dos quadrinhos da Vertigo, e é claro que eu corri para assistir.

Antes de mais nada, não eu não li os quadrinhos . Porém, li suficientes resumos para saber que ela em nada se parece com a série. Portanto se você fã louco pelas histórias do tio Lu e espera ver a imagem e semelhança das HQs na TV, pode ir perdendo as esperanças.

Atenção: apesar dos meus esforços em evitar spoilers, acredito ter escorregado em alguns momentos.

O plot oficial se centra em Lucifer que, entediando com o inferno, resolveu deixar o lugar e todas as suas funções para viver no plano terreno. Ele abre uma boate e dedica muito de seu tempo a observar os humanos, não necessariamente planejando corrompê-los (como deveria ser). Na verdade, ele parece muito mais movido pela curiosidade sobre a natureza humana.

O piloto mostra dois padrões que a série deve seguir: investindo no humor sarcástico do protagonista e tendo a investigação criminal como pano de fundo. O primeiro padrão funcionou muito bem, a melhor coisa do episódio foi o aparentemente desconhecido ator britânico Tom Ellis que encontra-se mais à vontade impossível na pele do caído. O personagem é sexy, carismático, sarcástico e sim ainda consegue transpassar certa obscuridade, afinal não podemos esquecer quem ele é, não é mesmo?

O padrão de investigação criminal é que preocupa (e muito!). Até por não ter lido as HQs, me recuso a fazer comparações e julgar a falta de fidelidade, porém mesmo que Lucifer fosse uma produção original, a fórmula policial está tão desgastada que a trama pode facilmente cair na mesmice. No piloto, uma amiga do protagonista a quem ele ajudou a alavancar a carreira no passado é misteriosamente assassinada. Ele então começa uma investigação própria atrás do assassino e seu caminho inevitavelmente converge com a detetive Chloe Dancer (Lauren German) que, diferente do resto dos mortais, é imune aos seus encantos. É claro que eles não se dão bem e é claro que surge uma tensão sexual (novamente mesmice!).

Outra questão são os efeitos especiais. Houveram muitas críticas – e com razão – aos olhos do personagem que em 4084831285-tom-ellis-interpreta-luciferdado momento mudam de cor. Sinceramente aquele efeito não ficou nada bom. No entanto, algumas produções relaxam no piloto e tendem a melhorar no decorrer da trama. Estou esperando que esse seja o caso de Lucifer e, a partir do lançamento oficial, eles aprimorem esses efeitos.

No geral, a série tem sim o potencial de engrenar, apesar dos problemas. O carisma de seu protagonista é uma vitória importante, além de alguns elementos muito interessantes que foram apresentados no piloto e dão sinal de que serão trabalhados ao longo da temporada.

Como o óbvio dilema moral do personagem em ir contra sua própria natureza maligna (onde vai dar uma história que começa com o diabo tentando deixar de ser mau e ajudando pessoas?); as consequências que sua aposentadoria irá gerar no universo (afinal o que pode acontecer quando o próprio diabo desiste do inferno?), o anjo Amenadiel, aliás o personagem mais enigmático do episódio, alerta várias vezes Lucifer quanto a isso; e finalmente o mistério envolvendo a detetive Dancer imune à atração exercida pelo caído nos mortais (já há quem aposte que a garota é um anjo, mas eu não iria tão longe).

Ideia original de Mike Carey (HQs), produzida por Jerry Bruckheimer e Fox, a série ainda não possui  uma data de estreia definida que deve acontecer na mid-season de 2016.

Se você desconhece absolutamente tudo sobre a história, segue a baixo a promo oficial.

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