One Day at a Time: uma série pra rir e chorar

Ultimamente tenho adorado as novas séries da Netflix (oi, sumida, me paga o merchan?), e não porque só agora as boas séries estão surgindo, mas porque eu finalmente me adaptei à ideia de usar a plataforma pra ver séries que eu não conhecia. Até então, eu sempre tinha usado minha conta para ver séries já consolidadas pelo público, como Grey’s Anatomy, Friends e passei, inclusive, um bom tempo magoado quando tiraram do catálogo How I Met You Mother.

Depois de fazer as pazes e voltar a frequentar o site, encontrei pérolas sem iguais. Adianto que, logo, volto aqui pra falar da primeira delas, que é The Good Place, mas por enquanto eu tenho que falar da série que roubou meu coração: One Day at a Time.

ODAT é uma série extremamente simples, mas com uma base muito boa e com muito a ser desenvolvido. É sobre uma família cubana que foi morar nos Estados Unidos para fugir da ditadura e, aos poucos, foram construindo a vida. Primeiro a avó, que foi embora aos 15 anos, casou, teve filhos e netos, dando origem ao núcleo principal, também composto por um zelador hot/dummie que equilibra muito bem a série, e um núcleo secundário, que é onde a personagem principal, Penélope, trabalha.

E assim, apostando não em grandes cenários, mas sim em histórias maravilhosas, a série me fez gargalhar como nunca desde The Big Bang Theory (nas primeiras temporadas), com a rotina da família cubana que ama suas tradições, mas que também enfrenta os medos de uma guerra e a mudança para um país novo, uma protagonista que foi para a guerra (e eu amo as referências aos ex combatentes, como a falta de assistência pós-guerra), jovens descobrindo a sexualidade e a personalidade. E sempre uma gotinha de humor pra quebrar aquele momento de choro livre.

Não vou dar mais spoiler do que já foi dado, mas recomendo fortemente dar uma chance para essa série que, de cara, é bem simples, mas esconde um tesouro gigante. E quem sabe a gente não garante uma terceira temporada pra ontem, certo? XOXO