Aos dez anos tive meu primeiro contato com a comovente história de Jean Valjean, Os Miseráveis, do escritor francês Victor Hugo. Era uma versão adaptada de um programa do governo federal de incentivo a leitura, mas ainda assim a narrativa me marcou e ficou gravada na minha cabeça como sendo uma das mais belas que já vi.

Anne Hathaway como Fantine

Portanto, vocês devem imaginar o tamanho da minha empolgação quando Leila (nova colaboradora do blog) me mostrou, bastante frustrada, convém dizer, o trailer de uma produção inspirada no livro, que está sendo preparada para o início do próximo ano. Quer dizer, corrijo-me, antes que me atirem pedras: trata-se de uma obra baseada no musical que, por sua vez, é baseado no livro de Victor Hugo. Ou seja, como bem pontuou Leila, a última das ambições do filme é ser fiel à obra francesa, convenhamos.

Trailer oficial de Os Miseráveis

Então é importante que mesmo aqueles que já leram o livro vão preparados para se surpreender e encontrar em “Os Miseráveis” muito mais da autoria dos roteiristas e do diretor Tom Hooper que do próprio Victor Hugo. Tom Hooper, para quem não lembra, dirigiu o filme vencedor do Oscar de 2011, “O Discurso do Rei“. Baseando-me por esse último, único filme a que assisti do diretor, espero duas coisas de “Os Miseráveis“: um elenco de peso, bem dirigido, e muita sensibilidade.

Helena Boham Carter e Sasha Baron Cohen integram elenco de peso

O primeiro ponto já constatei ser verdade. Teremos Hugh Jackman no papel principal, Russell Crowe, Anne Hathaway em, finalmente, um papel sério, a queridíssima e talentosa Amanda Seyfried cantando e encantando e, de brinde, Helena Boham Carter em mais um papel estranho. Lembrando que esta última também esteve presente no último filme de Hooper, como a esposa do rei George, um dos poucos personagens “normais” que já a vi interpretar.

O filme tem como cenário a França (Foto: Divulgação)

Quanto ao segundo ponto citado (sensibilidade) acho até um tanto impossível que o diretor consiga o prodígio de fugir dela, visto que a história por si só já dá conta desse aspecto. E, pelo que o trailer denuncia, e eu espero que não seja propaganda enganosa, Hooper fez o dever de casa direitinho – mais uma vez – e está terminando de empacotar mais uma belíssima produção britânica (filmada em solo francês) para enviar aos cinemas mundiais. Eu, que amo “Os Miseráveis” e amo musicais, admito a minha empolgação para a estreia da obra. E minha aposta prévia é de que será uma das grandes produções cinematográficas de 2013. E pelo preço que custou, ai de Hooper se não for…

Obs: Fiquei um pouco incomodada pelo filme não ser falado em francês. Mas se é para ser baseado no musical, deixa a galera fazer a linha Broadway em paz, né?

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